09/12/2018
Diminuição da gordura corporal, aumento da massa muscular, melhora da força, mais disposição, melhor condicionamento físico… Dentro de um contexto estética versus saúde, tudo isso pode ser “empacotado” como sendo objetivos daqueles que praticam atividades resistidas, aeróbias ou treinamentos concorrentes.
Na outra extremidade temos a sarcopenia, ou seja, a perda muscular, diminuição da força e a piora do desempenho para atividades do dia-a-dia relacionada com a senilidade. Nessa condição, o “peso” na balança da baixa massa muscular sobrecarrega negativamente o lado da saúde!
Idosos ditos “frágeis” possuem maiores riscos de quedas e fraturas, são mais dependentes, utilizam mais serviços hospitalares, têm baixa qualidade de vida e, o mais grave, maior mortalidade.
Quando se associa idosos obesos e sarcopênicos o quadro ainda é mais grave. A gordura corporal aumenta até por volta dos 70 anos e, concomitante, a massa muscular diminui progressivamente, após atingir seu pico aos 40 anos. Como consequência, o aumento do peso na senilidade é o resultado do excesso da gordura corporal e não de tecido muscular e traz consigo todas as complicações inerentes ao excesso de peso.
A redução da massa muscular explica, em parte, a menor taxa de metabolismo de repouso e a diminuição da atividade física ou o sedentarismo se torna um fator preponderante. Como se não bastasse, associado a diminuição das taxas de metabolismo não são equivalentes à diminuição do consumo de alimentos, pelo contrário, o que se observa é um excesso na ingestão de carboidratos e gorduras.
Alterações hormonais, vias inflamatórias de baixo grau, atrofia de fibras musculares, redução dos neurônios motores são algumas das modificações deletérias dentro do contexto sarcopenia e obesidade. A prerrogativa de um velhice saudável é ter saúde na idade adulta. Não “aposente” seu corpo enquanto ele envelhece… estimule-o com exercícios e o alimente com alimentos saudáveis.