Ateliê da Alma - Psicologia Analítica

Ateliê da Alma - Psicologia Analítica Alma humana e Psicoterapia

Tem um lugar onde os mitos tiram o sapato, os deuses encostam no balcão, e os arquétipos pedem uma "dose dupla" de incon...
07/09/2025

Tem um lugar onde os mitos tiram o sapato, os deuses encostam no balcão, e os arquétipos pedem uma "dose dupla" de inconsciente coletivo.

Ali, o Caos serve as mesas,
Nyx cochicha no ouvido da gente, e até Narciso se vê no azulejo rachado do banheiro.

É boteco, é alma, é travessia.
Um canto simbólico pra quem já percebeu que a vida tem roteiro, mas é improvisada.

Chega mais!!!

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Aqui, a conta é dividida entre Hermes, Jung e você.
A primeira rodada é por nossa conta.

Axé!

Na minissérie Sereias, lançada pela Netflix, o que se apresenta como um drama psicológico sofisticado, emoldurado por ca...
10/06/2025

Na minissérie Sereias, lançada pela Netflix, o que se apresenta como um drama psicológico sofisticado, emoldurado por casas de luxo e personagens controladas, logo se revela um terreno de ausências. A trama sugere ser uma crítica à performatividade do feminino em espaços de poder, mas evita o confronto com o que realmente sustenta tais estruturas: a origem dos traumas e as dinâmicas silenciosas de dominação.

Michaela (Julianne Moore), símbolo da mulher que venceu pelo autocontrole, vive encapsulada em uma persona intransponível. Simone (Milly Alcock), sua assistente, representa o feminino em busca de pertencimento — mas o preço é o silêncio. O mais intrigante, no entanto, é a figura do marido. Quase mudo, quase ausente, ele personif**a o verdadeiro canto da sereia: o masculino que, sem precisar agir, sustenta a arquitetura do sofrimento. Não seduz com palavras, mas com a estabilidade ilusória que oferece às mulheres que orbitam seu mundo.

A série evita mostrar o passado de suas personagens, apagando as marcas que as moldaram. O trauma é sugerido, mas nunca elaborado; a dor é coreografada, mas não simbolizada. Sem flashbacks, sem memórias, sem conflitos internos devidamente explorados, o drama se torna raso. F**a a sensação de que algo essencial foi silenciado — como tantas mulheres que, ensinadas a seduzir, acabam se afogando no desejo de serem vistas.

Sereias propõe um mergulho, mas teme a profundidade. E talvez seja exatamente aí que se revele: não como história sobre encantamento feminino, mas como crítica às estruturas que transformam mulheres em espectros de si mesmas.

Alessandra de Sá

Dica de leitura:O livro "Cavaleiro preso na armadura" retrata a história de um cavaleiro que, após se identif**ar tanto ...
13/11/2023

Dica de leitura:

O livro "Cavaleiro preso na armadura" retrata a história de um cavaleiro que, após se identif**ar tanto com sua armadura, f**a preso nela. Esse enredo pode ser associado ao conceito de Persona na psicologia, que é a máscara que cada indivíduo utiliza para se adaptar às expectativas da sociedade.

Assim como o cavaleiro se identif**a tanto com sua armadura que f**a preso nela, muitas pessoas podem se identif**ar tanto com a Persona que perdem a noção de quem realmente são. A história mostra como é importante se libertar da persona e buscar sua própria identidade, aceitando a sua vulnerabilidade e enfrentando suas próprias limitações.

Portanto, a jornada do cavaleiro pode ser interpretada como uma metáfora para a busca pela autenticidade e a necessidade de superar as barreiras da Persona para se reconectar consigo mesmo. Ao longo do livro, o cavaleiro enfrenta seus medos, dúvidas e inseguranças, simbolizando a necessidade de superar as barreiras impostas pela Persona para encontrar sua verdadeira identidade.

Acordava ainda no escuro, como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite. E logo sentava-se ao tear.Linha cl...
21/05/2022

Acordava ainda no escuro, como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite. E logo sentava-se ao tear.

Linha clara, para começar o dia. Delicado traço cor da luz, que ela ia passando entre os fios estendidos, enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte.

Depois lãs mais vivas, quentes lãs iam tecendo hora a hora, em longo tapete que nunca acabava.

Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos do algodão mais felpudo. Em breve, na penumbra trazida pelas nuvens, escolhia um fio de prata, que em pontos longos rebordava sobre o tecido. Leve, a chuva vinha cumprimentá-la à janela.

Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espantavam os pássaros, bastava a moça tecer com seus belos fios dourados, para que o sol voltasse a acalmar a natureza.

Assim, jogando a lançadeira de um lado para outro e batendo os grandes pentes do tear para frente e para trás, a moça passava os seus dias.

Nada lhe faltava. Na hora da fome tecia um lindo peixe, com cuidado de escamas. E eis que o peixe estava na mesa, pronto para ser comido. Se sede vinha, suave era a lã cor de leite que entremeava o tapete. E à noite, depois de lançar seu fio de escuridão, dormia tranqüila.

Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.

Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha, e pela primeira vez pensou em como seria bom ter um marido ao lado.

Não esperou o dia seguinte. Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida, começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. E aos poucos seu desejo foi aparecendo, chapéu emplumado, rosto barbado, corpo aprumado, sapato engraxado. Estava justamente acabando de entremear o último fio da ponto dos sapatos, quando bateram à porta.

Nem precisou abrir. O moço meteu a mão na maçaneta, tirou o chapéu de pluma, e foi entrando em sua vida.

Aquela noite, deitada no ombro dele, a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade.

E feliz foi, durante algum tempo. Mas se o homem tinha pensado em filhos, logo os esqueceu. Porque tinha descoberto o poder do tear, em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe dar.

— Uma casa melhor é necessária — disse para a mulher. E parecia justo, agora que eram dois. Exigiu que escolhesse as mais belas lãs cor de tijolo, fios verdes para os batentes, e pressa para a casa acontecer.

Mas pronta a casa, já não lhe pareceu suficiente.

— Para que ter casa, se podemos ter palácio? — perguntou. Sem querer resposta imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates em prata.
Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas, e pátios e escadas, e salas e poços. A neve caía lá fora, e ela não tinha tempo para chamar o sol. A noite chegava, e ela não tinha tempo para arrematar o dia. Tecia e entristecia, enquanto sem parar batiam os pentes acompanhando o ritmo da lançadeira.

Afinal o palácio ficou pronto. E entre tantos cômodos, o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto quarto da mais alta torre.

— É para que ninguém saiba do tapete — ele disse. E antes de trancar a porta à chave, advertiu: — Faltam as estrebarias. E não se esqueça dos cavalos!

Sem descanso tecia a mulher os caprichos do marido, enchendo o palácio de luxos, os cofres de moedas, as salas de criados. Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.

E tecendo, ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior que o palácio com todos os seus tesouros. E pela primeira vez pensou em como seria bom estar sozinha de novo.

Só esperou anoitecer. Levantou-se enquanto o marido dormia sonhando com novas exigências. E descalça, para não fazer barulho, subiu a longa escada da torre, sentou-se ao tear.

Desta vez não precisou escolher linha nenhuma. Segurou a lançadeira ao contrário, e jogando-a veloz de um lado para o outro, começou a desfazer seu tecido. Desteceu os cavalos, as carruagens, as estrebarias, os jardins. Depois desteceu os criados e o palácio e todas as maravilhas que continha. E novamente se viu na sua casa pequena e sorriu para o jardim além da janela.

A noite acabava quando o marido estranhando a cama dura, acordou, e, espantado, olhou em volta. Não teve tempo de se levantar. Ela já desfazia o desenho escuro dos sapatos, e ele viu seus pés desaparecendo, sumindo as pernas. Rápido, o nada subiu-lhe pelo corpo, tomou o peito aprumado, o emplumado chapéu.

Então, como se ouvisse a chegada do sol, a moça escolheu uma linha clara. E foi passando-a devagar entre os fios, delicado traço de luz, que a manhã repetiu na linha do horizonte.



Colasanti, Marina.
A moça tecelã.

Imagem da Internet.

Bem, o tipo não é nada estático...Eu sempre pensei, desde a tenra infância e tinha também muita intuição.Eu tinha uma di...
29/12/2021

Bem, o tipo não é nada estático...
Eu sempre pensei, desde a tenra infância e tinha também muita intuição.
Eu tinha uma dificuldade com sentimento, e minha relação com a realidade não era bem brilhante.
Eu sempre entrava em discordância com a realidade das coisas.

Carl Gustav Jung
Face to face: BBC London

"O princípio é que é o paciente, e somente ele, quem tem as respostas. Nós podemos, ou não, capacitá-lo a abarcar aquilo...
26/11/2021

"O princípio é que é o paciente, e somente ele, quem tem as respostas. Nós podemos, ou não, capacitá-lo a abarcar aquilo que é inconsciente em sua própria história."

Winnicot

É agradável não conhecer os próprios defeitos, pois, assim, nada perturba o brilho cor de rosa das ilusões.Gustavão
25/11/2021

É agradável não conhecer os próprios defeitos, pois, assim, nada perturba o brilho cor de rosa das ilusões.

Gustavão

"A criança é o futuro em potencial. Por isto a ocorrência do motivo da criança na psicologia do indivíduo signif**a em r...
12/10/2021

"A criança é o futuro em potencial. Por isto a ocorrência do motivo da criança na psicologia do indivíduo signif**a em regra geral uma antecipação de desenvolvimentos futuros, mesmo que pareça tratar-se à primeira vista de uma configuração retrospectiva. A vida é um fluxo, um fluir para o futuro e não um dique que estanca e faz refluir. "

C.G.JUNG OC VOl IX/1 pár. 278

A MULHER-ESQUELETO - Clarissa Pinkola EstésEla havia feito alguma coisa que seu pai não aprovava, embora ninguém mais se...
08/06/2021

A MULHER-ESQUELETO - Clarissa Pinkola Estés

Ela havia feito alguma coisa que seu pai não aprovava, embora ninguém mais se lembrasse do que havia sido. Seu pai, no entanto, a havia arrastado até os penhascos, atirando-a ao mar. Lá, os peixes devoraram sua carne e arrancaram seus olhos. Enquanto jazia no fundo do mar, seu esqueleto rolou muitas vezes com as correntes.

Um dia um pescador veio pescar. Bem, na verdade, em outros tempos muitos costumavam vir a essa baía pescar. Esse pescador, porém, estava afastado da sua colônia e não sabia que os pescadores da região não trabalhavam ali sob a alegação de que a enseada era mal-assombrada. O anzol do pescador foi descendo pela água abaixo e se prendeu - logo em que! -nos ossos das costelas da Mulher-esqueleto. O pescador pen sou: "Oba, agora peguei um grande de verdade! Agora peguei um mesmo!" Na sua imaginação, ele já via quantas pessoas esse peixe enorme iria alimentar, quanto tempo sua carne duraria, quanto tempo ele se veria livre da obrigação de pescar. E enquanto ele lutava com esse enorme peso na ponta do anzol, o mar se encapelou com uma espuma agitada, e o caiaque empinava e sacudia porque aquela que estava lá embaixo lutava para se soltar. E quanto mais ela lutava, tanto mais ela se enredava na linha. Não impor no que fizesse, ela estava sendo inexoravelmente arrastada para a superfície, puxada pelos ossos das próprias costelas. O pescador havia se voltado para recolher a rede e, por isso, não viu a cabeça calva surgir acima das ondas; não viu os pequenos corais que briIhavam nas órbitas do crânio; não viu os crustáceos nos velhos dentes de marfim. Quando ele se voltou com a rede nas mãos, o esqueleto inteiro, no estado em que estava, já havia chegado à superfície e caía suspenso da extremidade do caiaque pelos dentes incisivos.

- Argh!- gritou o homem, e seu coração afundou até os joelhos, seus olhos se esconderam apavorados no fundo da cabeça e suas orelhas arderam num vermelho forte. - Argh! - berrou ele, soltando-a da proa com o remo e começando a remar loucamente na direção da terra. Sem perceber que ela estava emaranhada na sua linha, ele ficou ainda mais assustado pois ela parecia estar em pé, a persegui-lo o tempo todo até a praia. Não importava de que jeito ele desviasse o caiaque, ela continuava ali atrás. Sua respiração formava nuvens de v***r sobre a água, e seus braços se agitavam como se quisessem agarrá-lo para levá-lo para as profundezas.

-Aaargggggghhhh!- uivava ele, quando o caiaque encalhou na praia De um salto ele estava fora da embarcação e saía correndo agarrado à vara de pescar. E o cadáver branco da Mulher-esqueleto, ainda preso à linha de pescar, vinha aos solavancos bem atrás dele. Ele correu pelas pedras, e ela o acompanhou. Ele atravessou a tundra gelada, e ela não se distanciou. Ele passou por cima da carne que havia deixado a secar, rachando-a em pedaços com as passadas dos seus mukluks.

O tempo todo ela continuou atrás dele, na verdade até pegou um pedaço de peixe congelado enquanto era arrastada. E logo começou a comer, porque há muito, muito tempo não se saciava. Finalmente, o homem chegou ao seu iglu, enfiou-se direto no túnel de quatro, engatinhou de qual quer jeito para dentro. Ofegante e soluçante, ele ficou ali deitado no escuro, com o coração parecendo um tambor, um tambor enorme. Afinal, estava seguro, ah, tão seguro, é, seguro, graças aos deuses, Raven, é, graças a Raven, é, e também a todo-generosa Sedna, em segurança, afinal.

Imaginem quando ele acendeu sua lamparina de óleo de baleia, ali estava ela- aquilo - jogada num monte no chão de neve, com um calcanhar sobre um ombro, um joelho preso nas costelas, um pé por cima do cotovelo. Mais tarde ele não saberia dizer o que realmente aconteceu. Talvez a luz tivesse suavizado suas feições; talvez fosse o fato de ele ser um homem solitário. Mas sua respiração ganhou um quê de delicadeza, bem devagar ele estendeu as mãos encardidas e, falando baixinho como a mãe fala com o filho, começou a soltá-la da linha de pescar.

- Oh, na, na, na. - Ele primeiro soltou os dedos dos pés, depois os tornozelos. - Oh, na, na, na.- Trabalhou sem parar noite adentro, até cobri-la de peles para aquecê-la, já que os ossos da Mulher-esqueleto eram iguaizinhos aos de um ser humano.

Ele procurou sua pederneira na bainha de couro e usou um pouco do próprio cabelo para acender mais um foguinho. Ficou olhando para ela de vez em quando enquanto passava óleo na preciosa madeira da sua vara de pescar e enrolava novamente sua linha de seda. E ela, no meio das peles, não pronunciava palavra- não tinha coragem - para que o caçador não a levasse lá para fora e a jogasse lá embaixo nas pedras, quebrando totalmente seus ossos. O homem começou a sentir sono, enfiou-se nas peles de dormir e logo estava sonhando. As vezes, quando os seres humanos dormem, acontece de uma lágrima escapar do olho de quem sonha. Nunca sabemos que tipo de sonho provoca isso, mas sabemos que ou é um sonho de tristeza ou de anseio. E foi isso o que aconteceu com o homem. A Mulher-esqueleto viu o brilho da lágrima à luz do fogo, e de repente ela sentiu uma sede daquelas. Ela se aproximou do homem que dormia, rangendo e retinindo, e pôs a boca junto à lágrima. Aquela única lágrima foi como um rio, que ela bebeu, bebeu e bebeu até saciar sua sede de tantos anos Enquanto estava deitada ao seu lado, ela estendeu a mão para dentro do homem que dormia e retirou seu coração, aquele tambor forte. Sentou-se e começou a batucar dos dois lados do coração: Bom, Bomm!... Bom, Bomm!

Enquanto marcava o ritmo, ela começou a cantar em voz alta. - Carne, carne, carne! Carne, carne, carne! - E quanto mais cantava,
mais seu corpo se revestia de carne. Ela cantou para ter cabelo, olhos saudáveis e mãos boas e gordas. Ela cantou para ter a divisão entre as pernas e seios compridos o suficiente para se enrolarem e dar calor, e todas as coisas de que as mulheres precisam.

Quando estava pronta, ela também cantou para despir o homem que dormia e se enfiou na cama com ele, a pele de um tocando a do outro. Ela devolveu o grande tambor, o coração, ao corpo dele, e foi assim que acordaram, abraçados um ao outro, enredados da noite juntos, agora de outro jeito, de um jeito bom e duradouro.

As pessoas que não conseguem se lembrar de como aconteceu sua primeira desgraça dizem que ela e o pescador foram embora e sempre foram bem alimentados pelas criaturas que ela conheceu na sua vida debaixo d'água. As pessoas garantem que é verdade e que é só isso o que sabem.
Enquanto estava deitada ao seu lado, ela estendeu a mão para dentro do homem que dormia e retirou seu coração, aquele tambor forte. Sentou-se e começou a batucar dos dois lados do coração: Bom, Bomm!... Bom, Bomm!

Enquanto marcava o ritmo, ela começou a cantar em voz alta. - Carne, carne, carne! Carne, carne, carne! - E quanto mais cantava,

mais seu corpo se revestia de carne. Ela cantou para ter cabelo, olhos saudáveis e mãos boas e gordas. Ela cantou para ter a divisão entre as pernas e seios compridos o suficiente para se enrolarem e dar calor, e todas as coisas de que as mulheres precisam.

Quando estava pronta, ela também cantou para despir o homem que dormia e se enfiou na cama com ele, a pele de um tocando a do outro. Ela devolveu o grande tambor, o coração, ao corpo dele, e foi assim que acordaram, abraçados um ao outro, enredados da noite juntos, agora de outro jeito, de um jeito bom e duradouro.

As pessoas que não conseguem se lembrar de como aconteceu sua primeira desgraça dizem que ela e o pescador foram embora e sempre foram bem alimentados pelas criaturas que ela conheceu na sua vida debaixo d'água. As pessoas garantem que é verdade e que é só isso o que sabem.

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