Psicóloga Natália Marques

Psicóloga Natália Marques *Atendimento clínico;
* Região da Mooca;

O compilado da sua sexta veio aí 🗣️🗣️
30/01/2026

O compilado da sua sexta veio aí 🗣️🗣️

Nunca desqualifique uma denúncia de agressão sexual de qualquer espécie. Deixa marcas profundas, que envolvem muitas cam...
19/01/2026

Nunca desqualifique uma denúncia de agressão sexual de qualquer espécie. Deixa marcas profundas, que envolvem muitas camadas na vida das mulheres.

Traumas que muitas vezes não conseguem ser nomeados, mas se fazem presentes por toda vida, marcas profundas, que aparecem em culpa e sintomas.

19/01/2026
12/01/2026

(SEM SPOILER) All Her Fault é um indigesto soco no estômago para nós, mulheres, especialmente para nós, mães. Não tem como assistir sem se sentir revoltada, indignada, tocada em um lugar profundo de solidão materna. Solidão essa que vai muito além de ter ou não pessoas ao lado; é a solidão da sobrecarga física e mental instituída às mães, sempre em proporções diferentes — ocorrendo mesmo com as ricas, como na série, e mesmo com as que têm rede de apoio.

A indigestão da série vem, especialmente, do escancarar de como evoluímos, sim, com o movimento feminista, com o lugar social e a liberdade da mulher/mãe, mas sobre como ainda precisamos caminhar passos LARGOS como sociedade.

Uma sociedade que mascara, mas ainda se comporta pela máxima: “o filho é só da mãe” e “quem pariu Mateus que o embale”. O pai é visto (e grande parte ainda também se vê assim) como rede de apoio, suporte quando possível, não como responsável pela vida dos filhos.

Ainda hoje, em 2026, quando estou sem meu filho, escuto de pessoas: “Você deixou o bebê com o pai? Tem coragem?”, “E ele sabe cuidar?”, ou mesmo elogios de como o pai é absolutamente incrível apenas por ficar com o próprio filho para que a mãe faça a unha. Ainda lidamos diariamente com pais que fazem seu papel recebendo elogios e endeusamento constantes, enquanto nós, mães, somos vistas como tendo a obrigação de sermos incríveis o tempo todo, faça chuva ou faça sol.

Mulheres aprendem a naturalizar o fato de serem responsáveis por todos os cuidados dos filhos, serem agendas ambulantes, com memória infalível (mesmo com noites sem dormir), lembrando de vacinas, medicações, roupas, demandas da casa, etc. Muitas vezes (como mostrado na trama), ainda naturalizamos ser agenda também dos maridos, gerenciando compromissos, saúde e vida social. Aprendemos que isto é papel da mulher, pois “só nós sabemos fazer, os homens não sabem” — uma desculpa para nos sobrecarregarmos, acreditando que é um mérito.

A indigestão também vem do escancarar de como facilmente as mulheres são responsabilizadas por tudo, carregam fardos enormes por culpas que são masculinas a vida toda e como facilmente são vistas “como loucas”.

(Continua) 👇

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30/12/2025

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Compilado mix de tudo de pré natal ✨❤️
23/12/2025

Compilado mix de tudo de pré natal ✨❤️

Ter um bebê é viver encontros e lutos todas as semanas, todos os dias.Vivemos o luto pelo bebê que cresce e deixa de faz...
17/12/2025

Ter um bebê é viver encontros e lutos todas as semanas, todos os dias.

Vivemos o luto pelo bebê que cresce e deixa de fazer aquele barulhinho de recém-nascido, mas ganhamos o bebê que balbucia as primeiras sílabas (hoje ele já olha para mim, fala “mamã” e eu me derreto).
Perdemos aquele bebezinho que cabia perfeitamente no abraço e ganhamos um que só quer ficar em pé e engatinhar pelo chão. Aquele que mal conseguia segurar a cabeça parece, ao mesmo tempo, absurdamente distante e absurdamente próximo.

A mãe com os peitos vazando, com dor pós-cesárea e morrendo de medo de não saber trocar uma fralda... ela também parece distante e próxima demais.
A gente acha que, quando for mãe, não vai reproduzir o clichê do “aproveita que passa rápido”. Ou que não vai viver aquele mix de sensações de “não vejo a hora de ele ficar independente, estou exausta” com a dor no coração por vê-lo, de fato, menos dependente de nós.

Mas a gente reproduz. Somos um grande clichê — e ainda bem.
Me surpreendo todo dia com o bebê que amadurece diante dos meus olhos. E, nesse processo, amadurece também a mãe que nasceu junto com ele.

Às vezes me observo e noto a habilidade em manejar as rotinas: amamentar, dar banho, cortar as unhas… Coisas que antes eram fontes de tensão e medo, e hoje são automáticas. Afinal, eu também sou uma mãe de 8 meses.

Deveríamos comemorar o mesversário da mãe também.

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Que nos revoltemos, não nos calemos, desagrademos, para poder EXISTIR!
08/12/2025

Que nos revoltemos, não nos calemos, desagrademos, para poder EXISTIR!

02/12/2025

Ana Suy diz que: “O amor é um misto de bancar a solidão com ter sorte, atravessado por um encanto com um outro que insiste”. O amor, e as relações românticas, não são uma fórmula matemática exata, mas nossa neurose, ainda mais em tempos de neoliberalismo, onde acreditamos que tudo se compra e manda fazer ao nosso gosto, nos fazem acreditar que as relações também podem ser um produto, criado e projetado para atender todos os nossos desejos (e até os desejos que nem sabemos que temos).

Passamos uma vida toda acreditando em um discurso de que encontraremos nossa alma gêmea, acreditando que a alma gêmea está no espelho, no igual: mesmos planos, mesmos desejos, mesmos gostos. É aquela projeção fantasiosa de “alguém que complete minhas frases antes que eu as termine”. Acreditamos que o espelho é a fórmula da felicidade, em primeiro lugar, como se nós amássemos a nós mesmos “tanto assim”, por inteiro, e por consequência fôssemos amar este outro igual. Somos seres divididos, que nos amamos e odiamos, tudo ao mesmo tempo; que não nos conhecemos por inteiro; que muitas vezes “jogamos contra nós mesmos”, e nos surpreendemos e decepcionamos com o desconhecido e assustador em nós. Então, esta “alma gêmea espelho” não seria uma boa ideia, não é mesmo? Mesmo se ela existisse! E que tédio seria...

O amor costuma ser um encontro, nem de iguais, nem de opostos completos, mas de sintomas. Amamos o outro pelo que sabemos, o que é racional: planos, desejos, sonhos, gostos semelhantes, química, afinidade... e também pelo que é diferente e pelo “que nem sabemos o que é”. Algo que aquele outro desperta em nós que nos equilibra, incomoda e movimenta.
Em “amores materialistas” vemos um amargo retrato das relações-produto no neoliberalismo. Pessoas fixadas em uma posição infantil de “a majestade o bebê”, acreditando que parceiros amorosos podem ser como se pedisse uma imagem hoje na IA. Muitas vezes nos iludindo com a fantasia que criamos do outro no maior estilo “casamento às cegas” e não conseguindo despir um tanto desta fantasia para verdadeiramente ver este outro, em quem ele é.

Continua 👇

Sorriam! Sorrimos!
22/11/2025

Sorriam! Sorrimos!

Hoje foi dia de falar sobre assédio sexual e moral no , sempre com a dupla .Estava com saudades das palestras! Como é bo...
14/11/2025

Hoje foi dia de falar sobre assédio sexual e moral no , sempre com a dupla .

Estava com saudades das palestras! Como é bom poder falar sobre um tema tão importante em um ambiente tão acolhedor !

Reflexões para o meio (fim?) da semana 🗣️❤️
15/10/2025

Reflexões para o meio (fim?) da semana 🗣️❤️

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