10/05/2025
Bebês Reborn: conforto emocional ou fuga da realidade?
Não se trata do boneco.
Se trata do que ele representa.
Afeto, falta, dor, vazio, fantasia, saudade.
Um bebê reborn pode ser um objeto de coleção…
Ou uma tentativa inconsciente de preencher algo que não se pode nomear.
A diferença está no vínculo que se constrói.
Há quem os compre por hobby.
Há quem os use em contextos terapêuticos — para aliviar o luto, a ansiedade, ou até a solidão.
Outros os utilizam como uma forma simbólica de “treinar” a maternidade — projetando ali um desejo, um medo ou até uma idealização do que esperam viver com um filho real.
Mas também há quem os trate como filhos vivos, criando uma relação simbiótica, ritualística, substitutiva … e, às vezes, até perigosa.
A psicanálise já dizia: o problema não está no objeto em si.
Mas na função psíquica que ele ocupa.
Estamos falando de transicionalidade?
Ou de uma negação radical da realidade?
De simbolismo? Ou de um deslocamento emocional que impede o contato com o real?
A linha é fina.
E o problema não é o reborn parecer real…
É quando a fantasia se torna mais suportável que a vida lá fora.
Quando um objeto começa a ocupar o lugar de um vínculo real, talvez a gente precise olhar menos pra quem segura…
E mais para aquilo que está faltando por dentro. Você já conhecia esse universo?
Acredita que esse tipo de vínculo pode ser saudável?
Vamos conversar nos comentários — sem julgamentos e com empatia !