09/03/2026
Hoje, eu me coloco em reverência.
Às mulheres que vieram antes de mim.
Às que pagaram caro para que hoje pudéssemos escolher.
Às que silenciaram quando não havia espaço para voz.
Às que suportaram o que parecia insuportável.
Às que abriram caminhos mesmo atravessadas pelo medo.
Honrar não é permanecer presa ao passado.
É reconhecê-lo como foi e seguir consciente de que
o feminino é origem.
Ele gera vida.
E desperta consciência.
É a percepção que sente antes que as palavras se organizem.
É a sensibilidade que sustenta sem precisar endurecer.
Ser mulher é compreender: somos travessia, não rótulo.
É sexualidade como potência criadora.
É força que une.
É presença que transforma.
Ser íntegra nas próprias escolhas é não se abandonar para caber.
É respeitar o próprio ritmo.
É sustentar a própria verdade com beleza.
E honrar o feminino também é reconhecer os homens que caminham com essa consciência:
os que respeitam,
os que protegem sem dominar,
os que entendem que a força da mulher não precisa ser contida, mas respeitada,
os que sabem caminhar ao lado, sem competir, sem diminuir.
Que hoje possamos lembrar:
somos continuidade.
Somos memória viva.
Somos vida que dá à luz,
ao mundo e a si mesma.