Raphael Mello - Psicólogo

Raphael Mello - Psicólogo Informações para nos contatar, mapa e direções, formulário para nos contatar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de Raphael Mello - Psicólogo, Psicólogo/a, Rua Cristiano Viana, 290/Pinheiros, São Paulo.

Psicólogo
Especialização em Psicanálise Clinicia
Pós em Saúde Mental, Psicopatologia e Atenção Psicossocial
Pós em Psicanálise e Análise do Contemporâneo
Especializando em Psicologia Clinica Psicólogo & Psicanalista
Especialização Psicanálise
CRP: 06/122146
Contato: (11)91126-1231
Instagram: .raphaelmello
E-mail: rafhaelpsicologo@gmail.com
E-mail2: cantarosespaco@gmail.com
Consultorio localizado em Pinheiros - SP

A heteronormatividade não atua apenas como regra social, mas como um discurso íntimo que ensina a amar com medo. Ela def...
03/01/2026

A heteronormatividade não atua apenas como regra social, mas como um discurso íntimo que ensina a amar com medo. Ela define não só quem pode amar quem, mas também como, quando e sob quais promessas esse amor deve existir.

Para pessoas LGBT+, o amor raramente começa em terreno neutro: nasce atravessado pela falta de reconhecimento, pela exigência de discrição e pela ideia de que o desejo precisa se justificar. Mas esse modelo não violenta apenas quem está fora da norma — ele também aprisiona casais heterossexuais em papéis rígidos, expectativas de desempenho e relações sustentadas mais por obrigação do que por desejo.

Ao prometer estabilidade, a heteronormatividade produz silêncio, renúncia e repetição. Quando o modelo vem antes do desejo, o amor vira contrato e performance. Clinicamente, isso faz com que o laço amoroso carregue o peso da legitimação.

Ainda assim, algo insiste. Historicamente excluídos, os amores LGBT+ foram levados a inventar outras formas de amar, colocando amor onde muitos colocam regras. Essa invenção não idealiza o amor, mas revela a fragilidade da norma: o amor não nasce da obediência, mas do risco e da escolha.

No fim, a heteronormatividade fracassa não só porque exclui, mas porque empobrece a experiência amorosa. O amor, quando existe, sempre encontra um jeito de dizer mais.

Raphael Mello | Psicólogo
CRP 06/122146

Há uma submissão nas relações amorosas que se disfarça de maturidade e cuidado. Ela aparece em frases como “eu só quero ...
02/01/2026

Há uma submissão nas relações amorosas que se disfarça de maturidade e cuidado. Ela aparece em frases como “eu só quero que o outro seja feliz”, que muitas vezes não falam de amor, mas de medo do conflito, da perda e da rejeição. Para evitar esses riscos, o sujeito reduz seus desejos, adapta-se ao outro e aposta que, ao se apagar, o vínculo se manterá.

Esse movimento não é neutro. Quando alguém se coloca apenas na função de fazer o outro feliz, deixa de se reconhecer como sujeito de desejo. O amor vira adaptação e, silenciosamente, uma forma de controle: não pela imposição, mas pelo sacrifício. Evita-se o conflito, mas ele retorna como sintoma: cansaço, ressentimento, tristeza persistente, ou no próprio corpo.

Sustentar esse lugar exige obedecer a um ideal moral de bondade e compreensão que cobra caro: quanto mais o sujeito tenta corresponder, mais se afasta de si e mais depende do reconhecimento do outro.

Talvez seja preciso uma ideia menos idealizada de amor: amar não é garantir a felicidade do outro, mas suportar o desencontro, a frustração e o conflito sem que alguém precise se anular. Quando o amor exige o silenciamento de si, ele deixa de ser encontro e vira sobrevivência e nenhuma relação se sustenta quando um dos dois precisa desaparecer para que o laço continue.

Raphael Mello | Psicólogo
CRP 06/122146

“Mas é preciso escolher. Porque o tempo foge. Não há tempo para tudo. Não poderei escutar todas as músicas que desejo, n...
30/12/2025

“Mas é preciso escolher. Porque o tempo foge. Não há tempo para tudo. Não poderei escutar todas as músicas que desejo, não poderei ler todos os livros que desejo, não poderei abraçar todas as pessoas que desejo. É necessário aprender a arte de “abrir mão” – a fim de nos dedicarmos àquilo que é essencial.” (Rubem Alves)

Desejo que você deseje! ✨

Raphael Mello | Psicólogo
CRP 06/122146

#2026

Desejo….. Feliz Natal 🎄 Feliz 2026 ✨Raphael Mello | PsicólogoCRP 06/122146         #2026
24/12/2025

Desejo…..

Feliz Natal 🎄
Feliz 2026 ✨

Raphael Mello | Psicólogo
CRP 06/122146

#2026

Crescer requer decepcionar os pais, porque crescer é aceitar a perda do lugar imaginário onde éramos tudo. Para Freud, a...
19/12/2025

Crescer requer decepcionar os pais, porque crescer é aceitar a perda do lugar imaginário onde éramos tudo.

Para Freud, a infância é o tempo em que o desejo do outro, sobretudo dos pais, organiza o mundo, dá sentido, abriga e orienta. O amor parental, ainda que atravessado por ambivalências, sustenta a fantasia de que há um lugar garantido, um olhar que tudo justifica, uma aprovação que salva da angústia.

Mas o crescimento começa quando esse pacto silencioso se rompe. Não por falta de amor, mas justamente porque o amor não basta para sustentar uma vida inteira.

Decepcionar os pais é reconhecer que eles não são completos, que não sabem tudo, que não podem proteger de todas as perdas e que também desejam para além de nós.

Freud nos ensina que a saída do complexo de Édipo não é uma vitória sem custo, mas uma renúncia: renúncia ao ideal de ser o objeto privilegiado, renúncia à fantasia de completude, renúncia à promessa de um amor sem resto. Decepcionar os pais, é aceitar a castração simbólica, como condição de desejo.

Só quem perde o lugar de ideal pode desejar de verdade.

Há dor nesse gesto. Culpa, medo, angústia. O supereu nasce exatamente aí: como herança dessa decepção, como voz interna que cobra, vigia e, muitas vezes, pune por termos ousado existir para além do sonho dos pais.

Crescer é aprender a negociar com essa voz, sem se submeter inteiramente a ela, sem precisar retornar à infância como refúgio.

No fundo, crescer é suportar que o amor não seja suficiente para nos dizer quem somos. É escolher viver sem a garantia de aprovação, sabendo que toda autonomia carrega uma parcela de solidão.

Decepcionar os pais, não é um fracasso moral; é um ato psíquico fundador. Talvez amadurecer seja justamente isso: aceitar que todo amor verdadeiro implica perda e que só decepcionando aqueles que nos deram a vida é que podemos, enfim, tomar posse dela.

Raphael Mello | Psicólogo
CRP 06/122146

Somos educados a tratar o afeto como fraqueza, a paixão como perda de controle, o dizer como excesso. Então o amor passa...
16/12/2025

Somos educados a tratar o afeto como fraqueza, a paixão como perda de controle, o dizer como excesso. Então o amor passa a ser jogado no registro da estratégia, não da palavra. Em vez de dizer “estou apaixonado”, espera-se que o outro prove, insista, persiga, decifre. O afeto vira enigma, armadilha, teste.

Na leitura lacaniana, isso desloca o amor do campo da fala para o campo da fantasia. O sujeito não se implica no que sente; ele se protege da castração exigindo que o outro adivinhe. Amar passa a ser exigir do outro uma leitura perfeita dos sinais, inclusive dos sinais falsos. E aí o vínculo se organiza não pelo encontro, mas pela exaustão: só é digno quem não desiste.

Há algo de muito cruel nisso. Porque o amor, quando se estrutura assim, deixa de ser oferta e vira cobrança: “se você me ama, suporte minha ausência, meu silêncio, minhas contradições”. O risco de dizer é substituído pelo conforto de ser perseguido.

amar não é ser indecifrável,
não é esconder-se para ser encontrado,
não é testar a resistência do outro.

Amar é, em alguma medida, suportar dizer, mesmo sem garantias.
Porque só há encontro onde há palavra, e não apenas pistas.

Raphael Mello | Psicólogo
CRP 06/122146

A ideia de “energia masculina” e “energia feminina”, muito comum em discursos contemporâneos de autoajuda e espiritualid...
14/12/2025

A ideia de “energia masculina” e “energia feminina”, muito comum em discursos contemporâneos de autoajuda e espiritualidade, carece de fundamento científico e psicológico consistente. Embora vendida como autoconhecimento, essa concepção essencializa comportamentos, como ação, força, lógica (masculino) ou acolhimento, sensibilidade, passividade (feminino), atribuindo-os a uma suposta “natureza energética” dos sexos.

Do ponto de vista psicanalítico, especialmente freudiano, essa lógica é reducionista. Freud mostra que os seres humanos são atravessados por pulsões, forças inconscientes que não obedecem a uma lógica binária de gênero. A sexualidade humana é plástica, múltipla, e o inconsciente não reconhece as categorias fixas de “masculino” ou “feminino” como essências universais. Em vez disso, o sujeito se constitui pela falta, pelo desejo, e por identificações simbólicas diversas, e não por energias inatas.

Além disso, a atribuição de certos traços ao “feminino” e outros ao “masculino” sustenta estereótipos de gênero historicamente ligados ao machismo. Mulheres são incentivadas a “se reconectar com sua energia passiva e receptiva”, enquanto homens devem “assumir sua energia ativa e dominadora”. Essa naturalização do gênero reforça desigualdades, justificando relações de poder como se fossem expressões “naturais” e não socioculturais.

Quando se fala em “energia feminina”, o que se está muitas vezes nomeando é o recorte ideológico de um ideal feminino moldado pelo olhar masculino, o que Lacan chama de “a mulher como falta” no discurso do Outro. Ou seja, essas energias não existem em si, mas como fantasias normativas.

Logo, é importante desconfiar de teorias que usam vocabulário espiritualizado para reproduzir papéis de gênero fixos, disfarçando moralismo e patriarcado, de autoconhecimento. A psicanálise nos convida a pensar o sujeito em sua singularidade desejante, e não a partir de rótulos energéticos que aprisionam.

Raphael Mello | Psicólogo
CRP 06/122146

o amor não é manual nem pré-requisito, é relação, não solo.A lógica “ame-se primeiro” virou um ideal capitalista de auto...
12/12/2025

o amor não é manual nem pré-requisito, é relação, não solo.

A lógica “ame-se primeiro” virou um ideal capitalista de autossuficiência: consuma-se, regule-se, ajuste-se para então ser digno de amar. Mas ninguém se completa sozinho. Amar nasce da falta, não da perfeição.

Amar é presença, não prontidão. Vulnerabilidade, não performance.
É sempre um fazer compartilhado, nunca uma competência privada.

O amor não é linha de chegada. É movimento.

Raphael Mello | Psicólogo
CRP 06/122146

❤️

A neurose na contemporaneidade não nasce do “não pode”, mas do imperativo de ter que ser: produtivo, desejável, equilibr...
10/12/2025

A neurose na contemporaneidade não nasce do “não pode”, mas do imperativo de ter que ser: produtivo, desejável, equilibrado, impecável. A cultura transforma a falta em defeito e a dúvida em falha, enquanto o olhar multiplicado das redes intensifica a comparação e o autojulgamento.

Corpos exaustos em busca de validação; obsessões se atualizam como culto ao controle absoluto. Quanto mais tentamos nos ajustar aos padrões, mais angústia; quanto mais tentamos escapar deles, mais culpa.

Sofremos não porque somos frágeis, mas porque o mundo exige que vivamos como se não faltasse nada. A psicanálise, nesse cenário, oferece um espaço raro: falar sem algoritmo, desejar sem manual, falhar sem espetáculo. E reinventar, pouco a pouco, um modo próprio de viver com o que falta.

Raphael Mello | Psicólogo
CRP 06/122146

# angústia

Há relações em que alguém assume o papel de garantir a felicidade do outro, evitando conflitos e editando a própria vida...
09/12/2025

Há relações em que alguém assume o papel de garantir a felicidade do outro, evitando conflitos e editando a própria vida para que o parceiro nunca se angustie. Isso parece cuidado, mas nasce do medo: medo de desagradar, de frustrar, de perder o vínculo.

Nesse movimento, a pessoa abdica do próprio desejo e vai se apagando sem perceber. Enquanto tenta salvar o outro, abandona a si mesma e o mundo vai se estreitando: vínculos, projetos, corpo e prazer ficam à margem.

Do ponto de vista psicanalítico, esse lugar de “salvador” vem de fantasias antigas, onde conflito é perigo e a paz do outro depende exclusivamente de nós. Por isso, “proteger” o parceiro acaba sendo uma forma inconsciente de se proteger da própria angústia. Desejar, colocar limites, discordar, tudo isso se torna ameaçador.

O resultado é um paradoxo: na tentativa de evitar a insegurança do outro, o sujeito se torna inseguro e produz uma ruptura silenciosa consigo mesmo.

Superar esse lugar implica reconhecer que amar não é administrar emoções alheias, nem viver como garantia de estabilidade. Um vínculo saudável nasce quando cada um pode existir sem se anular, quando não é preciso ser salvador de ninguém para permanecer ao lado de alguém.

Raphael Mello | Psicólogo
CRP 06/122146

❤️

Aviso: o carrossel de hoje é denso e longo.Mas eu quis manter a complexidade, porque simplificar esse tema seria cair ex...
07/12/2025

Aviso: o carrossel de hoje é denso e longo.
Mas eu quis manter a complexidade, porque simplificar esse tema seria cair exatamente na armadilha que estou criticando.

É uma análise crítica sobre a romantização do pensamento mágico moderno e o quanto isso nos afasta da realidade concreta, política e psíquica.

Precisamos falar sobre como discursos aparentemente inofensivos também reproduzem privilégios, apagamentos e culpas disfarçadas de espiritualidade.

E justamente por isso é essencial: tem nuance, crítica, psicologia e psicanálise onde costuma sobrar só frase motivacional.

O pensamento positivo e a espiritualidade podem ser símbolos importantes, fontes de sentido, cuidado e sustentação para muita gente.

Mas a pergunta que precisamos fazer é: qual é o limite disso?
Em que momento uma prática que deveria acolher vira instrumento de culpa, alienação e cegueira social?
Quando a espiritualidade vira anestesia?
Quando o “acredite” substitui política, análise, história e realidade?

Raphael Mello | Psicólogo
CRP 06/122146

Endereço

Rua Cristiano Viana, 290/Pinheiros
São Paulo, SP
05411000

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 08:30 - 20:00
Terça-feira 08:30 - 20:00
Quarta-feira 08:30 - 20:00
Quinta-feira 08:30 - 20:00
Sexta-feira 08:30 - 20:00

Telefone

+5511911261231

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Raphael Mello - Psicólogo posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Compartilhar

Share on Facebook Share on Twitter Share on LinkedIn
Share on Pinterest Share on Reddit Share via Email
Share on WhatsApp Share on Instagram Share on Telegram

Categoria