AlessandraLeite

AlessandraLeite Analista Junguiana, Psicóloga formada há 20 anos e Terapeuta Corporal. Atendimento de adultos e adolescentes. Especialista em casal e família.

A ansiedade é uma dessas respostas ou reações arquetípicas presente em potencial por toda a vida do sujeito, universal. ...
05/02/2021

A ansiedade é uma dessas respostas ou reações arquetípicas presente em potencial por toda a vida do sujeito, universal. É uma emoção de expectativa diante de uma ameaça futura, concreta ou imaginada, consciente ou inconsciente, com ou sem objeto, e parte necessária da resposta de nosso organismo ao estresse provocado pela ameaça. Ao acrescentarmos, entretanto, que essa resposta é arquetípica, estamos afirmando, então, que ela tem, além de possíveis causas, um caráter finalista: é ordenada para um fim como todo fenômeno energético, persegue um determinado objetivo como todo fenômeno biológico e pertence à hierarquia da Psique como todo fenômeno psíquico, vale dizer, é coordenada pelo arquétipo do Si-mesmo, e ativada por esse mesmo arquétipo naquela situação por causa da eficácia dessa resposta demonstrada ao longo de milhões de anos, como a dor e a febre. Mecanismos de adaptação e evolução, portanto, prontos para serem ativados em cada um dos habitantes do planeta, bastando para isso que a situação que o faz necessário se apresente.
O que mais intriga a todos, é a ausência de objeto. Algo que justifique todos aqueles sintomas: palpitações, sudorese, vasoconstrições, taquipneia, dores, tremores, calafrios, taquicardia, sufocamento, dificuldade para respirar, desespero, insônia, insegurança, irritação, angústia, sensação de morte iminente, de perda do controle si próprio, de que está enlouquecendo; tudo saído do nada, como um raio em um céu azul, repentino e imprevisível. Os manuais chamam de “medo infundado”.
Corridas para as unidades de pronto-socorro, licenças médicas envergonhadas, pesados prejuízos financeiros, familiares em desespero, a experiência assustadora de perda do controle das próprias emoções, sofrimentos sem conta e nada ao alcance da vista que justifique tais reações. Esse fator aumenta a ansiedade, pois torna tudo um insuportável nonsense. Almas em pânico/Quando a alma grita – como mostra o quadro O Grito, do pintor norueguês Eduard Munch, atraiu o olhar das pessoas como aquele que expressa, como nenhum outro, o estado coletivo de desespero e horror da anima mundi de nossa época diante de um mundo que afunda
A alma pede pra ser olhada e cuidada.

A depressão também pode representar uma confrontação paralisante com o lado escuro, um equivalente moderno da "noite esc...
06/01/2021

A depressão também pode representar uma confrontação paralisante com o lado escuro, um equivalente moderno da "noite escura da alma". Nossa exigência interior para que desçamos ao mundo subterrâneo pode ser suplantada por considerações de ordem externa, como por exemplo a necessidade de trabalhar por longas horas, por alguma situação difícil a qual não conseguiu lidar, perdas, traumas, pela interferência dos outros, etc.
Podemos optar em somente em ir ao psiquiatra e optar por dr**as antidepressivas que amortecem a nossa sensação de desespero. Nesse caso, deixamos de apreender o propósito da nossa melancolia.
Unir medicação, quando necessário e psicoterapia nos ajuda a entender melhor o que esse estado nos pede.
Encontrar a sombra pede uma desaceleração do ritmo da vida, pede que ouçamos as indicações do nosso corpo e nos concedamos tempo para estar a sós, a fim de podermos digerir as mensagens misteriosas do mundo oculto.

“Pela decisão de colocar seu próprio caminho acima de todos os outros, já realizou grande parte de sua designação salvad...
19/12/2020

“Pela decisão de colocar seu próprio caminho acima de todos os outros, já realizou grande parte de sua designação salvadora. Ele excluiu de sua via a validade de todos os outros caminhos. Ele colocou a sua lei acima de todas as convenções, afastando de si o que não apenas deixou de impedir o grande perigo, mas até mesmo o provocou.”

JUNG, Carl Gustav – O Desenvolvimento da Personalidade

07/12/2020

Por sua estrutura e por suas funções, a pele é mais do que um órgão, é um conjunto de órgãos diferentes. Sua complexidade anatômica, fisiológica e cultural antecipa no plano do organismo a complexidade do Eu no plano psíquico. De todos os órgãos dos sentidos, é o mais vital: pode-se viver cego, surdo, privado de paladar e de olfato. Sem a integridade da maior parte da pele, não se sobrevive.
Alguns paradoxos: a pele é permeável e impermeável. Ela é superficial e profunda. É veraz e enganadora. E regeneradora, em vista de permanente ressecamento e elástica.Ela atrai investimentos libidinais tanto narcísicos como se***is. É o lugar do bem- estar e também da sedução. Ela nos oferece a mesma quantidade de dor e de prazer. Ela transmite ao cérebro as informações provenientes do mundo exterior, inclusive mensagens “impalpáveis” já que uma de suas funções é justamente “apalpar" sem que o Eu disso tome conhecimento. A pele é sólida e frágil. Está a serviço do cérebro, mas ela se regenera enquanto as células nervosas não o podem fazer. Ela materializa, por sua nudez, nosso despojamento, mas também nossa excitação sexual. Ela traduz, por sua finura, sua vulnerabilidade, nosso desamparo originário, maior que o de todas as outras espécies e, ao mesmo tempo, nossa flexibilidade adaptativa e evolutiva. Ela separa e une os diferentes sensórios. Tem, em todas estas dimensões que acabo de revisar de forma incompleta, um papel de intermediária, de entremeio, de transicionalidade.
Saber sobre esse órgão é uma forma de conhecermos mais sobre nós e sobre algo tão importante em nós que intermedia um mundo de possibilidades.

30/11/2020
A individuação é um processo que o ser humano realiza no transcorrer de sua vida no sentido de se tornar um ser completo...
27/05/2019

A individuação é um processo que o ser humano realiza no transcorrer de sua vida no sentido de se tornar um ser completo, completude que nasceu para ser, ou seja, há no ser humano uma potencialidade inata para a completude, de se tornar um ser total.

A individuação é caminho e não um alvo.

Assim, a individuação, por se tratar de um processo e busca configura-se como uma senda psíquica que o homem trilha em sua vida para realização da sua potencialidade de totalidade.

Uma analogia do processo de individuação é a larva que tem dentro de si a “possibilidade” de tornar-se o que potencialmente é: uma borboleta.

A influência do processo de individuação é sempre presente, mesmo havendo quem desconheça
Consulte um analista junguiana

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05/05/2019

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Muitas vezes sentimos que algo parece não estar bem em nossas vidas, mesmo quando não existe um fato externo que justifi...
29/04/2019

Muitas vezes sentimos que algo parece não estar bem em nossas vidas, mesmo quando não existe um fato externo que justifique isso.

Ao longo do nosso desenvolvimento, muitos aspectos da nossa personalidade acabam sendo reprimidos (por não serem bem vistos socialmente ou não estarem de acordo com expectativas familiares, por exemplo), e muitas vezes acabamos vivendo uma vida que não combina muito com nossa essência.

O resultado disto pode ser o aparecimento de inúmeros sintomas, como ansiedade, depressão, conflitos com pessoas próximas, falta de sentindo na vida, ou mesmo um sentimento discreto de descontentamento, vazio ou estagnação que aparece, apesar de “aparentemente” tudo estar correndo bem na nossa vida exterior.

Nestes casos, a terapia junguiana pode ajudar – não a encontrar uma cura – mas a realizar uma transformação que se faz necessária em sua vida.

O que é terapia junguiana?
A terapia de orientação junguiana, baseada nas ideias de Carl G. Jung e pós junguianos, tem como principal objetivo auxiliar o indivíduo a resgatar aquilo que é a sua essência, ou seja, viver de acordo com aquilo que ele realmente é.

Também chamada de Psicologia Analítica, ela trabalha para integrar aspectos inconscientes à consciência e estabelecer um equilíbrio entre mundo interno e externo

Endereço

Rua Augusta, Jardins
São Paulo, SP

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