14/02/2026
Desde pequenos, somos condicionados a acreditar em muitas coisas sobre nós mesmos. Que somos fracos demais. Sensíveis demais. Difíceis demais. Que “é assim mesmo”. Que a dor é normal. Que ansiedade faz parte. Que enxaqueca é genética. Que você nasceu assim e vai morrer assim.
A maioria dessas crenças não nasceu em você. Foi repetida tantas vezes que virou verdade interna. E toda crença internalizada vira comando biológico. O corpo responde ao que você acredita, ao que você aceita, ao que você não questiona.
Segundo o MPC, muitos sintomas não começam no órgão. Começam na interpretação. Na forma como você vive um conflito, na maneira como você se posiciona diante de uma dor emocional, na decisão silenciosa de continuar se vendo como vítima da própria história.
E aqui está o ponto: você não precisa desistir de você só porque foi condicionado a pensar pequeno sobre si.
Ressignif**ar é parar de dar ouvidos ao que disseram e começar a ouvir o que o corpo está tentando comunicar. É sair do automático. É entender que o conflito não resolvido mantém o sintoma ativo. E que uma nova percepção pode iniciar um novo caminho biológico.
A batalha que você acredita ser gigantesca talvez esteja em escolhas simples: colocar limite, falar o que sente, assumir responsabilidade, sair de ambientes que te ferem, parar de sustentar papéis que não são seus.
Cura não é mágica. Mas também não é esse labirinto impossível que te fizeram acreditar. Quando você entende a raiz emocional do que vive, o corpo não precisa mais carregar sozinho.
Às vezes, a mudança que você espera há anos começa com uma decisão pequena: parar de repetir a mesma história e escolher escrever uma nova.