10/05/2020
Maternar é imensidão. Profunda, intensa. É uma construção difícil, repleta de descobertas e de aprendizado, sobre esse filho e sobre essa mulher-mãe. É um laço potente, físico.
Mas é importante que se entenda que para além desse processo de se tornar um, é fundamental que a mãe saiba que ela e o filho são dois. O que importa é o que f**a quando tudo se vai, quando o filho deixa de necessitar tanto da mãe, quando essa pode ser dispensável na vida do mesmo.
Aí está o laço, o reencontro com o corpo de mulher. Ana Suy nos diz que "um filho precisa se salvar das garras desse amor gostoso chamado mãe". E a mãe precisa retomar sua vida para além do maternar. Precisa saber que filho não é posse, pelo contrário, filho é filho, mãe é mãe e é mulher também.
Ser dispensável não é ser substituível e mesmo com tanta culpa, a maioria (não toda) ainda é nomeada como a melhor mãe do mundo. Façamos jus a esse papel, sejamos melhores mães, melhores mulheres, para os filhos e para nós.
Um feliz dia para as mulheres-mães, para os filhos dessas mães e para aqueles que ocupam esse espaço vivendo essa bela e complexa arte.