21/03/2026
Se a felicidade não for um estado a ser alcançado, mas uma experiência que atravessa?
Na psicologia, a ideia de uma felicidade contínua se aproxima mais de uma idealização do que de uma possibilidade psíquica.
Para Sigmund Freud, em O Mal-Estar na Civilização, “a felicidade provém da satisfação repentina de necessidades represadas" ou seja, ela é episódica, não permanente.
Já Donald Winnicott aponta para algo mais sutil: a saúde emocional não está em ser feliz o tempo todo, mas em poder viver com autenticidade.
Já Zygmunt Bauman também nos alerta para o risco de transformar a felicidade em obrigação, algo que, paradoxalmente, produz mais angústia do que alívio.
Talvez, então, possamos sustentar outra ética:
não a da felicidade constante, mas a da possibilidade de sentir.