Fonomaridellpassos

Fonomaridellpassos Fonoaudióloga especialista em:
medicina do sono, motricidade orofacial e linguagem. Atendimento todas as idades.

24/02/2026

Na apraxia de fala, a criança sabe o que quer dizer.
O que falha é a organização dos movimentos necessários para falar.
Ela entende, tenta, insiste e se cansa.
Por fora, parece “preguiça” ou “falta de vontade”.
Por dentro, é esforço.

O acompanhamento certo ajuda a organizar esse caminho, respeitando o tempo e as possibilidades da criança.

Se isso te fez lembrar de alguém, compartilhe.

Antes dos dois anos, a comunicação da criança ainda está em construção. A fala nem sempre aparece com clareza, mas isso ...
23/02/2026

Antes dos dois anos, a comunicação da criança ainda está em construção. A fala nem sempre aparece com clareza, mas isso não significa que a criança não esteja tentando se expressar.

Nessa fase, o choro, a irritação e a frustração costumam surgir quando a criança já sabe o que quer, mas ainda não consegue organizar meios eficientes para se fazer entender. Ela aponta, vocaliza, puxa o adulto, muda o tom de choro… tudo isso já é comunicação.

Do ponto de vista fonoaudiológico, o desenvolvimento da fala depende de etapas que vêm antes da palavra: atenção compartilhada, intenção comunicativa, compreensão, uso de gestos, troca com o outro. Quando alguma dessas etapas ainda não está bem organizada, a fala demora a aparecer e o comportamento costuma “falar” primeiro.

É por isso que, em muitos casos, o choro frequente não está ligado a birra ou falta de limite, mas à dificuldade de transformar intenção em linguagem. A criança tenta, não consegue, se frustra.

Observar esses sinais cedo é entender como a comunicação está se estruturando e oferecer apoio antes que a frustração vire rotina.

Se esse post te ajudou a olhar o choro do seu filho de outra forma, compartilhe com quem convive com crianças pequenas.

22/02/2026

Falar palavras não é o mesmo que conversar.
A conversa envolve troca, permanência, adaptação.
Algumas crianças falam, mas se perdem quando precisam manter esse vai e volta. Respondem, mas não se envolvem. Dizem algo, mas não seguem.

Isso pode ser a dificuldade de usar a linguagem como ferramenta de interação.

Se essa frase já apareceu por aí, vale compartilhar.

19/02/2026

A fonoaudiologia vai muito além de ensinar a falar corretamente.

Meu trabalho é organizar caminhos para que a criança consiga, de fato, se comunicar: participar de uma conversa, pedir o que quer, recusar o que não gosta e expressar seus sentimentos.

Em muitos casos, a fala “destrava” só depois que a comunicação encontra uma estrutura sólida. É como se estivéssemos organizando a fundação para que a casa possa subir com segurança.

É um trabalho que amplia as possibilidades da criança de interagir com o mundo.

18/02/2026

O autismo sempre esteve aqui. A diferença é que hoje a gente enxerga. Aumentou a capacidade de identificar.

Chamar de modinha é não entender o que está acontecendo. Se parece “moda”, talvez seja falta de informação.

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Quando se fala em fonoaudiologia, muita gente pensa apenas em ensinar a criança a falar palavras.No TEA, o desafio costu...
04/02/2026

Quando se fala em fonoaudiologia, muita gente pensa apenas em ensinar a criança a falar palavras.
No TEA, o desafio costuma ser outro.

Muitas crianças no espectro não falam, mas tantas outras falam e algumas falam bastante.

E ainda assim, encontram dificuldade para usar a linguagem como ferramenta de troca.

A fala pode até existir, mas a comunicação nem sempre acontece.

É comum ver crianças que:
- falam, mas não conseguem iniciar ou sustentar uma conversa

- repetem frases sem conseguir adaptá-las ao contexto

- se frustram porque não conseguem ser entendidas do jeito que gostariam

O acompanhamento fonoaudiológico entra exatamente aí.

Não para “forçar fala”, mas para ajudar a criança a organizar a comunicação, ampliar possibilidades de interação e encontrar caminhos mais funcionais para se expressar.

Sem esse apoio, muitas crianças acabam se adaptando sozinhas: evitam situações, se isolam ou usam sempre as mesmas estratégias, mesmo quando já não funcionam tão bem.

31/01/2026

Sampa SKY!!!

Durante muito tempo, observar o desenvolvimento da fala era algo que ficava em segundo plano. A atenção vinha quando a p...
29/01/2026

Durante muito tempo, observar o desenvolvimento da fala era algo que ficava em segundo plano. A atenção vinha quando a palavra não aparecia e quase tudo era tratado como fase, costume ou algo que “uma hora se ajeita”.

Hoje a gente enxerga diferente.
Sabe que a comunicação começa bem antes da primeira palavra. Está no jeito que a criança olha, reage aos sons, tenta se expressar mesmo sem falar.

Perceber esses sinais cedo é prestar atenção enquanto ainda dá tempo de entender, ajustar, apoiar.

Em alguns pouquíssimos casos, esperar realmente funciona, mas isso um profissional irá orientar.
Em outros, a espera só empurra a observação para depois, quando a criança já vem se esforçando há um tempo.

Observar cedo muda caminhos.
Compartilhe com alguém que pode estar nessa fase.

Endereço

Salvador, BA

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