16/07/2019
A autoestima é construída e se relaciona diretamente com as vivências experienciadas, com os papéis sociais e no contato com a realidade objetiva. E como as mulheres há séculos são tratadas como seres inferiores e subservientes pelo machismo, como poderia sua autoestima ser elevada e sem altos e baixos?
Além do mais a sociedade em que vivemos há muito dita padrões de vida, beleza e felicidade às mulheres, que muitas vezes são irreais, o que acaba por excluí-las das relações, ou torná-las enfeites e objetos prontos a serem trocados por outros. Alguns dos direitos mais básicos muitas vezes nos são negados ou cerceados por medo de violências de gênero. As mudanças vêm ocorrendo com a educação, com a exigência por direitos e igualdade ( que precisa ser alcançada para todas as mulheres de todas as classes, raças, orientações se***is, deficiências físicas e intelectuais).
A psicoterapia pode ajudar as mulheres a recriar sua autoestima, promover seu autoconhecimento e autonomia, levando em conta suas vivências pessoais, familiares, sócio-culturais e fortalecê-las para uma mudança de pensamento e de comportamento, rompendo com padrões impostos e visando sua qualidade de vida.
Fontes:
*Mulher, corpo e subjetividade: uma análise desde o patriarcado à contemporaneidade
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1518-61482007000200012
*O mito da beleza, Naomi Wolf
*Autoestima e feminismo
http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/2010/artigos_teses/2010/Sociologia/mulheres_auto_estima_feminismo.pdf