23/01/2026
O celular faz mal para crianças e adolescentes?
A ciência mostra que o impacto não é neutro — especialmente quando o acesso é precoce.
Um estudo da American Academy of Pediatrics (2025), com mais de 10.000 adolescentes, observou que possuir um smartphone aos 12 anos esteve associado a:
• ↑ 31% maior risco de depressão
• ↑ 40% maior risco de obesidade
• ↑ 62% maior risco de sono insuficiente
O dado mais relevante não é apenas o uso — é a idade de início.
Quanto mais cedo o celular chega, piores tendem a ser os desfechos.
Não se trata de demonizar tecnologia.
Ela faz parte do mundo real.
Trata-se de desenvolvimento cerebral, maturidade emocional e supervisão adulta.
O smartphone oferece acesso contínuo a:
• comparação social precoce
• conteúdo inadequado para a idade
• sedentarismo prolongado
• recompensa dopaminérgica constante
• mecanismos de vício comportamental
O cérebro em desenvolvimento ainda não possui autorregulação suficiente para lidar com isso sozinho.
Por isso, a pergunta central não deveria ser:
❌ “Qual modelo comprar?”
❌ “Mas todos os amigos já têm…”
E sim:
✔️ “Meu filho tem maturidade emocional para isso?”
✔️ “Existe supervisão ativa?”
✔️ “Há regras claras de uso?”
✔️ “Essa decisão protege ou expõe?”
Tecnologia é ferramenta.
Na infância, precisa ser mediada, tardia e com propósito.
Se esse conteúdo fez sentido, salve e compartilhe.
Informação de qualidade muda decisões — e trajetórias.
Com carinho e ciência,
Dra. Ludmilla Rachid Frascino CRM 159617/SP