17/12/2025
Emocional no final de ano.
Há momentos do ano que tocam a gente de um jeito diferente.
As memórias f**am mais vivas, a história familiar aparece com mais força, e os sentimentos parecem falar mais alto.
Para algumas pessoas, é um tempo de alegria, encontros e celebrações.
Para outras, é um período de nostalgia, de saudade, de lembranças que doem um pouco.
E há também quem sinta tudo isso ao mesmo tempo — alegria e tristeza convivendo no mesmo coração.
Como psicóloga clínica, eu sei: esse é um movimento humano, esperado e transitório.
Os sentimentos não vêm para nos punir, mas para nos lembrar da nossa história, dos nossos vínculos e daquilo que ainda precisa de cuidado.
A vida nos atravessa em todas as fases.
No menino que aprende a sentir.
No adolescente que ama intensamente e se confunde.
Na jovem adulta cheia de projetos e dúvidas.
No homem que carrega responsabilidades, silêncios e expectativas.
Na mulher que se reinventa.
Na senhora que vive um tempo de esperança, maturidade e novos sentidos.
Em todas essas etapas, há algo essencial: a possibilidade de ponderar, perdoar — e, principalmente, se perdoar.
Porque viver bem não é viver sem dores, mas aprender a acolher a própria história com mais gentileza.