Psicóloga Clínica Leticia Rangel

Psicóloga Clínica Leticia Rangel Atendimento psicológico com base psicanalítica a adolescentes e adultos

18/07/2020

Sobre intimidade...

Esqueça s**o e beijo na boca. É incrível como é possível fazer essas duas coisas sem qualquer intimidade. Passar algumas horas pelados, beijando e transando não é o mesmo que tornar-se íntimo de alguém.

A intimidade, para começar, nem é algo físico. Pode até se expressar fisicamente, mas nunca começa por aí. A intimidade mora na alma, na troca de olhares, no silêncio das conversas que dispensam palavras.

Acontece no encontro do que há de mais profundo em mim com o que há de mais profundo em você. E isso, muitas vezes, acontece sem s**o.

Intimidade é o espaço onde posso existir como sou, com minhas imperfeições, virtudes, posições, pensamentos e vícios. Intimidade é onde posso existir na medida em que o outro me abriga.

É poder dizer ao outro aquilo que calo para os demais. De todas as intimidades possíveis entre duas pessoas, nenhuma é mais profunda do que a sinceridade.

Intimidade é poder dizer a verdade. Não a verdade absoluta, porque ela não existe, mas poder dizer as minhas verdades. É ter a leveza de um lugar seguro, distante dos juízes que estão sempre prontos para me julgar.

Intimidade é raiz que alcança o mais profundo da terra, firmando relacionamentos em solo estável, preparados para enfrentar os vendavais. É lugar onde as mentiras não precisam de justificativas e as verdades não precisam de defesa.

E isso não acontece do dia para a noite. Intimidade é construção que demanda tempo e investimento. Por isso há cada vez menos pessoas íntimas: porque a velocidade e superficialidade de tudo colocaram os relacionamentos profundos em extinção. Tudo é líquido.

A tragédia é que, sem intimidade, somos escravos da aparência, para agradar outros que também não passam de escravos. A vida sem intimidade é vazia, oca, ilhada – o tipo mais popular do momento.

Autor Desconhecido

05/05/2020
Um texto que escrevi há uns anos em homenagem à Psicologia, essa profissão linda e gratificante que abracei ao escolher ...
28/08/2019

Um texto que escrevi há uns anos em homenagem à Psicologia, essa profissão linda e gratificante que abracei ao escolher ver o outro:

Estar disponível
Disponível para se dar
Se dar ao doar
Doar seu ouvir
Ouvir além do escutar
Escutar o que foi dito
Dito por aquele que procura
Procura se saber
Saber como desejar
Desejar para querer
Querer para percorrer
Percorrer seu percurso
Percurso a si mesmo

Obrigada àqueles que me acompanham e parabéns aos colegas!

02/02/2018

David Leo Levisky O Homo Sapiens está vivendo um período complexo na História das Civilizações com mudanças tecnológicas e de valores muito rápidas entre guerras de informação e de contrainformação…

24/09/2017

QUANDO OS PAIS PASSAM A SER OS “PIORES DO MUNDO” – LETÍCIA RANGEL

Em que momento os pais passam de exemplos, muitas vezes heróis, para aqueles chatos, que não sabem de nada e incomodam? Num processo natural, isso ocorre na adolescência, quando o adolescente passa pela “independização”.

Na adolescência o processo de amadurecimento para a vida adulta, ou o “adultecimento”, requer que o adolescente, além de criar uma identidade própria, rompa com os vínculos infantis para criar um tipo de vínculo mais maduro. É a sua “independização”. Há uma menor tolerância com os pais, que não são mais idealizados como antes e, comumente, uma maior rebeldia. Não é, no entanto, uma ruptura, mas sim uma transformação.

Esse processo, embora doloroso para os pais, que passarão a ser vistos como chatos, errados, caretas, às vezes os “piores do mundo”, é imprescindível. A adolescência é sofrida, é um período de muitas perdas. O adolescente sofre por perder a infância, seu lugar de criança e a dependência de seus pais. É através da desvalorização dos pais que o adolescente poderá se separar deles sem que sinta que está perdendo muito.

Muitas vezes, o grupo familiar acaba por sofrer com essa nova atitude do filho(a), pois há uma perda de controle (que não deve levar à falta de orientação nem de limites). Mas há que se entender e ter paciência: é uma etapa necessária, onde a figura dos pais passa a ser denegrida para que possa ser reconstruída. A boa notícia é que quando se lida com essa fase de forma saudável (por ambas as partes), haverá um retorno. Não a figura idealizada dos pais que as crianças têm na infância, nem à denegrida ao longo da adolescência, mas sim a uma visão mais real deles.

Essa passagem pode ser de grande aprendizagem também para os pais (pois para o adolescente certamente será), quando muitos erros serão apontados, muitos serão exagerados, muitos serão irreais, mas muitos serão verdadeiros. Que tal aproveitar a “independização” dos filhos para fazer uma revisão de valores, de crenças, de conduta? Esses, certamente, estarão sendo bastante questionados pelos filhos adolescentes. Fazer uma “mea culpa” quando necessário, pode ser, inclusive, uma boa forma de aproximação e de aprendizado para ambas as partes e contribuir na construção de um bom relacionamento entre elas para o resto da vida.

Letícia Rangel

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