15/01/2026
Existe o tempo dos humanos e o tempo selvagem...
A pisque e a alma das mulheres também têm seus próprios ciclos e estações...
O definhamento e a invalidez d’alma, como depressões, tédios e confusões errantes da mulher por vezes é causado por uma severa restrição da “vida da alma”.
Não podemos ignorar o fato de ainda ocorrerem muitas apropriações e mutilações dos talentos das mulheres através das restrições culturais, religiosas e do castigo aos seus instintos naturais e saudáveis.
As mulheres recebem um enorme impulso para agir proveniente da força criadora, mas são sistematicamente tolhidas.
Apesar do racismo, machismo e capitalismo, na medida do impossível, podemos nos libertar um pouco dessa condição se houver um rio subterrâneo ou até mesmo uma pequena corrente que escorra de algum lugar profundo d’alma para dentro da nossa vida cotidiana.
Se afastar, f**ar um pouco sozinha, examinar com minúcia se está “presa” em algum papel social, como por exemplo, da “boa moça”, da “boa filha”, “salvadora”, “boa esposa”, da “super mulher”, “boa mãe” e por aí vai...
Esses papeis sociais deixa a mulher longe de sua “casa/alma”, suga toda a sua força, transformando-a primeiro numa névoa, depois num v***r e afinal numa sombra do seu antigo Self Selvagem/Livre.
Toda essa apropriação e ocultação da pele natural da mulher e seu subsequente definhamento e invalidez me fazem lembrar da importância da história “Pele de Foca, Pele da Alma”, uma possibilidade de retorno ao próprio SELF, de voltar ao Lar da própria Alma.
Se puder leia essa história, vista Sua Pele de Foca e sai por aí, vestida de Si Mesma.
Texto de Clarissa Pinkola Estés adaptado por mim.