29/04/2026
Pesquisadores do University Hospitals Cleveland Medical Center demonstraram que o Alzheimer avançado, por muito tempo considerado irreversível, pode ser revertido em modelos animais.
Utilizando dois modelos distintos de camundongos, um baseado em mutações relacionadas à beta-amiloide e outro à proteína tau, os pesquisadores conseguiram reverter danos cerebrais já estabelecidos, incluindo inflamação, perda sináptica, disfunção da barreira hematoencefálica e prejuízo cognitivo signif**ativo.
O ponto central desse processo foi a restauração dos níveis de NAD+, uma molécula essencial para a produção de energia e sobrevivência celular, que se encontra reduzida tanto em cérebros humanos com Alzheimer quanto nesses modelos experimentais.
Para isso, foi utilizado um composto experimental (P7C3-A20), que não apenas aumenta o NAD+, mas ajuda as células a manterem seus níveis fisiológicos mesmo sob estresse.
Mesmo quando o tratamento foi iniciado tardiamente, os resultados mostraram recuperação cognitiva completa nos animais, reversão das alterações típicas da doença e normalização de biomarcadores associados ao Alzheimer.
Esses achados desafiam a abordagem atual, que foca principalmente em retardar a progressão da doença, e sugerem que atuar sobre o metabolismo energético cerebral pode abrir caminho para estratégias de recuperação.
Ainda assim, os resultados são restritos a modelos animais.
Dr. Thiago Volpi
CRM 119445-SP | RQE 88320