Oficina de Convivência

Oficina de Convivência Sobre conviver... Nós somos seres sociais e não há nenhuma possibilidade de viver sem conviver. Necessitamos uns dos outros para a nossa sobrevivência.

Permanentemente fechado.

A relação humana possui um determinado modelo de convivência, que pressupõe determinados valores, normas específicas para enfrentar conflitos e resolver problemas, formas determinadas de organização, sistemas de relacionamento, formas de estabelecer comunicação, modos de expressão dos sentimentos, expectativas sociais e maneiras de exercer cuidado. As interações sociais são marcadas pelos afetos e pelo cuidado, mas também pela cooperação, elemento valorizado no modo de ser e de fazer humano. O modelo de convivência inspira e efetiva formas de cuidar. Cada comunidade pode alterar, desenvolver e aprimorar suas estruturas: da formação do humano, por meio de processos educativos contínuos e permanentes considerando a jornada evolutiva do tornar-se e manter-se humano, até a
possibilidade de capacitar o humano para eventos específicos, o que significa que parte do que conceituamos no cuidar, também depende de reflexão treino e desenvolvimento. A Oficina de Convivência pretende possibilitar eventos para proporcionar reflexões a respeito de nossa vida relacional. Rever formas estabelecidas e repensar em novas formas, mais qualitativas de convivermos e cuidarmos da Natureza do Universo, da Natureza Interior e da Convivências entre os seres.

Hamnet.É uma obra dirigida por Chloé Zhao, estrelada por Jessie Buckley e Paul Mescal. Adaptação do romance de Maggie O’...
22/03/2026

Hamnet.
É uma obra dirigida por Chloé Zhao, estrelada por Jessie Buckley e Paul Mescal. Adaptação do romance de Maggie O’Farrell, e não se constitui uma reconstituição documental, e sim ficção histórica.
O foco do filme é o sofrimento da família Shakespeare após a morte do filho Hamnet.
Minhas reflexões estão infinitas. Vou compartilhá-las em gotas.
A decisão mais importante de Hamnet é retirar William Shakespeare do centro do mito cultural, e deslocar o eixo dramático para o Materno: o filme deixa de ser a história “sobre um grande gênio”, e passa a ser uma narrativa sobre trabalho afetivo, corporal e silencioso do luto, em especial o luto de mulheres, o luto de mães. Isso muda tudo. A pergunta essencial do filme é incômoda e humana: o que acontece com uma casa, um casal, uma criatura humana e um corpo materno quando a perda desmonta a linguagem?
Hamnet não trata a dor como mais um tema importante da essência humana. Revela um drama histórico que evita a solenidade acadêmica e valoriza a sensorialidade afetiva: paisagem, corpo, silêncio, textura doméstica, respiração, intervalos, ritmos.
A força está em recusar o luto como discurso pronto. O luto, no filme, parece não caber inteiramente em palavras; por isso a imagem, o ritmo e a presença física dos atores precisam carregar o que a linguagem não dá conta de conter.
É uma escolha coerente com a própria natureza da perda: o enlutado frequentemente não “narra” o que sente; ele habita um tempo alterado.
O risco das escolhas da direção da obra está em que a beleza visual possa romantizar o sofrimento. Quando a devastação é filmada com grande refinamento, o cinema caminha numa linha tênue entre testemunhar a dor e emoldurá-la. Hamnet quase encosta nesse perigo, mas a intensidade de Buckley, essa mulher gigantesca que surge da intuição, magia e mistério que emergem da floresta que habita o arquétipo da “mulher selvagem”, impede que a dor vire ornamento.
Um arraso de filme, o cinema nem respirava.
Volto depois para mais um pouquinho dessa delícia que é essa arte: cinema…

Eu estudo espiritualidade desde o ano 2000. Naquela época, era difícil falar sobre cuidado espiritual nas reuniões de eq...
20/03/2026

Eu estudo espiritualidade desde o ano 2000. Naquela época, era difícil falar sobre cuidado espiritual nas reuniões de equipe clínica. Hoje, eu tenho a honra e a felicidade de participar de um evento, idealizado por criaturas corajosas, para discutir temas contemporâneos que nos afetam constantemente. Vamos falar sobre o lugar da alma na área da Saúde?

❤️ analítica

Não existe época mais importante do que esta para observar, refletir, discutir e vivenciar o Feminino na humanidade.O si...
08/03/2026

Não existe época mais importante do que esta para observar, refletir, discutir e vivenciar o Feminino na humanidade.

O sistema de crenças que nos orienta e nos define precisa ser transformado. A cultura se conforma às mudanças que vamos implementando. O imaginário coletivo acompanha esse movimento, revelando-se e se reorganizando à medida que a experiência humana se modifica e consolida novas possibilidades de existir.

Por isso, é mais do que importante que este dia seja celebrado.
É vital.

Hoje celebramos o Dia Internacional da Mulher, uma data expressiva que nos lembra das lutas, das conquistas e da força que tantas mulheres manifestam enquanto constroem, silenciosamente e com coragem, a história do Mundo.
São mulheres que, com persistência, nos ensinam ao enfrentar os desafios que definem o existir em uma sociedade ainda marcada por estruturas patriarcais.

Mulheres que caminham com coragem.
Que transformam Cuidado em gesto, Sensibilidade em força e Amor em presença.

Mulheres que iluminam os lugares por onde passam — não porque busquem visibilidade, mas porque o brilho que as acompanha, se fortalece enquanto acolhem e inspiram.

Revelam algo precioso: que a verdadeira grandeza não está no poder, mas na capacidade de cuidar do outro, de participar de processos colaborativos e de construir redes de apoio, aumentando o poder da comunidade, que funciona como uma verdadeira teia de relacionamentos que alimenta amorosidade, parceria e compromisso.

Luta todos os dias para sobreviver em um mundo que desrespeita singularidades, que ameaça a Beleza e a Graça, por entender que o Mistério e o Encantamento não podem ser dominados.
Hoje eu celebro essa mulher corajosa, que estimula e auxilia o desabrochar de outras mulheres ao seu redor; que constrói comunidades que se solidarizam e se completam; e que transforma dores em possibilidades de amor.

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❤️

Hoje eu celebro o meu aniversário.Esta é a vigésima vez que o celebro depois de ter recebido um prognóstico de apenas um...
03/03/2026

Hoje eu celebro o meu aniversário.

Esta é a vigésima vez que o celebro depois de ter recebido um prognóstico de apenas um ano de vida.

Dançar com a Morte foi a melodia que acolheu meu desamparo.
Foi ali que aprendi que a Vida não é promessa — é milagre cotidiano.

Desde 2006, festejo cada dia como quem honra um presente raro.
Celebro o fato de estar Viva.
Celebro a chance que me foi devolvida.

Invadida pelo perfume da Vida, disponível às experiências que o meu Destino me oferece, venho, ano após ano, partilhar com vocês essa gratidão:
estar aqui é extraordinário.

Quando recebi aquele “bilhetinho azul”, diretamente das mãos generosas de Deus, fiz uma promessa — a Ele e a mim mesma:
jamais desperdiçar o presente de ter sido abençoada com a Vida novamente.

E é isso que procuro fazer todos os dias.
Agradecida por continuar habitando este Universo imperdível —
bem-vindo com suas dores e seus amores.

O meu melhor presente de aniversário continua o mesmo.

Desejo que você também prometa a si mesmo fazer da sua Vida a melhor história que já ouviu contar.
Porque história é o único legado que deixamos dessa experiência divina que é viver entre humanos.

Cuide de si com primazia.
A ética do cuidado de si está profundamente ligada ao exercício da liberdade.
E ser livre expande a alma sobre o Universo.
Não existe força mais potente do que essa.

Cuide também daqueles que estão perto de você, com gentileza, compaixão e amor.
Plante sementes férteis — elas certamente transformarão o futuro dos nossos pequenos.

Zele pelos irmãos que estão longe.
Quanto menos sofrimento houver no mundo, mais docilidade espalharemos.
Isso inclui os animais. Isso inclui a Natureza.

Este é o presente que eu desejo receber hoje,
neste dia em que celebro o milagre de estar viva por mais um ano.

Que nosso trajeto compartilhado seja pleno.
Que seja intenso.
Que seja verdadeiro.

Com muito amor e carinho,

Rê Liberato 💛

❤️

“O tempo e as jabuticabas”Rubem AlvesContei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do q...
03/03/2026

“O tempo e as jabuticabas”
Rubem Alves

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora.
Sinto-me como aquela menina que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ela chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir
quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.
Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos
para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem
para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio.
Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir
estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas,
que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões
de ‘confrontação’, onde ‘tiramos fatos a limpo’.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: ‘as pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos’.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não
foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados,
e deseja tão somente andar ao lado do que é justo.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse
amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.’
O essencial faz a vida valer a pena.”

❤️

Preparando o aniversário…Sobre Chronos e Kairós...Um caso de Amor com a Vida“...O tempo se mede com batidas. Pode ser me...
02/03/2026

Preparando o aniversário…

Sobre Chronos e Kairós...

Um caso de Amor com a Vida

“...O tempo se mede com batidas.
Pode ser medido com as batidas de um relógio ou pode ser medido com as batidas do coração.
Os gregos, mais sensíveis do que nós, tinham duas palavras diferentes para indicar esses dois tempos. Ao tempo que se mede com as batidas do relógio – embora eles não tivessem relógios como os nossos – eles davam o nome de Chronos. Daí a palavra “cronômetro”. O pêndulo do relógio oscila numa absoluta indiferença à vida. Com suas batidas vai dividindo o tempo em pedaços iguais: horas, minutos, segundos. A cada quarto de hora soa o mesmo carrilhão, indiferente à vida e à morte, ao riso e ao choro. Agora os cronômetros partem o tempo em fatias ainda menores, que o corpo é incapaz de perceber. Centésimos de segundo: que posso sentir num centésimo de segundo? Que posso viver num centésimo de segundo? Diz Ricardo Reis, no seu poema “Mestre, são plácidas” (que todo dia rezo): “Não há tristezas nem alegrias na nossa vida”. Estranho que ele diga isso. Mas diz certo: o tempo do relógio é indiferente às tristezas e alegrias.
Há, entretanto, o tempo que se mede com as batidas do coração. Ao coração falta a precisão dos cronômetros. Suas batidas dançam ao ritmo da vida – e da morte. Por vezes tranquilo, de repente se agita, tocado pelo medo ou pelo amor. Dá saltos. Tropeça. Trina. Retoma à rotina. A esse tempo de vida os gregos davam o nome de Kairós – para o qual não temos correspondente: nossa civilização tem palavras para dizer o tempo dos relógios: a ciência. Mas perdeu as palavras para dizer o tempo do coração.
Chronos é um tempo sem surpresas: a próxima música do carrilhão do relógio de parede acontecerá no exato segundo previsto.
Kairós, ao contrário, vive de surpresas. Nunca se sabe quando sua música vai soar.

Rubem Alves in “O AMOR QUE ACENDE A LUA – Um caso de amor com a vida”

❤️

Eu a conheci através do Oncoguia. Uma criatura exuberante, presença impressionante, um coração do tamanho do Universo, u...
24/02/2026

Eu a conheci através do Oncoguia. Uma criatura exuberante, presença impressionante, um coração do tamanho do Universo, uma Alma iluminada. Era fácil falar sobre Amor com ela, era simples ver a expressão de suas ideias e crenças, entre seus pares. com Compaixão e Alegria. Encheu as redes sociais de esperança, amorosidade e resiliência.
Ela falava sobre a Vida além da doença, e me fazia lembrar sempre de um texto-poesia de Rubem Alves: As florescências de Outono, eu as acho mais bonitas que as florescências de Primavera. As florescências de Primavera são “por causa de“. As florescências de Outono são “a despeito de“.
Ela era uma esplendorosa florescência a despeito de. Despertava e emergia todos os dias, feito a flor de lótus, que nasce do lodo em direção ao sol, para iluminar os dias dos mortais.
Imortal, porque a Morte não conseguiu carregar a Luz que a presença dela ofereceu às pessoas que, de alguma maneira, viveram próximos da Humanidade que irradiava dela.
Anne , vou me despedir como um dia comum. Te amo, amore. O Tempo passa rapidamente. Grata por me permitir a companhia nesta existência.

24/02/2026

Ontem eu gravei um podcast sobre Espiritualidade. Faz 26 anos que estudo, pesquiso e produzo sobre esse tema, mas é impressionante como o prazer pelo empenho e dedicação, a alegria da descoberta permanente, a transformação de ideias e crenças, consolidam ainda mais uma experiência valiosa com o processo criativo.
Eu agradeço muito o que a Vida me preparou, por entre dores e amores, Ela me encaminhou até aqui, onde me encontro com muita honra e encantamento.
Viver é uma jornada cheia de curvas, e em cada uma delas oportunidades de olhar, perceber e aprender mais e melhor.
Logo, logo trago aqui o podcast que ficou muito gostoso de viver.
Agradeço muito a Monica Martinez, uma querida nova amiga que a Psicologia Analítica (e a Ritinha também, como sempre) me mandou de presente. Gratidão.
Espero que gostem.

❤️

Há livros que informam, há os que formam, e há aqueles que transformam.Caminhos para a Ressignificação – Histórias e Exe...
14/02/2026

Há livros que informam, há os que formam, e há aqueles que transformam.
Caminhos para a Ressignificação – Histórias e Exercícios, de Thais Mendes Sinibaldi, cumpre essa tarefa quando impulsiona o leitor ao autoconhecimento.

Thaís é uma mulher profunda, psicóloga e pesquisadora da própria experiência.
Transcende seus limites e vulnerabilidades cotidianamente, e talvez por isso, nos ensine, com tanta verdade, sobre dignidade, autonomia e potência de ser.

Seu livro é um convite à travessia.
Não romantiza a dor, não nega os limites, e acaba revelando algo essencial:
o ser humano é maior que as circunstâncias que o cercam.

Tive a honra — e a emoção — de escrever o prefácio desta obra. Prefaciar este livro foi, para mim, testemunhar um processo profundo de ressignificação que nasce da coragem e floresce no conhecimento, sobre si e sobre o outro.

Que este livro encontre leitores dispostos a revisitar suas próprias histórias.
Porque ressignificar não é esquecer, é dar novo sentido ao que foi construído através da coragem de viver.

Com carinho e admiração,
Regina Liberato



Ontem, ao participar de uma roda de conversa com profissionais de saúde e também algumas pessoas enlutadas por suicídio,...
01/02/2026

Ontem, ao participar de uma roda de conversa com profissionais de saúde e também algumas pessoas enlutadas por suicídio, fui atravessada por reflexões que me pedem muita atenção e especial acompanhamento.
Vou precisar fazer escolha, afinal são várias minhas preocupações neste momento.
Então, uma delas fala sobre como precisamos nos preparar para oferecer um cuidado tão delicado, tão específico.
O luto por suicídio se expressa por meio de camadas de dor; silêncios plenos de significado; ruminação movida por sentimentos como raiva e culpa, que abrem mais ainda a ferida de pele fina já existente; perguntas sem resposta que perturbam em busca de algo que abrande o que lateja.
Do centro desse cuidado, emerge algo essencial: a presença qualificada.
Mas o que é, afinal, estar verdadeiramente presente?
Presença não é apenas estar naquele lugar. É estar naquele espaço, naquele momento, com aquela pessoa, naquele recorte da vida que está sendo compartilhado.
Além disso é perceber com empatia, escutar com compaixão, sustentar o silêncio transbordante de comunicados. Manter-se disponível, sem invadir vulnerabilidades.
Equilibrado, sem transmitir distância.
São habilidades que precisam ser desenvolvidas, lapidadas. E não podem ser desenvolvidas na solidão, essas habilidades pedem base relacional, psicoterapia pessoal e supervisão de casos clínicos. Com relação a clínica relacionada a temas que envolvem luto e suicídio, há necessidade absoluta dos terapeutas buscarem formação adequada e específica para subsidiar atuação ética e responsável.
Mas o que é, afinal, estar verdadeiramente presente?
Presença não é apenas estar naquele lugar. É estar naquele espaço, naquele momento, com aquela pessoa, naquele recorte da vida que está sendo compartilhado.
Além disso é perceber com empatia, escutar com compaixão, sustentar o silêncio transbordante de comunicados. Manter-se disponível, sem invadir vulnerabilidades.
Equilibrado, sem transmitir distância.
São habilidades que precisam ser desenvolvidas, lapidadas. E não podem ser desenvolvidas na solidão, essas habilidades pedem base relacional, psicoterapia pessoal e supervisão de casos clínicos.

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Algumas experiências modificam a Vida de maneira abrangente e definitiva. Fazer Psicologia foi um passo muito importante...
29/01/2026

Algumas experiências modificam a Vida de maneira abrangente e definitiva. Fazer Psicologia foi um passo muito importante para mim. Eu me transformei em alguém que eu gostaria de encontrar no espelho. Mas algumas oportunidades que foram surgindo em minha jornada, foram especiais. Quando a me chamou para entrar na Oca Junguiana, eu não imaginava, nem ela imaginava, o presente que eu estava recebendo. Lá eu encontrei o “De Portas Abertas”, , um grupo que formaria um coletivo para acolher e suportar um sofrimento dilacerante. Nesta sexta, eu e Santina Oliveira, com quem tenho a honra de dividir a coordenação do grupo, uma pessoa generosa e muito competente, vamos fazer uma roda de conversa para falar sobre esse tema. Reflexões significativas fundamentam ações eficazes. Tudo isso com a parceria do Instituto do Imaginário. Vamos nos encontrar para uma prosa acolhedora, amorosa? Encontro você lá!

Na última segunda o Comitê de Saúde Emocional do Oncoguia  fez uma live para discutir saúde mental. Muitos temas importa...
21/01/2026

Na última segunda o Comitê de Saúde Emocional do Oncoguia fez uma live para discutir saúde mental. Muitos temas importantes ligados ao tema central foram discutidos, o que foi um esforço conjunto para concentrar tantas ideias em um espaço de tempo tão pequeno!
Em um determinado momento, a audiência questionou a relação do estresse com o adoecimento por câncer; pergunta que sempre vem a tona já que estresse é um desafio contemporâneo.
Falamos sobre vários aspectos, e citei alguns estudos em Neurociências e Psiconeuroimunologia que abordam essa relação e seus efeitos no organismo humano.
Apesar disso não existe evidências científicas suficientes para se afirmar que o estresse pode ser responsável pelo aparecimento de uma doença tão preocupante.
O câncer é uma doença multifatorial, o que significa que vários eventos coadunam para resultar no surgimento do adoecimento tais como fatores biológicos e genéticos (mutação genética, envelhecimento celular, fatores ambientais), fatores ambientais (exposição ocupacional a substâncias carcinogênicas, contaminação alimentar por agrotóxicos); fatores comportamentais e estilo de vida (tabagismo, consumo excessivo de álcool, sedentarismo) fatores infecciosos e inflamatórios (vírus oncogênicos – HPV por exemplo, bactérias – Helicobacter pylori), fatores hormonais e metabólicos (obesidade, desequilíbrio hormonal). Todos esses aspectos podem ser contribuintes nesse processo, mas nenhum isoladamente é fator determinante.
Também valei a pena pensar como o sistema de crenças pode interferir no processo de adoecimento, a forma como atribuímos sentido ao que nos acontece, especialmente quando a vida nos confronta com a fragilidade, o sofrimento e a finitude.
Mas, isso já é uma outra conversa, para uma outra hora!

Endereço

São Paulo, SP
01432-030

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