UBS 2 - Salete/SC

UBS 2 - Salete/SC Unidade Básica de Saúde 2 Salete/SC

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15/11/2025

https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2025/11/controle-de-hipertensao-e-outros-quatro-fatores-prolonga-vida-em-ate-14-anos-aponta-estudo.shtml

Controle de hipertensão e outros quatro fatores prolonga vida em até 14 anos, aponta estudo

Resultados mostram panorama de saúde populacional; mudança comportamental individual pode não refletir expectativa de viver mais 14 anos

Estudo global mostra importância da saúde pública no combate ao desenvolvimento das enfermidades

Kalil de Oliveira - Florianópolis

O controle da hipertensão arterial, da hiperlipidemia (conhecida como colesterol alto), da diabetes, da obesidade ou sobrepeso e do tabagismo prolonga a vida em até 14 anos, de acordo com um estudo publicado no The New England Journal of Medicine. Segundo os pesquisadores, a ausência desses indicadores é associada a 13,3 anos a mais de tempo livre de doenças cardiovasculares para mulheres e 10,6 para homens.

Os cinco fatores controláveis apontados pelo estudo são responsáveis por aproximadamente 50% do risco global de doenças cardiovasculares, comuns em pessoas acima de 50 anos. Caso hábitos que combatam o desenvolvimento dessas condições sejam tomados na meia idade –a partir dos 40 anos–, o tempo vital pode ser aumentado em até 14,5 anos para mulheres e 11,8 anos para homens.

Os resultados mostram que a mudança comportamental entre os 55 e 60 anos gera o maior benefício. Controlar a hipertensão nessa faixa dá o maior aumento de período sem doenças cardiovasculares, e deixar de fumar prorroga a morte por mais anos. A ausência de diabetes indicou uma diferença de 6,4 anos para mulheres e 5,8 para homens, bem como não fumar impacta 5,6 anos para mulheres e 5,1 para homens.

Os cientistas, liderados pela Universidade de Hamburgo, coletaram dados de mais de 2 milhões de participantes em 39 países de seis continentes. "A diversidade de contextos e culturas é fundamental pois reflete risco mais realista e abrangente. Isso signif**a que os dados representam diferentes grupos e realidades", explica a professora de medicina da UPF (Universidade de Passo Fundo) e uma das autoras do artigo, Karen Oppermann. "Essa heterogeneidade confere ao estudo força e precisão muito maiores, tornando os resultados especialmente relevantes para compreender o impacto dos fatores de risco no mundo real."

Dentre os pacientes, estão 350 mulheres na menopausa de Passo Fundo e 1,7 mil pessoas monitoradas pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). Estas concederam informações para o EpiFloripa (Condições de Saúde de Adultos e Idosos de Florianópolis).

Os resultados são sobre saúde populacional. Se há mudança comportamental em algum indivíduo, não quer dizer que viverá exatamente mais 14 anos —pode ser mais ou pode até ter um infarto sem nenhum dos cinco critérios de risco.

A professora do Departamento de Saúde Pública da UFSC Eleonora d’Orsi, uma das autoras do artigo, diz que o Estado deve atuar para mitigar os fatores. As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde.

"Todos os fatores têm políticas públicas implementadas e funcionando pelo SUS. Acho que não tem outro país com essas políticas de forma tão sistematizadas, mesmo o Canadá e a Inglaterra, que têm sistema público de saúde", diz.

Ela cita o combate brasileiro ao fumo como exemplo. "O Brasil tem a política pública de redução de tabagismo mais bem-sucedida." Ademais, há protocolos para o combate à hipertensão que incluem, inclusive, mudanças de comportamento e dietas e "afetam outros fatores de risco, como, por exemplo, a obesidade e diabetes". A presença de academias de rua e educadores físicos também é importante, argumenta.

"São iniciativas simples, mas que exigem profissionais capacitados e engajados nessa grande missão de reduzir o risco cardiovascular —a principal causa de mortalidade entre homens e mulheres", diz Oppermann.

E fatores socioeconômicos estão ligados ao desenvolvimento das enfermidades. Isso porque a população mais pobre tende a, por exemplo, consumir mais alimentos ultraprocessados, de acordo com estudo de 2022 da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. O consumo desses produtos está associado ao risco de contrair quatro dos fatores, conforme diversas pesquisas apontaram nos últimos anos.

"Muitos estudos mostram que desigualdades sociais —como renda, qualidade de moradia, trabalho, transporte e acesso à saúde e serviços– têm impacto muito grande na prevalência de fatores de risco."

Mesmo assim, d’Orsi fala que os resultados inspiram esperança porque signif**am que quem abandona maus-hábitos após os 50 anos ainda tem chance de recuperar anos de vida.

Para o tabagismo a regra é clara: não fumar. Inexiste quantidade segura de ci****os, mostra estudo do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos publicado em 2017 no periódico Jama International Medicine. Mesmo quem fuma uma vez ao dia –ou menos– tem chances de morte prematura. Além das doenças cardiovasculares, as substâncias encontradas no cigarro impulsionam outras enfermidades, como o câncer de pulmão, enfisema etc.

A professora do Departamento de Fisiologia da UFSC Jamaira Victorio, que não fez parte do estudo, diz que a amplitude de dados pode impactar a exatidão dos resultados, inclusive pela desigualdade de informações advindas de diversas regiões, fazendo com que faltem informações. Faz parte, ainda mais quando a investigação é a nível global. "É interessante que o trabalho reúna todas as informações utilizando modelagens estatísticas para comparar dados."

De todo modo, considera que o resultado é "sensacional" e diz que, para além da mudança de hábito a partir dos 50 anos, as descobertas deveriam ser utilizadas pelo Estado e por pais com o objetivo de preparar jovens para o envelhecimento.

Opperman, da UPF, conta que o projeto avançará para nova fase, que incluirá novas variáveis.

Resultados mostram panorama de saúde populacional; mudança comportamental individual pode não refletir expectativa de viver mais 14 anos

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15/11/2025

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9 em cada 10 idosos se beneficiam ao levar acompanhante em consultas

Estudo indica que acompanhantes ajudam idosos a entender melhor orientações médicas

Pesquisa também aponta que o apoio emocional aumenta a confiança e a adesão ao tratamento

Marília Marasciulo - Agência Einstein

Em setembro, um levantamento da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, confirmou o que médicos e famílias já observavam na prática: levar uma pessoa de confiança às consultas médicas pode fazer diferença na saúde de idosos. O acompanhante ajuda a formular perguntas, compreender orientações, reforçar recomendações e pode oferecer apoio emocional, logístico e financeiro.

Os pesquisadores entrevistaram mais de 2.800 adultos com 50 anos ou mais. Para 92% dos participantes, o acompanhante ajudou de forma concreta durante a consulta. Outros 83% disseram que se sentiram mais à vontade para compartilhar informações de saúde com o médico, e 79% afirmaram que o apoio facilitou seguir o tratamento.

Pesquisas anteriores reforçam esse efeito. Um estudo espanhol de 2019 analisou pacientes com doenças crônicas na atenção primária e mostra que apenas 55% seguiam corretamente o tratamento. Segundo os autores, três fatores aumentam a chance de adesão: receber informações claras, entender bem o regime de medicamentos e autopercepção de boa qualidade de vida.

"O acompanhante, às vezes, ajuda a traduzir o que o médico fala. Ele reforça o entendimento, pergunta de novo ou lembra depois em casa o que foi dito. Isso é muito importante, porque muitas vezes o idoso f**a nervoso, esquece ou não entende tudo na hora", explica o médico de família e comunidade Gustavo Shikanai Kerr, que atua no Programa Acompanhante de Idosos (PAI) na Unidade Básica de Saúde (UBS) Campo Limpo, em São Paulo, gerenciada pelo Einstein Hospital Israelita.

"Às vezes, o acompanhante faz uma verdadeira adaptação cultural do que você fala para a pessoa e acaba virando uma memória auxiliar", acrescenta.

Além de facilitar a comunicação, a presença de alguém próximo oferece amparo emocional diante de diagnósticos delicados, o que pode aumentar a adesão ao tratamento. Um acompanhante de confiança, como cônjuge, filhos e amigos, pode ajudar a reduzir a ansiedade e dar mais segurança ao paciente.

Em casos mais complexos, como demência, transtornos de humor ou déficits de memória, esse apoio se torna essencial. Um levantamento brasileiro de 2023 aponta que 11,5% dos idosos apresentam algum grau de comprometimento cognitivo.

Barreiras desiguais

Para muitos idosos, cuidar da própria saúde é quase tão difícil quanto enfrentar o diagnóstico. Um dos principais motivos é o uso simultâneo de vários medicamentos —a chamada polifarmácia. No Brasil, 18% dos idosos tomam cinco ou mais remédios, segundo uma análise de 2023 publicada na Research, Society and Development. O excesso de prescrições também dificulta o acesso aos fármacos. O estudo espanhol de 2019 indica que a chance de adesão ao tratamento cai cerca de 35% a cada nova farmácia usada para retirar os remédios.

A linguagem técnica, as restrições financeiras, as dificuldades de locomoção e a solidão somam-se a esse quadro. "A equipe de saúde pode usar uma linguagem mais técnica, o que torna tudo mais complicado, principalmente porque grande parte dos nossos pacientes tem baixo letramento em saúde", observa Kerr.

Essas dificuldades pesam ainda mais sobre quem depende do SUS (Sistema Único de Saúde). Uma revisão de 2017 revela que, no Brasil, idosos com maior renda e escolaridade fazem até quatro vezes mais consultas médicas por ano do que aqueles que dependem exclusivamente do SUS. Pessoas de baixa renda, por outro lado, costumam procurar hospitais apenas em situações de urgência, o que revela barreiras financeiras, de informação e de transporte.

"Para ter um acompanhamento, mesmo que seja pelo SUS, muitas vezes é preciso ter condições de se deslocar", aponta o médico do Einstein. "Eu tenho pacientes que não conseguem. São idosos que têm passe de ônibus e metrô, mas alguns não conseguem usar, precisam recorrer aos aplicativos de transporte. Então, existem essas barreiras financeiras também."
Idosos cuidando de idosos

O levantamento da Universidade de Michigan também traçou o perfil dos acompanhantes. A maioria acompanha o cônjuge ou parceiro (71%), seguida por filhos adultos (20%).

"Temos visto também muitos idosos cuidando de outros idosos. Uma pessoa de 80 anos cuidando de outra de 90 e isso impacta muito", observa o especialista. Entre os participantes com mais de 50 anos que acompanharam alguém, 28% disseram ter ido à consulta com um dos pais.

Entre os pacientes, 38% afirmaram que outro adulto participou de pelo menos uma de suas consultas médicas no último ano. A presença de acompanhantes foi mais comum entre pessoas com saúde física regular ou ruim, limitações funcionais e idade acima de 65 anos.

"O fato de ter alguém preocupado com você faz você querer se cuidar também. A presença é muito importante, ainda mais hoje, nessa época de tecnologia e videochamadas", afirma Gustavo Kerr.

Entre os que vão sozinhos às consultas (62%), 80% afirmam não sentir necessidade de ajuda, 20% preferem ir sozinhos, 11% não querem ser um fardo e 6% disseram não ter ninguém disponível para acompanhá-los.
Desafio coletivo

Entre 2000 e 2023, a proporção de idosos no Brasil subiu de 8,7% para 15,6%, segundo o último Censo do IBGE. As projeções indicam que, em 2070, mais de 37% da população terá 60 anos ou mais —o equivalente a 75 milhões de pessoas.

Esse envelhecimento rápido torna urgente enfrentar os desafios do cuidado com essa faixa etária. "Enquanto sociedade, precisamos pensar na resposta que vamos dar para essa população que está envelhecendo", afirma Kerr.

Ele defende o fortalecimento do sistema público de saúde, o investimento em políticas sustentáveis e melhores condições de trabalho para as equipes.

"Uma equipe de saúde da família que atende 4 mil pessoas tem, em média, 15% de idosos. Parte deles exige acompanhamento intenso. Nesses casos, é essencial trabalhar em rede, articulando os serviços. É preciso capacitar, integrar e criar condições para que o treinamento se traduza em prática", diz.

No Brasil, essa integração ainda é frágil. Muitos pacientes circulam entre consultórios e hospitais sem que os profissionais compartilhem informações sobre seus tratamentos. O resultado são diagnósticos repetidos, perda de dados clínicos e interrupções no cuidado.

Kerr acredita que o país precisa enxergar o envelhecimento não como um problema individual, mas como um desafio coletivo. Isso exige direcionar recursos para centros de formação e de apoio, além de equipes multidisciplinares capazes de atender as diferentes condições de uma população idosa.

Uma revisão publicada em 2023 no Brazilian Journal of Health Review evidencia que a integralidade do cuidado aos idosos continua entre os maiores gargalos do SUS. O estudo apontou falta de profissionais qualif**ados, ações preventivas fragmentadas e pouca articulação entre os níveis de atenção. Mais da metade dos idosos avaliados fazia uso de medicamentos potencialmente inapropriados, e 35% apresentavam sintomas depressivos.

"Hoje sinto falta de acesso fácil à fisioterapia, à promoção da alimentação saudável e a programas de emagrecimento. Precisamos de profissionais capazes de lidar com necessidades complexas e de políticas públicas que considerem o envelhecimento populacional a longo prazo", conclui o médico do Einstein.

Estudo indica que acompanhantes ajudam idosos a entender melhor orientações médicas

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15/11/2025

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Uso de remédio controlado sem receita e em altas doses pode causar coma, dizem especialistas

Acesso a medicamentos deve ser controlado por adultos e supervisionado por profissionais de saúde, reforça Sociedade Brasileira de Pediatria

Remédios controlados também podem causar sonolência e perda de coordenação motora

Laiz Menezes - São Paulo

A suspeita de intoxicação de seis adolescentes que ingeriram clonazepam dentro de uma escola estadual na zona sul de São Paulo, nesta quinta-feira (6), evidencia os riscos do consumo de medicamentos controlados sem prescrição. Especialistas alertam que o uso sem indicação médica pode causar desde sonolência e perda de coordenação motora até quadros de coma em casos mais graves.

De acordo com o toxicologista Álvaro Pulchinelli, diretor técnico da Toxicologia Pardini, do Grupo Fleury, o principal perigo de usar medicamentos sem necessidade clínica é expor o corpo a efeitos colaterais desnecessários. "Quando não há uma doença a ser tratada, o remédio desequilibra o funcionamento normal do organismo e pode causar reações adversas graves", afirma.

No caso do clonazepam, da classe dos benzodiazepínicos, os sintomas de intoxicação incluem sonolência intensa, torpor e falta de coordenação. Em doses elevadas, o medicamento pode deprimir o sistema nervoso central e levar ao coma.

Os seis adolescentes, com idades entre 12 e 15 anos, foram socorridos com suspeita de intoxicação após ingerirem um medicamento controlado dentro da Escola Estadual Júlio de Mesquita Filho, no Ipiranga, zona sul de São Paulo. Eles apresentavam sonolência. O estado de saúde depois do atendimento médico e a quantidade ingerida não foram divulgados.

Situações de intoxicação medicamentosa não são raras e podem ocorrer tanto por erro de prescrição quanto por uso inadequado, afirmam médicos. O músico Lô Borges, um dos fundadores do Clube da Esquina, morreu no último domingo (2) após complicações decorrentes de um quadro desse tipo.

O neurologista Alexandre Bossoni, do Hospital Santa Paula, explica que o termo "remédio controlado" abrange várias substâncias que exigem prescrição, como antidepressivos, ansiolíticos e anticonvulsivantes. Cada grupo apresenta riscos diferentes quando usado de forma inadequada.

"Nos benzodiazepínicos, o principal efeito adverso é a depressão do sistema nervoso central, que pode causar sedação intensa e, em casos extremos, parada respiratória", afirma.

Segundo o especialista, entre os antidepressivos, o uso abusivo pode provocar síndrome serotoninérgica, com confusão mental, taquicardia, sudorese e pressão alta. O perigo cresce quando diferentes substâncias são combinadas, pois as interações entre elas potencializam os efeitos tóxicos.

Pulchinelli explica que o protocolo de atendimento em casos de intoxicação é semelhante para todas as idades. "Primeiro, oferece-se suporte básico de vida, avaliando respiração, batimentos cardíacos e pressão arterial. Depois, inicia-se o tratamento específico, com carvão ativado e, quando disponível, antídotos adequados", afirma.

Após a estabilização, o acompanhamento psicológico e psiquiátrico é considerado fundamental. "É preciso entender o que motivou esses adolescentes a tomar essa atitude. A prevenção passa por suporte emocional e orientação em saúde mental", diz Pulchinelli. Segundo ele, quando o tratamento é iniciado rapidamente, a recuperação tende a ser completa e sem sequelas.

A pediatra Lilian Hagel, presidente do Departamento de Medicina do Adolescente da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria), diz que o uso de benzodiazepínicos é contraindicado na adolescência, salvo em casos muito específicos e sob supervisão rigorosa. Além do risco de intoxicação, o medicamento pode causar dependência e interferir no desenvolvimento emocional.

"São substâncias com alto potencial de adição e devem ser evitadas nessa faixa etária", alerta Hagel. "O adolescente vive um período de intensas mudanças físicas e psicológicas, marcado por impulsividade e busca de aceitação, o que aumenta o risco de comportamentos perigosos."

Ela explica que o corpo dos adolescentes ainda está em formação e o metabolismo de medicamentos pode ser diferente do de um adulto. "A dose segura varia conforme o peso e o estágio de desenvolvimento. Em alguns casos, pequenas quantidades já podem causar sedação excessiva e depressão respiratória", diz.

A médica recomenda cuidados simples dentro de casa, como manter remédios controlados fora do alcance de crianças e adolescentes e evitar apelidos como "xaropinho" ou "docinho". "Quando se fala assim, passa-se a ideia de que o remédio é algo inofensivo, o que é um erro. Toda medicação deve ser usada apenas com indicação e controle médico."

O médico emergencista Yuri Castro Santos, do Hospital Regional de Varginha, em Minas Gerais, destaca que medicamentos controlados exigem ajuste gradual de dose, conforme a tolerância e os efeitos colaterais. "É o médico quem define o ritmo de aumento da dose e identif**a quais reações exigem a suspensão imediata do tratamento", explica.

Segundo ele, doses inadequadas —tanto menores quanto maiores que o prescrito— podem comprometer o organismo de formas distintas. "Uma dose abaixo do indicado não traz o benefício esperado. Já a superdosagem pode causar efeitos graves, como hepatite fulminante e até morte em pouco tempo", alerta.

Mesmo dentro da bula, as reações variam de pessoa para pessoa, o que reforça a importância do acompanhamento médico contínuo. Em casos de suspeita de intoxicação, o especialista orienta procurar atendimento imediato via Samu (192) ou pronto-socorro.

Acesso a medicamentos deve ser controlado por adultos e supervisionado por profissionais de saúde, reforça Sociedade Brasileira de Pediatria

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15/11/2025

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Medo de infarto? Entenda quais são os fatores de risco que você pode controlar

Cardiologistas explicam por que ataque cardíaco não é uma questão de azar, mas de prevenção

Gabriela Bonin - São Paulo

Você provavelmente conhece alguém que morre de medo de infartar no futuro —ou, talvez, você seja essa pessoa.

Esse medo pode estar relacionado à forma como muita gente vê um infarto: como um evento súbito, aleatório e imprevisível. É uma preocupação compreensível, alimentada por histórias de pessoas aparentemente saudáveis que sofrem um evento cardiovascular sem aviso prévio.

Mas não é bem assim. A maioria dos infartos não é fruto do acaso. Pelo contrário, eles são o resultado de fatores de risco conhecidos, mensuráveis e, o mais importante, modificáveis, que atuam silenciosamente no corpo ao longo de anos.

Viver com medo, além de gerar estresse, não resolve nada. Vamos entender melhor essa história.

O que é? O infarto agudo do miocárdio é a morte de células do músculo cardíaco devido à interrupção do fluxo sanguíneo. Isso ocorre quando uma das artérias coronárias, responsáveis por nutrir o coração, é obstruída —na maioria das vezes, por placas de colesterol.

Esse acúmulo de gordura nas artérias tem nome: aterosclerose. "É uma doença que não costuma dar sintomas. A primeira manifestação da aterosclerose costuma ser o infarto", explica o cardiologista Silvio Póvoa.

Então, em vez de esperar os sintomas, especialistas defendem a importância de antecipar fatores que aumentam o risco de um infarto acontecer.

Como um infarto se manifesta? O principal sintoma é a dor torácica. Acontece no meio do peito (ou ligeiramente à esquerda), descrita como aperto, pressão ou queimação, que piora com o esforço e melhora com o repouso.

Outros sintomas podem incluir: falta de ar, cansaço, agitação, desconforto, perda de capacidade funcional, apatia, indisposição ou alterações comportamentais (especialmente em idosos).

O que fazer? Nunca ignorar uma dor no peito. A recomendação é sempre procurar atendimento médico, explica Nilton Carneiro, cardiologista do Hospital Santa Catarina - Paulista.

Isso porque a dor torácica pode sinalizar não apenas um infarto, mas também outras condições graves como embolia pulmonar (obstrução da artéria do pulmão) ou pneumotórax (colapso do pulmão). Em todos esses casos, ser atendido por um médico rapidamente pode evitar a morte.

E como evitar que aconteça? Modif**ando hábitos, monitorando indicadores de saúde e, quando necessário, buscando ajuda médica. Veja o que os cardiologistas querem que você saiba:
9 em cada 10 infartos são potencialmente preveníveis

Um grande estudo de 2004 chamado Interheart, feito em 52 países com 29 mil pessoas, identificou nove fatores de risco modificáveis responsáveis por mais de 90% dos eventos coronarianos. São eles: colesterol alto, tabagismo, hipertensão, diabetes, obesidade abdominal, fatores psicossociais (como estresse e depressão), baixo consumo de frutas e vegetais, sedentarismo e consumo de álcool.

Os resultados indicaram que o foco nos fatores de risco pode prevenir globalmente uma grande proporção de infartos. "O problema é que, muitas vezes, eles acabam passando batido. A gente vê isso no consultório. Tem paciente que fala: 'vim fazer um check-up para ver se não vou infartar'. E aí fuma, não faz exercício, não come vegetal. Aí não é check-up que deve ser feito, é mudança de hábito", diz Póvoa.
Ser atleta não garante imunidade

Embora o exercício regular seja um dos pilares da saúde cardiovascular, ele não anula outros fatores de risco. Atletas ainda podem ter uma predisposição genética para colesterol alto, desenvolver hipertensão ou diabetes.

Acreditar que ser fisicamente ativo garante imunidade contra doenças cardíacas pode fazer com que muitos atletas negligenciem o monitoramento da saúde, de acordo com Póvoa. Ele adverte também que o uso de esteroides anabolizantes está associado a um risco signif**ativamente maior de morte súbita.
Seu histórico familiar importa, mas ele não é seu destino

Se um parente de primeiro grau teve um evento cardiovascular antes dos 55 ou 60 anos, isso deve servir como um ponto de atenção. Não para gerar pânico, mas para motivá-lo a ser ainda mais rigoroso na identif**ação e tratamento dos seus próprios fatores de risco pessoais.

Vale a pena buscar uma avaliação médica especializada, com exames que podem direcionar melhor o tratamento, indica Carneiro.
Em alguns casos, só bons hábitos não serão suficientes

É aí que entra o uso de medicamentos. Questões como diabetes e hipertensão, por exemplo, têm fatores genéticos importantes. Algumas pessoas, mesmo mantendo bons hábitos de vida, não vão conseguir controlar esses componentes e precisarão de remédios —que devem ser indicados de forma individualizada por um médico.

"Tomar remédio não isenta que a pessoa tenha que fazer exercício físico e se alimentar bem. Mas o reconhecimento precoce desses fatores de risco e o tratamento adequado se associam com maior proteção para o paciente", explica Póvoa.

Em resumo: a maioria dos infartos não é um destino inevitável ou um golpe de azar. A ciência nos mostra de forma conclusiva que a prevenção é a ferramenta mais poderosa que temos.

O cuidado com o coração não começa na emergência de um hospital, mas nas escolhas diárias e na decisão de, como alerta Póvoa, "não namorar com o fator de risco". Tratar uma condição aos 30 anos é imensamente melhor do que confrontá-la aos 60.

Cardiologistas explicam por que ataque cardíaco não é uma questão de azar, mas de prevenção

https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2025/10/sociedade-brasileira-de-pediatria-atualiza-classif**acao-da-febre...
26/10/2025

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Sociedade Brasileira de Pediatria atualiza classif**ação da febre em crianças; entenda

Temperatura que define febre mudou de 37,8°C para 37,5ºC quando medida pela axila
Entidade alerta que o grau não deve ser o único parâmetro e que outros sinais devem ser levados em consideração

Patrícia Pasquini - São Paulo

A SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) mudou a classif**ação de febre em crianças. A nova definição — baseada em estudos mundiais— consta no documento científico "Abordagem da Febre Aguda em Pediatria e Reflexões sobre a febre nas arboviroses", publicado neste ano pela entidade.

Antes, no Brasil, a SBP considerava febre quando o termômetro chegava a (ou ultrapassava) 37,8°C. Agora, a entidade reconhece a marca com valor igual ou maior a 37,5°C quando aferida pela axila (38°C se medida via oral ou retal) por três minutos.

Segundo o pediatra o Tadeu Fernando Fernandes, presidente do Departamento de Pediatria Ambulatorial da SBP e um dos autores da diretriz, a alteração é válida para estudos clínicos e não é uma referência para medicar ou correr com a criança a um serviço de emergência.

A febre é uma resposta do organismo a um agente agressor físico, químico ou biológico —na maioria dos casos, vírus e bactérias. Não é um sinal de doença, ressalta o médico, e deve ser interpretada no contexto do quadro geral da criança.

"O documento traz algumas mensagens principais. A febre é nossa amiga. Deixe ela trabalhar te defendendo. Não signif**a doença, mas que o corpo detectou um ponto de invasão de um agente agressor e ele reage para se defender contra o ataque. E você vai responder produzindo anticorpos, mobilizando seu sistema imune, aumentando a sua imunidade para te defender contra esse agente externo. A febre é um dos componentes desse sistema de defesa", explica.

"Primeiro vem a febre, que é a resposta imediata; depois aparecerão outros sinais e sintomas".

Estima-se que 20% a 30% das consultas pediátricas têm a febre como sintoma principal. O dado —utilizado até hoje— consta num artigo do médico Jayme Murahovschi publicado no Jornal de Pediatria, da SBP, em 2003.

Em cerca de 65% das idas aos serviços de emergência e 75% dos atendimentos telefônicos e de WhatsApp dos pediatras, a febre também é o principal motivo, de acordo com a entidade.

Um dos objetivos da mudança de parâmetro é combater a febrefobia. A ansiedade dos pais perante o medo da febre pode levar a consultas e intervenções médicas desnecessárias.

Quando dar antitérmico?

Não existe um número mágico, como antigamente, segundo Tadeu Fernando Fernandes.

"O 37,5ºC é apenas uma definição de febre. Quem vai te responder quando dar o antitérmico é a criança. Se seu filho está com 38,5 ºC, mas br**ca no parquinho, você vai tirá-lo de lá para dar antitérmico? Deixe o moleque br**car. Na hora que ele deitar no seu colo e f**ar abatido e amuadinho, alguma coisa está errada", explica.

"Você vai me perguntar: e se ele tiver uma convulsão? Só tem convulsão febril quem pode, não quem quer, ou seja, é preciso um estigma genético. Você vai saber que o pai ou a avó ou a mãe ou o tio teve convulsão por febre, que é uma coisa totalmente benigna. Eu já tive vários pacientes com 37,2ºC, 37,5ºC que convulsionaram", comenta.

De acordo com o documento da SBP, a recomendação de antitérmicos em crianças deve ser feita quando a febre está associada a desconforto evidente --choro intenso, irritabilidade, redução da atividade, do apetite, distúrbio do sono.

No Brasil, estão recomendados o paracetamol, a dipirona e o ibuprofeno. O AAS (Ácido Acetil Salicílico) oferece risco de Síndrome de Reye —doença rara que afeta o fígado e o cérebro. É mais comum em crianças e adolescentes após infecções virais.

Os pais não devem alternar ou associar os antitérmicos devido ao risco de superdosagem. A prática não traz benefício.

Quando levar a um pronto-socorro?

Mesmo que a temperatura esteja inferior a 37ºC, se o quadro apresentar vômito, diarreia, tosse, oxigenação baixa, dor de cabeça, dificuldade para mexer o pescoço e/ou respiratória, manchas vermelhas mo corpo e qualquer outro sinal ou sintoma que indique gravidade e a criança estiver quieta e amuada, é o momento de levar a um serviço de emergência.

Temperatura que define febre mudou de 37,8°C para 37,5ºC quando medida pela axila

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