07/12/2025
Em muitos relacionamentos, quem tem TDAH acaba sendo interpretado da pior forma:
como alguém que “não escuta”, “não presta atenção” ou “não dá importância”.
Mas, na verdade, o problema não está no afeto — e sim no funcionamento da mente.
Alguns padrões comuns:
📌 A mente escapa no meio da conversa
A pessoa quer prestar atenção, mas o cérebro muda de foco antes que ela perceba.
Não é descaso, é dificuldade de manter a atenção sustentada.
📌 Esquece detalhes importantes
Não porque não liga, e sim porque a memória imediata falha quando a cabeça está cheia.
📌 Reage intensamente quando está sobrecarregada
Isso acontece quando o cérebro não consegue organizar emoções e pensamentos ao mesmo tempo.
📌 Promete coisas e não consegue cumprir
A intenção existe, mas a dificuldade está em iniciar, planejar e organizar as etapas até conseguir fazer.
O resultado? Muitas vezes, conflitos que poderiam ser vistos como funcionamento neurocognitivo diferente acabam virando críticas, mágoa ou culpa.
Quando existe compreensão, o relacionamento deixa de ser sobre “falhas” e se torna um espaço para diálogo real, acolhimento e ajustes possíveis para ambos.
Se você se reconhece ou reconhece alguém nisso, buscar orientação pode ajudar a entender hábitos e emoções que influenciam a forma de se comunicar e se relacionar.
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