Dra Natacha Capozzi

Dra Natacha Capozzi Consultório médico que integra os conhecimentos da Medicina Integrativa aos da Psiquiatria Moderna para o cuidado em saúde mental.

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09/03/2026

Abordando sobrepeso e obesidade no tratamento psiquiátrico 🤍

O Dia Internacional das Mulheres costuma ser lembrado com flores e homenagens. 🌷Mas ele também é e precisa ser, um espaç...
08/03/2026

O Dia Internacional das Mulheres costuma ser lembrado com flores e homenagens. 🌷
Mas ele também é e precisa ser, um espaço de reflexão profunda.

Celebramos conquistas históricas, sim.
Mas ainda convivemos com desigualdade salarial, sobrecarga mental invisível, violência de gênero e uma responsabilização quase automática pelo cuidado.

Existe algo mais sutil e igualmente potente: a forma como aprendemos a ser mulheres.
Aprendemos a dar conta. A agradar. A sustentar relações. A nos culpar quando falhamos.
Esses padrões moldam escolhas, relações e impactam diretamente a saúde mental.

E a pergunta precisa se ampliar.

Como aprendemos a ser homens?
Quantos foram ensinados a não demonstrar fragilidade, a provar valor pelo desempenho, a evitar conversas emocionais?
Modelos rígidos de masculinidade também produzem sofrimento, individual e coletivo.

Quando padrões não são questionados, eles se repetem.
Na divisão de tarefas.
Na comunicação.
Na responsabilidade emocional.

Que este dia seja mais do que celebração.
Que seja um convite à consciência.

Vamos conversar sobre isso. 💬
👩🏻‍⚕️ Dra. Natacha Capozzi
🧠 Psiquiatria | Medicina Integrativa
📍 Atendimento presencial e online em Santos – SP
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🆔 CRM-SP: 163039

Se a sua vida fosse um filme… você seria espectadora indignada ou protagonista consciente?Na clínica, eu vejo isso com f...
05/03/2026

Se a sua vida fosse um filme… você seria espectadora indignada ou protagonista consciente?

Na clínica, eu vejo isso com frequência: mulheres altamente inteligentes, críticas com tudo, menos com o próprio roteiro emocional.

A neurobiologia explica parte disso.

Nossos padrões afetivos são moldados por circuitos de apego, especialmente estruturas como a amígdala e o sistema de recompensa dopaminérgico. O cérebro aprende que o “conhecido” é previsível, mesmo que seja doloroso. E previsibilidade gera sensação de segurança.

Chamamos isso de repetição de padrão. Não é fraqueza. É condicionamento emocional.

Segundo pesquisas em teoria do apego desenvolvidas por John Bowlby, tendemos a recriar vínculos que dialogam com nossas experiências primárias, mesmo quando elas foram marcadas por instabilidade ou negligência.

O problema é que o cérebro não distingue intensidade de amor. Ele reconhece familiaridade.
Autoconhecimento não é frase de efeito. É processo neuropsicológico. É tornar consciente o que antes era automático.

A pergunta não é “por que isso acontece comigo?”.
É: “o que em mim ainda está escolhendo isso?”
Se você sente que está repetindo roteiros que machucam, talvez seja hora de olhar para isso com profundidade e ciência.

Me envie uma mensagem. Vamos começar essa reescrita com responsabilidade emocional e base técnica. 🧠✨
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A felicidade madura não depende de euforia constante nem de validação externa.Ela nasce de um sistema nervoso regulado, ...
03/03/2026

A felicidade madura não depende de euforia constante nem de validação externa.
Ela nasce de um sistema nervoso regulado, de coerência interna e de paz com a própria história.

Nem sempre é sobre ter motivos.
Às vezes, é sobre ter saúde emocional para sustentar a leveza.

Se você sente que só consegue ficar bem quando tudo está sob controle, talvez seja hora de olhar para isso com profundidade.
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Reduzir ansiedade e depressão apenas ao uso de medicação é uma visão limitada e incompleta da saúde mental.Os psicofárma...
26/02/2026

Reduzir ansiedade e depressão apenas ao uso de medicação é uma visão limitada e incompleta da saúde mental.

Os psicofármacos têm papel importante, especialmente em quadros moderados a graves, mas a ciência é clara ao mostrar que os melhores resultados acontecem quando o tratamento é integrado.

Estudos consistentes indicam que a combinação entre medicação, psicoterapia, mudanças no estilo de vida e regulação do sono apresenta taxas superiores de resposta e menor risco de recaídas.

Fatores como inflamação sistêmica, estresse crônico, alterações hormonais, hábitos alimentares e padrões de pensamento sustentam o adoecimento emocional. Ignorá-los é tratar o sintoma, não o processo.

Psiquiatria responsável não promete soluções únicas.
Ela investiga, individualiza e acompanha.

Cuidar da saúde mental exige profundidade, não atalhos.
Se você busca um tratamento que vá além do óbvio, estou aqui para conversar.
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Muitas vezes, o sofrimento psíquico não começa porque você é fraco.Ele começa quando, ao longo da vida, você aprendeu qu...
24/02/2026

Muitas vezes, o sofrimento psíquico não começa porque você é fraco.

Ele começa quando, ao longo da vida, você aprendeu que para ser aceito precisava caber, agradar ou silenciar partes de si.

Na clínica, vemos com frequência:

🔹 pessoas que aprenderam a se colocar em segundo plano desenvolvem mais ansiedade, sintomas depressivos e queixas psicossomáticas.

🔹 o cérebro entra em estado de alerta quando viver exige constante adaptação e supressão emocional.

Isso não é falha de caráter.
É uma estratégia que, em algum momento, fez sentido.

O problema é quando ela deixa de proteger e passa a custar caro demais.

Cuidar da saúde mental não é “virar outra pessoa”.
É poder reconhecer a própria história, compreender de onde vieram esses padrões e construir, pouco a pouco, formas mais seguras de existir.

Seu corpo e sua mente registram o que você vive, inclusive o esforço silencioso de se adaptar.

Se essa reflexão toca algo em você, é possível olhar para isso com ciência, cuidado e responsabilidade clínica.
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A insônia crônica não é apenas dificuldade para pegar no sono.Ela é um processo neurobiológico em que o cérebro perde, g...
12/02/2026

A insônia crônica não é apenas dificuldade para pegar no sono.

Ela é um processo neurobiológico em que o cérebro perde, gradualmente, a capacidade de entrar e manter estados naturais de repouso.

Quando a privação de sono se torna recorrente, o sistema nervoso passa a operar em hiperalerta. Há ativação persistente dos sistemas de estresse, aumento da excitação fisiológica noturna e alterações nos circuitos que regulam o ritmo circadiano, a memória emocional e a consolidação do sono profundo.

Com o tempo, o cérebro aprende a associar a noite à vigilância, não ao descanso.
Esse condicionamento disfuncional explica por que tantas pessoas estão exaustas, mas incapazes de dormir.

Estudos mostram que a insônia crônica está associada a maior risco de transtornos de ansiedade, depressão, doenças cardiovasculares, declínio cognitivo e inflamação sistêmica. Não se trata apenas de quantidade de sono, mas de qualidade neurofisiológica.

Tratar insônia não é sedar o cérebro.
É reeducá-lo a dormir.

Quando o sono deixa de ser restaurador é sinal de um sistema nervoso que precisa de cuidado, não de anestesia.
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O Transtorno do Espectro Autista foi, por muito tempo, estudado a partir de padrões masculinos.O resultado?Mulheres auti...
10/02/2026

O Transtorno do Espectro Autista foi, por muito tempo, estudado a partir de padrões masculinos.

O resultado?
Mulheres autistas seguem sendo subdiagnosticadas ou diagnosticadas tardiamente, muitas vezes apenas na vida adulta
(Lai et al., 2015; Hull et al., 2020).

Um dos principais motivos é o masking: a camuflagem social.

Muitas mulheres aprendem a observar, imitar e ensaiar comportamentos sociais para se adequar, suprimindo traços autísticos.

Isso dificulta a identificação clínica e aumenta o sofrimento psíquico.

Por isso, o TEA feminino nem sempre se apresenta pelo estereótipo clássico.

Pode coexistir com boa comunicação verbal, alto desempenho acadêmico, interesses socialmente aceitos e até hiperempatia aparente.

O custo disso costuma ser invisível, mas frequente: ansiedade, depressão, burnout autístico e sensação persistente de inadequação, especialmente quando não há diagnóstico
(Cassidy et al., 2018).

A ciência hoje é clara: reconhecer o TEA em mulheres exige avaliações sensíveis ao gênero, escuta da história de vida e compreensão do masking.

Diagnóstico não rotula.
Organiza o cuidado.

Se esse tema ressoa com sua trajetória, podemos conversar com responsabilidade e profundidade.
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Pensamentos catastróficos não surgem por falta de força emocional.Muitas vezes, são a mente em modo ameaça tentando ante...
05/02/2026

Pensamentos catastróficos não surgem por falta de força emocional.

Muitas vezes, são a mente em modo ameaça tentando antecipar riscos para se proteger.

Um exercício simples e clinicamente utilizado é criar distância do pensamento, em vez de tentar eliminá-lo.

Quando o “pior cenário” surgir, pergunte-se com calma:

* Qual é a evidência real de que isso está acontecendo agora?

* Isso é um fato ou uma hipótese?

* Existe ao menos uma outra possibilidade plausível além da pior?

Esse tipo de questionamento tende a recrutar circuitos de regulação (mais “córtex”, menos reação automática), como descrito em modelos cognitivos da ansiedade (Beck & Clark).

Pensamentos são eventos mentais, não comandos.
Eles podem ser observados, testados e reorganizados.

Se imaginar o pior tem sido constante e exaustivo, o cuidado precisa ir além de exercícios pontuais.

Estou aqui para conduzir esse processo com profundidade e responsabilidade.

As chamadas “canetas emagrecedoras” são medicamentos agonistas de GLP-1, desenvolvidos para o tratamento da obesidade e ...
03/02/2026

As chamadas “canetas emagrecedoras” são medicamentos agonistas de GLP-1, desenvolvidos para o tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2.
Em populações bem definidas — como pessoas com IMC ≥ 30, ou IMC ≥ 27 associado a comorbidades — há evidência consistente de benefício, com melhora de parâmetros metabólicos, redução de risco cardiovascular e impacto positivo na saúde global.

Por isso, o uso medicamente indicado dessas medicações não deve ser demonizado — e o medo indiscriminado de qualquer medicamento também pode afastar pessoas de tratamentos eficazes.

Por outro lado, a expansão do uso puramente estético, fora da indicação clínica, em pessoas sem obesidade, traz preocupação ja que ainda há dados insuficientes, especialmente sobre efeitos psicológicos e impactos a médio e longo prazo.

Uma análise publicada na revista Obesity discute esse cenário como um fenômeno sociomédico, a chamada “magreza farmacológica”, em que o emagrecimento passa a ocupar um lugar de valor moral, social e identitário, e não apenas de cuidado em saúde.

Nesse contexto, os riscos vão além do peso:
* medo persistente de recuperar peso
* ansiedade relacionada ao corpo e à alimentação
* possível dependência emocional do medicamento
* impacto na autoimagem e no valor pessoal

Uso responsável envolve:
✔️ indicação médica adequada
✔️ avaliação global do paciente (física e emocional)
✔️ acompanhamento contínuo

Em saúde, não se trata de ser “a favor” ou “contra” medicamentos.
Trata-se de indicação correta, contexto e cuidado.
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Mudar para Santos transformou profundamente a minha vida.Santos é encontro entre movimento e pausa. Mar, cidade, fluxo e...
26/01/2026

Mudar para Santos transformou profundamente a minha vida.

Santos é encontro entre movimento e pausa. Mar, cidade, fluxo e silêncios que hoje se tornaram raros.

Praticar esportes, me deslocar de bicicleta, vivenciar a praia como espaço coletivo de encontros, tudo isso me trouxe outra forma de experimentar a vida.

Essa experiência pessoal me faz refletir sobre o quanto o entorno importa.
Falar de saúde mental a partir de um território é reconhecer que o ambiente molda o cérebro, o comportamento e as relações.

Ritmos urbanos acelerados, excesso de estímulos e cidades que dificultam o descanso e o encontro impactam diretamente a ansiedade, o sono e a regulação emocional.

Portanto, cuidar da saúde mental é também pensar em cidades que permitam pausa, vínculo e presença e não normalizem o esgotamento como preço do funcionamento.

Em Santos, encontrei muitas dessas possibilidades. Isso não significa ignorar as desigualdades, a cidade não é vivida da mesma forma por todos, e falar de saúde mental exige reconhecer as periferias, as diferenças de acesso e os limites reais de cada território.

Ainda assim, celebrar Santos hoje é valorizar que temos coisas maravilhosas aqui, ocupar seus espaços públicos com alegria, arte, esporte e criatividade e também refletir sobre como queremos viver e que tipo de cidade estamos construindo para sustentar saúde de quem vive nela todos os dias.

Que possamos ampliar, cada vez mais, os espaços — externos e internos — onde o cuidado, a alegria, o descanso e a saúde sejam possíveis.
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E ainda ser felicidade
25/01/2026

E ainda ser felicidade

Endereço

Avenida Conselheiro Nebias, 628
Santos, SP
11045-002

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Categoria

Saúde Mental e Medicina Integrativa

Sou médica integrativa, praticante de mindfulness, vegetariana e mãe do Laos. Uma das minhas paixão é conhecer pessoas e auxiliá-las no cuidado e redescoberta de sua saúde.

Sou formada em Medicina pela FMABC, pós graduada em Medicina Integrativa pelo Hospital Israelita Albert Einstein, possuo formação em Mindfulness Based Relapse Prevent pela UNIFESP e pós graduação em Psiquiatria pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de SP. Atuo como médica colaboradora no Grupo de Psicose do Instituto de Psiquiatria do HC- FMUSP e no ambulatório de Psiquiatria Geral da Santa Casa de São Paulo.

Participei dos cursos Introduction to Integrative Mental Health e Whole Systems of Medicine Ayurveda pelo Arizona Center for Integrativa Medicine, University of Arizona.

Entre 2013 e 2017, atuei no SUS com diversas populações, incluindo populações rurais, usuários de álcool e dr**as e pessoas em situação de alta vulnerabilidade.