03/02/2026
Elizabeth Blackwell, nascida na Inglaterra, formou-se em Medicina nos Estados Unidos em 1849, pela Geneva Medical College, sendo considerada a primeira mulher médica do mundo. Destacou-se não apenas por romper barreiras, mas também por seu desempenho acadêmico, já que concluiu o curso em primeiro lugar na turma.
No Brasil, Rita Lobato Velho Lopes graduou-se médica em 1887 pela Faculdade de Medicina da Bahia, tornando-se a primeira mulher a obter o diploma médico em território nacional. Antes dela, outra brasileira, Maria Augusta Generoso Estrela, já havia se formado em Medicina em 1882, nos Estados Unidos , uma escolha que não foi pessoal, mas por falta de acesso, pois até 1879, as mulheres não tinham permissão legal para ingressar em cursos superiores no Brasil.
Hoje, 03 de fevereiro, celebramos o Dia da Mulher Médica, em homenagem a Elizabeth Blackwell e a todas as mulheres que ousaram ocupar espaços historicamente negados.
Fui a primeira mulher da família a graduar-se em Medicina após o legado do meu avô.
Segundo a Demografia Médica no Brasil 2025, publicada pela Universidade de São Paulo, Associação Médica Brasileira e o Ministério da Saúde, as mulheres já representam 50,9% dos médicos em atividade no país.
Parabéns a todas as minhas colegas de profissão que, desde a graduação, enfrentam obstáculos, preconceitos e o machismo que ainda tenta limitar escolhas , inclusive na definição da especialidade. Mulheres que equilibram diariamente a carreira médica com filhos, família e o cuidado com o lar, enquanto seguem exercendo a profissão com excelência. E que, mesmo diante de uma sociedade que insiste em desvalorizar e minimizar nossas conquistas, continuam abrindo caminhos, sustentando espaços e transformando a medicina.
Nunca foi por competência .
Sempre foi , e ainda é , sobre oportunidade.