21/01/2026
Na Avenida Paulista, a FIESP abre um espaço onde o cérebro deixa de ser apenas órgão e se revela como narrativa.
A exposição nos lembra que não somos feitos apenas de sinapses, mas de histórias que se repetem, se transformam e, às vezes, insistem em retornar.
“Se tudo o que você vai fazer daqui para frente é baseado em um banco de dados do que já foi feito, você não tem futuro.”
A frase ecoa como um enigma psicanalítico: o passado não é prisão, é matéria-prima. O futuro, paradoxalmente, nasce dele.
Na psicanálise, sabemos: o que nos une não é a memória em si, mas a possibilidade de simbolizá-la. O cérebro registra, o inconsciente reinscreve, e o sujeito tenta criar algo novo a partir do que já foi vivido. Não há futuro sem passado — mas há escolha sobre como ele nos habita.
Entre neurônios e afetos, a exposição nos convida a reconhecer que o humano se constrói no encontro: entre ciência e desejo, entre repetição e criação, entre o que herdamos e o que ousamos transformar.
Talvez seja isso que nos une: não a certeza do que fomos, mas a aposta no que ainda podemos vir a ser 💭💡🌷