04/02/2026
Às vezes a maior violência não é a que deixa marca no corpo, mas a que faz você duvidar da própria memória.
“Isso nunca aconteceu desse jeito.”
“Você entendeu errado.”
“Você é muito sensível.”
Quando você escuta isso repetidas vezes, começa a se perguntar se enlouqueceu, se exagerou, se está criando coisas. E, pouco a pouco, vai silenciando sua própria história para caber na versão do outro.
Sua história não precisa ser validada por ninguém para ser verdadeira.
Se doeu em você, se te deixou com medo, confusa, envergonhada, se te encolheu… isso já diz muito. Você não é fraca por sentir, nem errada por perceber que algo está passando do limite.
Talvez, o primeiro passo de saída da dependência emocional e de relações violentas seja esse: acreditar no que você viveu, no que o seu corpo sinaliza, no que o seu coração tenta te contar há tempos. A partir daí, novos caminhos começam, aos poucos, a aparecer.
E, falando em caminhos, em breve quero reunir em São Paulo mulheres que estão nesse processo de se fortalecer por dentro e por fora, com uma experiência que une conversa sobre limites emocionais e uma aula de autodefesa pensada com carinho para nós. Ainda não posso contar tudo, mas se isso acende uma luz aí dentro, guarda essa informação com você. 💛
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