06/04/2026
Porque você é a primeira a duvidar de si mesma?
Antes de qualquer julgamento de fora, é você quem chega primeiro. Você se critica. Você se diminui.
E no pós-parto, essa voz f**a ainda mais alta.
Porque você está cansada. Privada de sono. Hormonalmente vulnerável. Sozinha em muitos momentos. Cercada de expectativas irreais e comparações silenciosas.
E, mesmo assim, exigindo de si um nível de perfeição que você nunca exigiria de outra mulher.
Você se olha no espelho e não reconhece o próprio corpo.
Olha para o seu bebê e, ao invés de enxergar vínculo, enxerga falha.
Olha para a sua história e escolhe tudo o que “não deu certo”.
Você não percebe… mas está em guerra consigo mesma.
E na amamentação, essa cobrança aparece ainda mais cruel. Cada ma**da vira um julgamento. Se dói, a culpa é sua. Se o bebê chora, a culpa é sua. Se o peso não evolui como você esperava, de novo… a culpa é sua. Você começa a desacreditar do seu próprio corpo, questiona seu leite, a sua capacidade, a sua entrega.
É como se, no momento em que mais precisa de acolhimento, você se tornasse a sua maior crítica. A mais impaciente. A menos compreensiva. Aquela que aponta, acusa, pressiona.
E talvez o mais doloroso disso tudo seja que ninguém te ensinou diferente.
Te ensinaram a cuidar do bebê.
Mas não te ensinaram a cuidar de você.
Te ensinaram a suportar.
Mas não te ensinaram a se acolher.
Então você segue… se cobrando mais, se diminuindo mais, se apunhalando em silêncio, acreditando que isso vai te fazer uma mãe melhor.
Mas não vai.
Porque nenhuma mulher floresce sob ataque constante.
O que você chama de “falta de força”, muitas vezes é só exaustão.
O que você chama de “incapacidade”, muitas vezes é falta de orientação.
O que você chama de “fracasso”, muitas vezes é só um começo difícil, como todos são.
Hoje, o mais importante não é acertar tudo. É entender que existe uma diferença enorme entre incapacidade e falta de orientação.
Seja gentil consigo mesma ♥️
PS: eu já fui essa pessoa também 🥹