Prof.Dr. Eduardo Finger-Diálogo Científico Medicina, Imunologia e Saúde

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Página mantida pelo médico clínico, imunologista, pesquisador clínico e experimental Eduardo Finger, na intenção de divulgar e promover a troca de idéias sobre Medicina, Imunologia, Saúde, Ciência e a prática humanizada da medicina.

Segue a postagem de um artigo científico que acabei de publicar explicando por que, frente a uma determinada ameaça, alg...
11/01/2025

Segue a postagem de um artigo científico que acabei de publicar explicando por que, frente a uma determinada ameaça, alguns organismos sobrevivem incólumes enquanto outros sucumbem.

Quando me apresento como médico e pesquisador, ou médico e cientista, frequentemente surge a questão: o que, na prática, signif**a esse título. O que faz um cientista? Um pesquisador Por incrível que pareça, é difícil explicar isso pois na verdade, mais que um trabalho ou uma atividade, a c...

19/01/2024

Ótima sexta feira a todos.

Segue o 6o vídeo da série Longevidade, onde entramos em aspectos mais técnicos sobre como "tratar" envelhecimento.

Aproveitem.

́vel

13/01/2024

Olá a todos, e bem-vindos a 2024, que, faço votos, seja o ano onde daremos início aos trabalhos de conserto da frustrante bagunça que tomou nosso mundo.

Aqui seguem o 4º e o 5º capítulos da série longevidade, em parceria com meu colega e amigo Charles Rosenblatt.

Estes capítulos abordam dieta, exercício físico e a genética envolvida em tentar se manter saudável e íntegro.

Os proximos entrarão mais profundamente em aspectos experimentais e farmacológicos da longevidade.

Espero que aproveitem.

05/01/2024

Bom dia a todos.

Espero que tudo mundo já tenha se recuperado da ressaca das festas de fim de ano, e se preparado para o massacre do começo de ano: iptu, ipva, matrícula, material escolar, etc....

E antes de tudo, um ótimo ano, cheio de alegrias, sucesso e muita saúde.

Continuando a série: longevidade, segue o terceiro vídeo.

Para quem perguntou, o total são 9 vídeos. Assim que forem f**ando disponíveis, irei colocando.

10/12/2023

Parte 2 da série Longevidade. Aproveitem

27/08/2023

Este link leva para o mesmo texto abaixo "Oncogenese - como surge o câncer", porém para leitura no linkedin, onde os instrumentos de formatação melhoram a experiência de leitura.

27/08/2023

Oncogênese - Como surge o câncer

(Detalhe: como este texto melhora com uma formatação nao oferecida por essa plataforma, estarei incluindo um link para o mesmo texto, porém no linkedin, onde sua leitura é mais fácil).

Olá, novamente. Sigamos desmistif**ando a praga do câncer?

Recapitulando, no capítulo anterior expliquei como uma célula aparentemente normal pode se converter numa célula cancerosa (o termo técnico é neoplásica), e encerrei falando que apesar de todos possuirmos células neoplásicas no corpo, poucos desenvolverão câncer. Como assim?

A diferença é que uma célula doente é apenas uma célula doente, um pacote de caos circunscrito que desaparecerá com a morte dessa célula. Um cancer é uma célula doente que aprende a proliferar sem parar, gerando prole numerosa tão ou mais degenerada que ela, exponencialmente aumentando e disseminando seu caos para todo o organismo, consumindo e degradando tudo em seu caminho, até, direta ou indiretamente, erradicar qualquer semblante de ordem.

Quero agora analisar aquilo que chamamos de oncogênese, o processo pelo qual essa célula doente se converte num câncer. Para isso, vou expandir a metáfora do artigo anterior e, a princípio, vai parecer completamente maluco, mas “güenta firme” que ao final, tudo se esclarecerá (espero eu).

Neste texto, ao invés de usar como exemplo a operação de um barco, usarei o de uma frota, especif**amente, a do seriado de ficção científ**a “Battlestar Galactica” de 2004. Como imagino que muitos não viram esta série, vou resumir o enredo (sem spoilers).

1) Battlestar Galáctica

A série narra o conflito existencial entre uma civilização humana e outra robótica, que, incapazes de se aniquilar após várias guerras, coexistem agressivamente numa tensa paz armada.

Após séculos nesse impasse, os robôs criam um plano para a vitória. Eles aprendem a se passar por pessoas, infiltram e sabotam as defesas dos planetas humanos e os atacam de surpresa obliterando a humanidade.

No caos seguinte ao ataque, a tripulação da única astronave de combate remanescente, Galáctica, debate furiosamente se seu dever é tentar um contra-ataque fútil, ou salvar o que restou da humanidade. Prevalecendo a segunda opção, a astronave assume um risco calculado e transmite uma convocação para todos os sobreviventes virem a seu encontro. Milhares de naves com centenas de milhares de sobreviventes atendem, mas também o inimigo.

Desta vez preparada, Galáctica reage e mantém o inimigo à distância tempo suficiente para permitir que várias naves escapem para um ponto de encontro seguro, no entanto, por falta de autonomia e/ou velocidade, outras não conseguem e permanecem na zona de combate.

No limite de sua capacidade de combate, de coração partido, porém incapaz de salvá-las, William Adama, o comandante de Galactica, toma a terrível, mas necessária decisão de abandoná-las e se junta às naves que fugiram. Após este segundo massacre, Galáctica salvou, protege e lidera um comboio de 53 naves com 50.298 sobreviventes, mas, longe de estarem seguros, os problemas apenas começaram.

Ainda aturdidos pela hecatombe que herdaram, as duas autoridades sobreviventes, respectivamente, o comandante de Galáctica e a ministra demissionária da educação, superam suas desavenças pessoais, profissionais e ideológicas e organizam um governo provisório para liderar o comboio. Sua primeira ordem é fazer um levantamento detalhado do pessoal e recursos disponíveis.

Este levantamento mostra que, reunido por força de circunstância, não de intento, esse comboio é o mais aleatório possível, sendo composto por naves modernas, obsoletas, luxuosas, decrépitas, transportes de passageiros, gado, carga, prisioneiros, unidades de processamento industrial, comunicações, prospecção, reparos, entretenimento, reciclagem, atendimento médico, enfim, uma completa babel cujo único ponto comum é ter sobrevivido ao ataque.

Igualmente, essas naves transportam indivíduos de todas as orientações políticas, sociais, étnicas, religiosas, culturais, educacionais e profissionais possíveis. Alguns estavam em peregrinação, outros indo trabalhar, ou sendo transportados pela polícia, em lua de mel, visitando família, imigrando, ou fazendo turismo… e agora, com seus planetas de origem e destino destruídos, todos estão forçados a conviver com estranhos, em condições precárias, espaço exíguo e recursos mínimos, tornando o ambiente propício à conflitos.

Consciente de que a humanidade só sobreviverá se este comboio pós-apocalíptico rapidamente se converter numa frota integrada, disciplinada e funcional, o governo intervém com atitude e precisão militares. Para dar o remédio amargo rápido e de uma vez, sem consultas ou pesquisas de popularidade, ele rearranja pessoas entre naves e funções, se necessário, ignorando desejos pessoais e separando famílias; obriga ocupantes das naves mais exclusivas e luxuosas a dividir seus outrora particulares aposentos com refugiados das naves mais simples e lotadas; confisca e redistribui equipamentos, armas e suprimentos; estabelece cotas obrigatórias para serviços, trabalho, produtividade, treinamentos, tudo no intento de fazer a frota trabalhar unida e se tornar mais eficiente, segura e resiliente.

No âmbito individual, agora que a humanidade passou de uma vibrante civilização multiplanetária capaz de oferecer tudo em abundância para todos, para um comboio de refugiados à mingua, é evidente a necessidade de todos trocarem o anseio da realização individual pelo sacrifício em prol do interesse coletivo. Cada indivíduo, independente de origem, riqueza, educação e/ou posição, agora deve doar seu talento, criatividade, trabalho, sacrifício e lealdade para garantir que todos disponham de energia, oxigênio, água, alimentos, saúde, educação, segurança, comércio e serviços para, quem sabe, sobreviver mais um dia às ameaças. E ameaças abundam, de todos os lados, tanto internas quanto externas.

Seria bom se fosse assim, não? Mas sabemos que não é assim que a humanidade funciona. Nosso próprio mundo seria uma utopia paradisíaca se todos simplesmente defendessem seu melhor interesse como espécie, ao invés de se deixarem arrastar por ganhos imediatos e frívolos, incitações, ressentimentos, preconceitos e ambições irracionais e contraproducentes, vide sectarismos, desmatamento, seitas, populismo, dr**as, desinformação, e tantas outras atitudes que desafiam a lógica da sobrevivência, e esta é exatamente a contradição explorada pelo seriado, que o torna tão interessante.

Se de um lado temos as forças da ordem fazendo das tripas coração para manter a frota unida, segura e funcional em condições muito difíceis, do outro, temos acidentes, conflitos socioeconômicos, fadiga, tensão, medo, crime, corrupção, falhas de equipamentos, escassez generalizada, ataques e sabotagem por inimigos infiltrados ou ostensivos fazendo o oposto, corroendo essa integridade, consumindo e enfraquecendo sua viabilidade.

Na minha opinião, esse cenário instável, multifacetado, tenso e dinâmico é o melhor pano de fundo para explicar o processo de oncogênese, pois me permite fazê-lo através de histórias, com personagens, de um modo fácil de seguir e entender.

Se ao invés de contar histórias, eu começasse a papagaiar sobre nucleotídeos, quinases, fosforilações, neoantígenos e mais biologia nua e crua… não iriamos a lugar algum. No lugar de se tornar uma explicação da oncogênese, este texto viraria tratamento para insônia, ou punição para crianças malcriadas.

Mas, para que funcione, preciso antes traduzir o exemplo para a biologia.

2) Traduzindo o exemplo: as coisas

Comecemos pelo começo: o ataque dos robôs. Esse representa a concepção, quando o óvulo é fecundado reunindo o genoma do pai e da mãe, tornando o velho em novo. Nesse caso, a frota seria o novo organismo formado, que, mesmo sendo uma entidade inédita, é um rearranjo do passado da humanidade, coisas boas e ruins, todas armazenadas nos genes herdados. Este assunto foi coberto no capítulo anterior “qual a origem do câncer”, então, sigo adiante.

As autoridades representam o algoritmo físico-químico chamado metabolismo que, aplicando a segunda lei da termodinâmica (para maiores detalhes, leia o artigo “vida em vênus” nesta página), organiza um equilíbrio que permite ao novo organismo se adaptar às demandas e sobreviver com os recursos que dispõe. Ou seja, transforma um comboio caótico numa frota organizada e funcional.

A divisão do poder entre essas duas autoridades sobreviventes, respectivamente o comandante militar de uma astronave de combate e uma ministra de um governo civil tornada presidente, representa a realidade do novo genoma ser formado por duas metades, uma do pai, outra da mãe, cada uma com origens e trajetos distintos, e, para bem ou para mal, peculiaridades, defeitos e competências muito particulares que nem sempre concordam, sendo necessário encontrar um equilíbrio entre eles para a vida continuar.

As naves representam os vários órgãos que compõem o organismo. Assim, como nossos órgãos, apesar de cada nave constituir uma entidade distinta, elas se conectam por serem parte da frota e dependerem umas das outras. Cada uma possui uma especialização: purif**ar água, cultivar alimentos, processar combustível, manutenção e reparos, reciclagem de lixo e materiais, educação, defesa e legislação entre outras, por isso, sozinhas, são inúteis. Integradas, fornecem o que podem, recebem o que precisam, em conjunto garantindo as necessidades de todos.

E, quando menciono “setores”, minha intenção é me referir à unidade funcional de um órgão, suas células. Uma célula é uma unidade funcional individual que, no entanto, trabalha em conjunto e harmonia com suas similares para formar um tecido com funções especif**as e, finalmente, constituir um órgão.

3) Traduzindo o exemplo: as pessoas

Agora, muita calma nessa hora pois o que vou falar a seguir é complexo, contraintuitivo e vai dar confusão. E as pessoas? O que as pessoas em sua imensa diversidade representam neste exemplo?

Se você é como eu e não resiste adivinhar antes de ouvir, provavelmente pensou “genes”. Pois bem… a boa notícia é que você acertou. A má notícia é que você errou. Sem querer plagiar paradoxos quânticos envolvendo gatos de físicos famosos, mas plagiando, você está certo e errado ao mesmo tempo. Não disse que ia dar confusão?

O entrave aqui é um grave problema de compreensão da biologia por quem nunca lutou contra ela no octógono do UFC da ciência. Quem simplesmente convive com a biologia acha que ela é simples, educada, obediente, boazinha, só ouve música clássica baixinho, com fone de ouvido, para não atrapalhar ninguém.

Quem trabalha com ela sabe que num dia bom, ela faz um furacão classe 5 parecer uma brisa de verão; o Chuck Norris parecer o Daniel San ANTES de conhecer o Sr. Miyagi; que ela só ouve punk rock chapada, em alto-falantes de 100 kilowatts, as 3:30 da manhã, na praça central da cidade, impune, pois, na última vez que chamaram a polícia para fazê-la abaixar o volume, ela mandou doze para o hospital.

É desse tipo de cidadão que estamos falando, literalmente, uma força da natureza. Irrefreável, irresistível, imprevisível, imaginativa, energética, irredutível e implacável.

Por desconhecer esse lado “Mr. Hide” desta cidadã, as pessoas assumem que transações biológicas são simples e determinísticas. Pão, pão, queijo, queijo. Que tudo transcorre de forma linear, direta e causal, sem erro. Que a presença do gene garante seu efeito. Que um exame médico alterado determina um único diagnóstico, claro e preciso, sem margem à dúvida. Nem preciso dizer que raramente é assim.

A biologia não é determinística, é estocástica (para entender melhor estes termos, leia o artigo “Você, o universo e a realidade (parte 1)”). Ela trabalha coprocessando bilhões de possíveis respostas às mais diversas demandas, gestando para cada uma, não a resposta perfeita, mas a suficiente, a que dá conta do recado pois a evolução não trabalha com precisão, excesso, primor ou elegância, apenas com suficiente e é por isso que relembro aqui algo que já disse em outros textos. Longe de sermos a obra prima da criação, somos apenas a solução mais simples, barata e vagabunda que a Natureza encontrou para colocar alguém neste universo. Somos o protótipo minimamente viável.

Para entender melhor, imagine um restaurante de estrada onde o cozinheiro prepara 50 pratos para 50 fregueses. Aí, chega um ônibus com mais 50 pessoas recém-saídas de dois meses de retiro em um spa de emagrecimento, onde comiam apenas meia folha de alface por dia. Este grupo já senta mordendo a mesa. O garçom anota seus pedidos, 80 pratos adicionais, e os entrega ao cozinheiro. Experiente, tocando cozinhas há 4 bilhões de anos, o cozinheiro lê os pedidos e imediatamente agita panelas, facas e utensílios, cortando, misturando, batendo, assando e fritando ingredientes. Para a mesa 20, sanduíche. Para a 32, sopa. Mesa 15, macarrão… Não, espere, a 15 mudou de macarrão para frango. No processo, ele descobre que faltam ovos. Ok, troca por leite, ninguém vai perceber. Acabou a farinha de trigo. Ok, usa de milho e fala que é receita da avó. Derramou sal na sopa. Ok, põe água e batata. Acabou o gás. Ok, usa carvão. Tem pouco azeite de oliva. Ok, mistura com óleo de soja. E assim vai.

Durante o preparo, um ou outro cliente, reclama da demora e o garçom o acalma oferecendo uma cerveja grátis. Outro diz que perdeu a fome e vai embora sem pagar, mas, os 99 clientes que f**am, recebem seus pedidos, comem, pagam e seguem seu caminho.

Dada a complexidade desta operação, é claro que há erros, que ela não sai como o planejado: muita pimenta aqui, entregou o prato errado ao freguês ali, ou não estava como ele pediu, mas, o cozinheiro deu conta do recado. Deu trabalho, mas ele satisfez os clientes o suficiente para manter seu restaurante aberto mais um dia. E, seja em bactérias ou giganotosauros, é exatamente assim que a biologia opera, fazendo o suficiente para subsistir o próximo minuto (para quem leu o artigo “vida em vênus”, ou o artigo “A termodinâmica como princípio motriz do sistema imune”, ou assistiu minha aula “por que f**amos doentes”, esse é o conceito Sigma Delta G metab

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