13/03/2026
Uma reportagem recente do The New York Times chamou atenção para um dado: pessoas que se aposentam completamente apresentam maior risco de mortalidade e maior incidência de declínio cognitivo e demência quando comparadas àquelas que continuam exercendo algum tipo de atividade.
Isso significa que você precisa trabalhar pelo resto da vida? Não. A questão é que a aposentadoria sempre foi vendida como um prêmio. Trabalhar décadas, juntar dinheiro e só então descansar. O problema é que o nosso cérebro não entende "descanso" da mesma forma que o mercado de trabalho entende.
Diversos estudos mostram que a manutenção de uma atividade regular, seja profissional, intelectual ou social, está associada a um menor risco de demência.
Primeiro por conta do estímulo cognitivo. Trabalhar exige planejamento, tomada de decisão, resolução de problemas... Mesmo atividades voluntárias ou projetos pessoais mantém o cérebro desafiado.
Também existe a questão do propósito. Ter uma razão para acordar, metas, responsabilidades, sentir-se útil. A ciência da longevidade mostra que o propósito está associado a menor mortalidade.
Eu entendo, você está aposentado e não quer mais trabalhar horas e horas por dia. Não precisa! Mas é importante ocupar sua mente com alguma atividade que te desafie, que faça você sair da sua zona de conforto. Que tal aprender a tocar um instrumento? Participar de aulas de dança coletivas? Fazer um trabalho voluntário.
Lembre-se: cérebro pouco estimulado tende a perder eficiência mais rapidamente.