13/04/2026
Olá, minhas queridas corujas-pâncreas! Aqui é a Nina, passando para conversar sobre um momento que pode deixar o coração de muita criança apertadinho.
Às vezes, a glicose sobe mesmo quando tudo parecia estar indo bem. A criança comeu direitinho, tomou os cuidados que precisava, seguiu a rotina… e, ainda assim, o número ficou mais alto do que o esperado.
Nessas horas, é comum que nossos pequenos pensem: “eu errei”!. E isso pode doer mais que o próprio número!
Eu sei que, quando isso acontece, dá vontade de entender na hora o que houve, o que faltou, o que pode ter saído do lugar. Mas nem sempre uma glicose alta quer dizer que alguém errou. Às vezes, o corpo simplesmente reage de um jeito diferente do esperado. E, nesses momentos, o mais importante é que a criança não se sinta sozinha nem culpada.
O Alfred precisa saber que continua sendo corajoso, cuidadoso e esforçado, mesmo quando o número não vem como ele gostaria. E eu sei que as corujas-pâncreas também querem acertar, também se preocupam e também f**am aflitas quando as coisas saem do esperado. Por isso, talvez a melhor resposta nesses momentos seja a mais gentil de todas: respirar fundo, acolher primeiro e cuidar juntos do que precisa ser cuidado.
Porque viver com diabetes já tem desafios suficientes. Um coração calmo ajuda muito mais do que um coração cheio de culpa. E quando uma criança escuta um “não é sua culpa, querido”, ela entende que pode continuar aprendendo, se cuidando e tentando de novo sem medo.
No fim das contas, é isso que o amor faz. Ele não transforma um número alto em número baixo num passe de mágica. Mas ele transforma um momento difícil em um momento de acolhimento. E isso também é uma parte muito bonita do cuidado.
Juntas, vamos continuar dando o nosso melhor!
Um abraço apertado,
Nina