13/03/2016
ESCOLIOSES
Escolioses são deformações morfológicas tridimensionais da coluna vertebral. Pode apresentar 2 formatos:
Curva simples para direita ou esquerda (escoliose em "C");
Curva dupla (escoliose em "S").
Para cada curvatura, as vértebras mais inclinadas são chamadas de vértebras limite (superior e inferior) e a vértebra localizada no meio da curva é chamada de "apical". Quando visualizamos esta vértebra em um raio-x (por exemplo), notamos a rotação que a escoliose gera nas vértebras.
Além dos formatos, podemos classificá-las em estruturais e não-estruturais. As curvaturas da escoliose estrutural é irreversível, já as não-estruturais; também conhecidas como escoliose funcional ou postural; normalmente aparece em adolescentes, proveniente de má postura, apresenta tal padrão escoliótico reversível.
A gravidade da escoliose é determinada pelo ângulo da curvatura e rotação das vértebras, normalmente é classificada em:
Escoliose leve: menor que 30 graus;
Escoliose moderada: 30-50 graus;
Escoliose grave: acima de 50 graus*.
* Em alguns casos podemos observar comprometimentos cárdio-respiratórios, devido a compressão exercida na parede torácica.
Além desta classificação, a literatura distingue em escoliose infantil (crianças com ate 3 anos), juvenil (de 3 anos até a puberdade), adolescente (após a puberdade) e adulta.
As causas das escolioses são multifatoriais, sendo difícil apontar a causa primária. Dentro destas causas podemos observar: as escolioses de adaptação (devido problemas no quadril, diferenças dos membros inferiores, torcicolo, etc), congênitas (vértebras cuneiformes, artrodese vertebral, etc), escolioses devido problemas neuromusculares e distrofias, escolioses antálgicas; conhecidas como falsas escolioses, devido compensações que o corpo adota com o intuído de manter uma postura (que nem sempre é a mais adequada), sem dor; e escolioses idiopáticas. Para as escolioses idiopáticas, estudos apontam que até 43% das causas são fatores genéticos.
Devido toda alteração biomecanica causada pela alteração do posicionamento das vértebras, algumas estruturas corpóreas são sobrecarregadas. Para minimizar e/ou interromper o avanço das rotações causadas pela escoliose e consequentemente obtermos alívio do quadro álgido, alguns tratamentos são descritos na literatura.
O tratamento cirúrgico consiste na artrodese (fixação com placas e parafusos) das vértebras alteradas. Já o tratamento conservador (não-cirúrgico) consiste em mobilizações articulares (tratamento que visa o ganho de movimento das vértebras hipomóveis), liberações miofasciais ("relaxar" toda musculatura tensa), fortalecimento de músculos específicos da região lombar, torácica ou cervical (dependendo de onde for o segmento da escoliose); alongamentos, trações (com o intuito de aumentar o espaço articular entre uma vértebra e outra) e coletes (ajudam a manter o corpo em uma posição mais fisiológica).