Psicólogo Renne Nunes

Psicólogo Renne Nunes Psicólogo / Psicanalista
Mestre em Psicologia Clínica pela USP
Especialista em Psicoterapia Psican

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02/01/2026

...
𝔻𝕖𝕥𝕠𝕩 𝕕𝕖 𝔸𝕟𝕠 ℕ𝕠𝕧𝕠

Começa o ano
e o ritual conhecido:
promessas em fila,
resoluções recém-impressas,
expectativas estourando cedo demais,
como fogos que fazem barulho
antes de iluminar qualquer coisa.
É janeiro
e o mundo exige melhora.
Rápida.
Visível.
Comprovável.
Faça listas.
Limpe a vida.
Recomece antes mesmo
de entender o cansaço.
O corpo ainda mastiga dezembro,
mas o discurso já corre adiante,
ansioso por resultados,
por versões futuras de si.
Detox do corpo.
Detox da mente.
Detox digital.
Detox emocional.
Detox de gente.
Como se viver fosse um erro acumulado
e o calendário oferecesse
uma borracha branca
para apagar o que incomoda.
Há quem comece o ano
expulsando excessos:
o açúcar,
a lentidão,
os vínculos que exigem presença
e não cabem em slogans.
Chamam isso de autocuidado.
Às vezes é só exaustão
tentando se organizar.
Porque o que intoxica
não é só o excesso,
é o excesso sem pausa.
Não é o pão,
é a culpa.
Não é o celular,
é a sensação de nunca poder descansar
do mundo,
nem de si.
O mundo pede leveza
enquanto acumula peso.
Pede clareza
num tempo de ruído
e urgência.
Talvez o único detox possível
não venha em cápsulas,
nem em aplicativos.
Talvez seja algo menor,
menos heroico,
mais habitável.
Desintoxicar da ideia
de que todo ano precisa ser épico.
De que toda dor exige superação imediata.
De que toda vida precisa caber
num antes e depois.
Menos metas.
Mais margem.
Menos correção.
Mais escuta.
[...]
Talvez o verdadeiro detox
não seja cortar o pão,
nem as redes,
nem as pessoas difíceis.
Talvez seja suspender,
por alguns dias,
a necessidade de explicar tudo.
Deixar que o ano comece
sem promessa inflada,
sem plano de salvação.
Mas com um suspiro lento e profundo.
Com algum silêncio que não assusta.
Com escolhas pequenas,
feitas com cuidado.
Porque viver pode ser muito bom
quando não tentamos limpar a vida,
mas sustentá-la
com aquilo que f**a,
mesmo imperfeito,
mesmo nosso.



Texto completo no link:

https://rennenunes.com/2026/01/02/new-year-detox/

... 𝕱𝖊𝖑𝖎𝖟 𝖆𝖓𝖔 𝖓𝖔𝖛𝖔, 𝖘𝖚𝖏𝖊𝖎𝖙𝖔 𝖆̀ 𝖗𝖊𝖋𝖑𝖊𝖝𝖆̃𝖔!Não desejo um ano perfeito.Perfeição cansa, adoece, mente bem.Desejo um ano pos...
31/12/2025

... 𝕱𝖊𝖑𝖎𝖟 𝖆𝖓𝖔 𝖓𝖔𝖛𝖔, 𝖘𝖚𝖏𝖊𝖎𝖙𝖔 𝖆̀ 𝖗𝖊𝖋𝖑𝖊𝖝𝖆̃𝖔!

Não desejo um ano perfeito.
Perfeição cansa, adoece, mente bem.
Desejo um ano possível. Habitável.
Um ano em que a vida caiba melhor dentro de nós
e nós caibamos um pouco melhor dentro dela.

Que 2026 não venha como promessa inflada,
mas como chão firme.
Não como corrida, mas como passo.
Não como vitrine, mas como casa.

Que seja um ano com menos pressa de ter razão
e mais coragem de escutar.
Menos respostas prontas, mais perguntas bem feitas.
Menos ruído, mais nuance.
Menos grito, mais sentido.

Que aprender seja sair da ignorância confortável
e da certeza que empobrece.
Que pensar não seja vaidade, mas responsabilidade.

Que saúde não seja só ausência de doença,
mas presença de vínculo.
Que o corpo seja tratado com dignidade
e descansar deixe de ser culpa
para virar inteligência.

Que 2026 nos ensine a errar melhor.
A pedir desculpas sem espetáculo.
A dizer 𝙣𝙖̃𝙤 𝙨𝙚𝙞 sem vergonha.
A dizer 𝙣𝙖̃𝙤 sem crueldade.
A dizer 𝙨𝙞𝙢 sem se perder.

Que haja menos idolatria da produtividade
e mais respeito pelo tempo humano.
Menos performance emocional.
Menos positividade obrigatória.
Mais verdade possível.
Mais silêncio fértil.

Que saibamos diferenciar sucesso de sentido
e parar de romantizar o adoecimento
para valorizar a lucidez.
Que coragem não seja dureza,
mas delicadeza sustentada.

Que cuidemos melhor das palavras.
Elas ferem. Elas salvam.
Que sirvam menos para atacar
e mais para construir pontes.

Não desejo um ano fácil.
Desejo um ano honesto.
Com tropeços e mãos estendidas.
Com perdas, sem desistir de sentido.
Com conflitos, sem abdicar da humanidade.

E se nada disso acontecer por inteiro,
que ao menos haja tentativas honestas.
Já seria humano.
Já seria suficiente para começar.

Que venha 2026.
Com mais consciência.
Mais vínculo.
Mais vida.

𝔽𝕖𝕝𝕚𝕫 𝔸𝕟𝕠 ℕ𝕠𝕧𝕠!



Texto completo no link:

https://rennenunes.com/2025/12/31/happy-new-year-subject-to-reflection/

Última segunda-feira do ano.Não é apenas o fim de 2025.É o esgotamento de um modo de contar o tempo 📅Aprendemos a chamar...
29/12/2025

Última segunda-feira do ano.
Não é apenas o fim de 2025.
É o esgotamento de um modo de contar o tempo 📅

Aprendemos a chamar esse calendário de nosso.
Ele organiza agendas, impõe ritmos, promete recomeços.
Mas raramente pergunta se ainda estamos aqui.

Houve um tempo em que o tempo não era número.
Era céu. Era lua. Era cheia e minguante.
Era escuta 🌙

Hoje, o tempo parece exausto.
Acelerado, comprimido, pressionado.
Contamos dias como quem corre atrás, não como quem contempla.
O calendário deixou de ser mapa e virou cronograma.

E então a pergunta aparece, quase sem pedir licença: o que signif**a este hoje?

Sim, evoluímos.
Tecnologia, ciência, medicina, dados, velocidade 🚀
Sabemos mais sobre o mundo, o corpo, o cérebro, o universo.

Mas e a subjetividade?
Sentimos melhor?
Convivemos melhor?
Ou apenas aprendemos a sobreviver em meio ao ruído?

2025 também foi feito de abismos.
Guerras narradas em gráficos.
Corpos fora das estatísticas.
Racismo operando como estrutura.
Feminicídios tratados como exceção, quando são repetição.

A crise climática deixou de ser alerta e virou experiência 🔥
A desinformação virou método.
A polarização, identidade.
Enquanto algoritmos disputam atenção, esquecemos do cuidado.

Talvez o problema não seja a falta de evolução,
mas a sua má distribuição.
Avançamos tecnicamente mais rápido do que emocionalmente.
Criamos máquinas inteligentes, mas seguimos frágeis na escuta 🤍

Antes de “virar o ano”, talvez caiba uma pausa.

Como foi seu 2025?
Que tipo de presença você conseguiu sustentar?
Onde repetiu o automático?
Onde ousou ser?

O tempo não muda nada sozinho.
O ano vira porque o planeta gira.

E a pergunta incômoda f**a:
como você vai fechar seu 2025?

Em corrida ou em pausa?
Em ruído ou em escuta?
Em repetição ou...

O calendário seguirá. Janeiro virá.
Mas o que você leva para o próximo hoje?



Talvez 2026 não seja sobre passar de ano…
mas sobre não repetir de ano.
O link está logo ali, se você topar essa conversa:

https://rennenunes.com/2025/12/29/monday-december-29%e1%b5%97%ca%b0-2025/

Tenho pensado no tempo, não como quem mede, mas como quem escuta.Não o tempo do relógio, que corre e cobra.Mas o tempo q...
26/12/2025

Tenho pensado no tempo, não como quem mede, mas como quem escuta.
Não o tempo do relógio, que corre e cobra.
Mas o tempo que encosta por dentro, reorganizando tudo enquanto chamamos isso de rotina.

Às vezes sinto que o tempo não passa. Ele permanece.
Toca o que ficou por dizer, o que foi dito cedo demais, o que ainda insiste em nascer.
Pequenas escolhas viram história sem aviso ⏳

Não sinto o ano acabando.
Sinto algo se recolocando no lugar.
Como se o tempo, cansado de correr, sentasse ao meu lado e perguntasse, em silêncio, se eu estou mesmo aqui.

Estar exige presença.
Exige corpo, escuta, coragem de não fugir do instante.
Há dias vividos em agenda.
E há outros em que tudo para: o café esfria, a luz muda na janela, e algo dentro diz agora ☕✨

Aprendo que o tempo da vida não obedece às expectativas.
Alguns encontros chegam antes. Outros tarde demais.
Ainda assim, chegam. E mudam tudo, mesmo quando duram pouco.

Não quero balanços.
Prefiro essa continuidade imperfeita.
Nada terminou por completo. Nada começou do zero.
Seguimos inacabados e disponíveis.

Talvez viver seja aprender a habitar o intervalo.
Entre o que já não somos e o que ainda não sabemos ser.
Entre permanecer e seguir 🌿

Tenho pensado menos em durar e mais em estar.
Menos em correr e mais em reconhecer o que ainda pulsa.

Talvez o tempo não passe.
Talvez sejamos nós que passamos por ele, aprendendo devagar que viver não é vencer o relógio, mas escutar o coração quando ele desacelera 💛



https://rennenunes.com/2025/12/26/time/

Chegam as festas.E com elas, pessoas que nos conhecemhá tempo demais.Gente que lembra versões antigas de nós,histórias g...
24/12/2025

Chegam as festas.
E com elas, pessoas que nos conhecem
há tempo demais.

Gente que lembra versões antigas de nós,
histórias gastas pelo uso,
frases que voltam e revoltam,
como se nunca tivessem saído de cena.

Família não é encontro casual.
É reencontro de papéis habituais.
Um fala alto.
Outro fala pouco.
Há quem traga novidades,
quem traga silêncios,
e aquele assunto atravessado
que retorna todo ano, fiel como sobremesa.

Convém lembrar
que nem toda conversa precisa ser vencida.
Há debates antigos
que não se dissolvem
entre o arroz e a farofa.

Também ajuda não tentar salvar ninguém.
As pessoas vieram para comer,
comentar a vida alheia,
repetir histórias
e defender certezas antigas.
Poupe energia.
Escolha o prato.
Abandone a batalha.

Mudanças profundas raramente brotam à mesa.
Algumas dinâmicas levam anos para se formar
e se repetem por memória e teimosia.
Não é uma ceia que vai desfazer
o que o tempo cozinhou lentamente.

Família se parece mais com improviso
do que com receita anotada.
Às vezes passa do sal.
Às vezes falta tato.
Ingredientes que não combinam
seguem fervendo juntos.

E sempre há alguém que mete a colher.
Por cuidado.
Por costume.
Ou por não saber f**ar de fora.

Nessas horas, observar ajuda mais que reagir.
Escutar cansa menos que responder.
Nem tudo pede correção.
Algumas coisas pedem apenas
silêncio gentil
e mais um gole de bebida.

Apesar dos desencontros,
algo raro se repete.
Pessoas que partilham histórias,
discordam dos finais,
se provocam,
se suportam
e retornam, ano após ano,
à mesma mesa.

Aproveite o que for possível.
Ria quando der.
Afaste-se quando pesar.
Não dramatize o que é antigo.
Não personalize o que é estrutural.

Família não é o lugar da harmonia perfeita,
mas do vínculo imperfeito.
E isso também é cuidado.

Sirva-se do que estiver quente.
Ignore o que esfriou.
As festas passam.
As histórias f**am.

Atravessá-las com alguma ternura
já é, por si só,
um gesto bonito.



Texto adaptado, para a versão completa, acessar o link:

https://rennenunes.com/2025/12/24/a-small-survival-guide-for-family-gatherings/

...𝕀𝕟𝕥𝕖𝕣𝕧𝕒𝕝𝕠Os dias passame nós passamos com eles,mais atentos ao que vem adiantedo que ao chão que sustenta.Há um modo ...
22/12/2025

...
𝕀𝕟𝕥𝕖𝕣𝕧𝕒𝕝𝕠

Os dias passam
e nós passamos com eles,
mais atentos ao que vem adiante
do que ao chão que sustenta.

Há um modo quase imperceptível de viver
que não faz ruído,
mas consome.

Consome o corpo que aprende a acelerar
antes mesmo de despertar.
Consome o pensamento que responde
antes de escutar.
Consome a alma que se ajusta
para não destoar.

Com o tempo,
muitas coisas deixam de ser escolha
e passam a ser costume.
O excesso se normaliza.
A pressa se organiza.
O cansaço se instala
como se fosse paisagem.

E seguimos.
Não por clareza,
mas por continuidade.

Em algum ponto da travessia,
sem data marcada,
algo abranda.
O passo perde ímpeto.
O gesto hesita.

Não é chegada.
Não é conclusão.
É um instante suspenso
em que se percebe,
com certo espanto,
o quanto se avançou
sem realmente habitar o percurso.

Esse tempo carrega outro peso.
Não o da festa,
mas o da atenção.

Como se o próprio tempo,
menos apressado agora,
pedisse delicadeza.
Menos aceleração.
Menos explicação.
Menos esforço para sustentar o ritmo de sempre.

Talvez não seja hora de balanços.
Nem de promessas.
Talvez seja apenas o momento
de escutar aquilo que foi sendo calado
para que tudo continuasse funcionando.

Há hábitos que ajudam a sobreviver.
E há sobrevivências
que cobram caro demais.

Desacelerar, aqui,
não é recuar.
É ajustar o passo
àquilo que ainda pulsa
quando o excesso silencia.

O movimento se encurta.
O olhar se amplia.
O tempo deixa de ser linha
e se transforma em espaço.

Respirar mais lento.
Sentir o corpo ocupar o próprio lugar.
Permitir que o silêncio
não seja falta,
mas intervalo.

Ficar um pouco mais
antes de seguir.
Não para compreender melhor.
Apenas para estar.

Porque existir, às vezes,
não pede resposta.
Pede presença.

E isso,
por ora,
é suficiente.



https://rennenunes.com/2025/12/22/interval/

Há casas que guardam silêncio demais. 🕯️Salas onde o tempo parou no meio de um gesto.Tapetes que ainda sabem onde um cor...
19/12/2025

Há casas que guardam silêncio demais. 🕯️
Salas onde o tempo parou no meio de um gesto.
Tapetes que ainda sabem onde um corpo caiu.

O feminicídio costuma chegar assim.
Não como um raio, mas como um acúmulo.
Primeiro o controle, depois o medo.
Primeiro a palavra que aperta, depois o gesto que cala.

Dizemos números. Mil. Cem. Dez por dia.
Mas os números não choram, não respiram, não sonham.
Quem sonha são as mulheres que saíram de casa acreditando que voltariam.
Quem morre são histórias inteiras, interrompidas no meio da frase.

Há algo de profundamente injusto em transformar a morte em estatística.
Quando isso acontece, não é apenas a vítima que se perde.
É a nossa capacidade de nos indignar que vai sendo corroída.
É a ética que se desgasta em silêncio.

O feminicídio não é um desvio isolado.
Ele nasce onde o amor vira posse.
Onde o cuidado vira vigilância.
Onde o não é vivido como afronta.
E onde a autonomia feminina ainda é tratada como ameaça.

Pensar esse tema não é confortável.
Exige permanecer diante do que dói.
Exige reconhecer que a violência não vive apenas nos outros, mas atravessa estruturas, discursos e silêncios que sustentamos todos os dias.

Não basta lamentar depois.
É preciso nomear antes.
Interromper antes.
Educar antes.
Proteger antes.

Enquanto tratarmos essas mortes como tragédias privadas, continuaremos falhando publicamente.
Enquanto desviarmos o olhar, o chão continuará manchado. 🩸

Este não é um texto para aliviar.
É um convite para pensar, sentir e assumir responsabilidade.
Porque toda vida interrompida nos diz respeito. 🕊️



Com cuidado e silêncio, o texto completo espera por você no link a seguir:

https://rennenunes.com/2025/12/19/when-a-number-ceases-to-be-a-number/

Houve um tempo em que viajar começava antes da estrada.Era preciso sentar, abrir um mapa de papel, dobrá-lo mal, errar a...
17/12/2025

Houve um tempo em que viajar começava antes da estrada.
Era preciso sentar, abrir um mapa de papel, dobrá-lo mal, errar a dobra certa, imaginar o caminho. O destino ainda não sabia onde estávamos. Nós é que tentávamos nos orientar. 🗺️

Hoje, basta entrar no carro. Antes mesmo de ligar, ele pergunta para onde vamos. Calcula rotas, evita engarrafamentos que ainda não existem, antecipa decisões que nem chegamos a formular. O mundo nos localiza com precisão. 📍
Mas, silenciosamente, algo mudou no modo como habitamos o tempo.

Talvez não seja sobre tecnologia. Nem sobre nostalgia. Talvez seja sobre o que acontece conosco quando já não precisamos esperar, quando errar vira falha, quando o desvio se torna desperdício. 🚦

Crescemos acreditando que ganhar tempo era sempre um avanço. E, de fato, ganhamos. Mas o que fizemos com ele? O que acontece com o desejo quando tudo é imediato? O que acontece conosco quando o caminho já vem pronto?

Há algo em nós que ainda pede silêncio, hesitação, demora. Algo que não cabe na rota mais curta. Algo que só aparece quando o corpo precisa decidir, quando o erro ainda ensina, quando o mapa não responde tudo. ⏳

Talvez o verdadeiro mundo invertido não seja um lugar escuro, mas um tempo excessivamente iluminado. Um tempo em que tudo se sabe, tudo se mede, tudo se antecipa. E talvez a pergunta mais incômoda não seja onde estamos, mas se ainda sabemos nos orientar quando ninguém nos diz por onde ir. 🌒



Se essa pergunta também ficou ecoando aí dentro, o texto completo está no link a seguir:

https://rennenunes.com/2025/12/17/the-world-knows-where-you-are-do-you/

Houve um tempo em que eu dizia não.Não ao amargo ☕Não ao cru 🍣Não ao seco 🍷Eu dizia com convicção, como quem protege uma...
15/12/2025

Houve um tempo em que eu dizia não.
Não ao amargo ☕
Não ao cru 🍣
Não ao seco 🍷

Eu dizia com convicção, como quem protege uma fronteira invisível. Café só se viesse adoçado. Peixe cru, jamais. Vinho seco parecia coisa de gente que gosta de sofrer em silêncio.

Mas o tempo tem um jeito curioso de nos educar sem pedir autorização ⏳ Ele não discute, não argumenta, não convence. Apenas espera. E enquanto esperamos, algo em nós trabalha. Devagar. Pela boca, pelo corpo, pelo susto discreto de um dia experimentar sem intenção.

Há sabores que não falham conosco. Somos nós que ainda não chegamos a eles.

Um dia, quase sem perceber, o açúcar começa a atrapalhar... O cru já não assusta. O seco revela histórias. E então entendemos tarde demais: não foi o café que mudou, nem o sushi, nem o vinho. Fomos nós.

Crescer talvez seja isso: descobrir que o mundo continua oferecendo as mesmas coisas, mas nós passamos a ter outra fome 🍽️

O paladar aprende antes da consciência. A boca ensina o que a cabeça demora a aceitar. E certas recusas, vistas de longe, eram apenas ensaios de aproximação.

Talvez valha para o amor ❤️
Para o trabalho 💼
Para as escolhas que um dia chamamos de impossíveis.

O que hoje parece intragável pode estar apenas aguardando o tempo exato em que deixaremos de ser quem éramos.

Não sei se este post é sobre comida. Talvez seja sobre o desconforto elegante de mudar. Ou sobre a pequena humilhação de admitir: eu disse que não gostava… e gostei demais 😌

☕🍣🍷



👉 Gosta de sushi? Que tal provar um café sem açúcar. Prefere vinho? Venha degustar comigo o texto no link a seguir. Prometo não adoçar demais, o amargo também ensina:

https://rennenunes.com/2025/12/15/black-coffee-raw-fish-and-other-humiliations-of-growing-up/

Há dias em que o mundo inteiro cabe num cursor piscando. E ali, na pequena luz que pulsa na tela, descubro que o silênci...
12/12/2025

Há dias em que o mundo inteiro cabe num cursor piscando. E ali, na pequena luz que pulsa na tela, descubro que o silêncio também escreve. Folheio livros, recolho migalhas de temas, busco faíscas em páginas abertas, mas nada se acende. Talvez seja o próprio vazio me chamando pelo nome.
💭 📝 ⌨️ 📘 📚

Porque há um tempo em que a inspiração se deita. E, quando ela dorme, somos obrigados a escutar o que o corpo sussurra, o que a mente teme, o que a alma tenta dizer sem palavras. Nesses instantes, a criação não se fabrica.
Ela se espera. ⏳

E descubro, quase rindo, que a ausência também é um caminho. Que há portas que só se abrem quando nada parece querer nascer. Que o branco da página é apenas outra forma de presença, uma língua que ainda não aprendemos a traduzir.

Hoje, escrevo do ponto exato em que o pensamento repousa. E talvez seja isso que me escreve de volta.





Clique no link e caminhe um pouco comigo por esse silêncio que também sabe falar:

https://rennenunes.com/2025/12/12/when-inspiration-rests/

✨ Você pode dizer que pensar é profano ✨Pode dizer que pensar tira o brilho manso das coisas e abre frestas onde antes h...
10/12/2025

✨ Você pode dizer que pensar é profano ✨

Pode dizer que pensar tira o brilho manso das coisas e abre frestas onde antes havia abrigo.
Pode dizer que pensar te deixa do lado de fora, sozinho com o vento, longe das certezas que um dia te protegeram do escuro.

Mas não pode dizer que nunca sentiu aquele alívio discreto quando uma ideia te tocou como uma pequena chama acendendo dentro de você. 🔥💭

Houve pensamentos que chegaram como passos na areia.
Houve noites em que o real pesou demais e só o ato de pensar sustentou teu corpo cansado.
Houve perguntas que te encontraram antes de você saber respondê-las.
Houve medos que se desarmaram quando ganharam um nome simples. 🌾✨

Pode dizer que pensar dói, que te leva a lugares onde nada permanece, onde o chão respira e a alma descobre janelas no lugar das paredes.
Pode dizer que pensar te deixa vulnerável, exposto ao que preferia não ver.

Mas não pode dizer que o pensamento não te segurou quando o mundo pareceu impossível. 🌙🤍

Houve manhãs em que uma única ideia te apoiou com delicadeza.
Houve tardes em que um pensamento novo fez tua dor caber um pouco menos no peito.
Houve momentos em que pensar foi a única companhia que te manteve de pé.
Houve pequenas criações nascidas só para te dar um fio de ar. 🍃✨

Pode dizer que pensar te complica, te confunde, te vira pelo avesso.
Pode até dizer que pensar te cansa.

Mas não pode negar que, por um breve instante, pensar afrouxou o aperto do real. E às vezes isso basta para salvar um dia inteiro. 🌤️

Porque houve você.
Houve o mundo.
E houve esse encontro entre o que pesa demais e aquilo que você ousa imaginar.

Pode dizer que pensar não resolve o mundo.
Mas não pode negar que, no instante em que pensou, algo dentro de você respirou como se finalmente pudesse existir. 💫



Link para o texto abaixo:

https://rennenunes.com/2025/12/10/you-can-say-that-thinking-is-profane/

Às vezes, a madrugada nos devolve a lugares que jurávamos ter deixado para trás. Corredores longos, carteiras alinhadas,...
08/12/2025

Às vezes, a madrugada nos devolve a lugares que jurávamos ter deixado para trás. Corredores longos, carteiras alinhadas, um silêncio que pesa mais que o próprio corpo. E ali, na dobra escura do sonho, reencontramos provas que nunca fizemos… ou que talvez ainda estejamos tentando responder.

Por que voltamos? O que em nós insiste em reaparecer quando o mundo adormece? Talvez o sonho seja uma forma suave de dizer o indizível, de iluminar o que a vigília teima em esconder. Talvez seja só o inconsciente nos chamando pelo nome. 🌫️✨

Há noites em que acordamos antes do corpo, como se a alma ainda estivesse correndo num corredor sem fim. E, mesmo assim, há uma beleza silenciosa nesse retorno: o sonho desenha mapas onde a memória hesita, abre portas onde o medo trancou chaves.

Talvez sonhar seja isso: um ensaio para viver o que adiamos. Um lembrete de que até o passado, às vezes, precisa ser ouvido de novo.

✨🛌🌒



Clique no link e venha refletir sobre o que a noite não contou em voz alta... 🌙

https://rennenunes.com/2025/12/08/the-tests-time-never-corrects/

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