19/02/2026
Sinto muito. O talento para editar vídeos é de outras pessoas do nosso time . Adoro a fala, mas em tempos de edições bem feitas, sinto que meu bem-feito f**a por vezes, na escrita. Nessa viagem extendida de carnaval com neve e uma filha, fiquei pensando em motivos para falar de envelhecimento e fragilidade. Em Berlim, só posso mesmo pensar nos efeitos da guerra, que violou um povo. Disseram para uns: “fiquem do lado de cá”, e para outros “fiquem do lado de lá”. E assim famílias, amigos e possibilidades f**aram partidas ao meio. Tem famílias, gente e sonhos que não sobrevivem quando partidos ao meio, outros miraculosamente sim.
Não é a toa que vc e eu f**amos surpresos quando vemos documentários mostrando idosos, bem idosos mesmo, contando como sobreviveram aos horrores de uma guerra, atuando nela, permanencendo nela ou fugindo dela.
Pois enquanto visitavamos a parte oriental e peculiar da Berlim, achei este estudo J Gerontol B Psychol Sci Soc Sci, 2022, Vol. 77, No. 9, 1674–1685
https://doi.org/10.1093/geronb/gbab190, que investiga como a exposição a traumas de guerra vividos na juventude acelera o envelhecimento biológico de idosos no Vietnã. Por meio de uma análise de classes latentes, os pesquisadores categorizaram sobreviventes com base em vivências como bombardeios intensos, testemunho de mortes e privação de recursos. Os resultados revelam que indivíduos com exposição extrema apresentam níveis de fragilidade física signif**ativamente mais altos, equivalendo a serem até 18 anos mais velhos do que aqueles não expostos. A pesquisa sustenta a teoria da desigualdade cumulativa, sugerindo que o estresse severo de conflitos armados gera danos fisiológicos duradouros que se manifestam décadas depois.
Somos frutos direto de enfrentadores ou fugidores de guerra; na minha família isso inclui meus pais.
Vc tem na sua família pessoas que enfrentaram uma guerra. Isso impacta diretamente sua saúde no envelhecimento, podendo fragiliza-los. Me conte a história deles aqui.
Com carinho daqui para aí.