14/02/2026
Carnaval é sinônimo de festa, poucas horas de sono, muita bebida e comida fora de hora. Entre um bloco e outro, a rotina muda: refeições são puladas, outras acontecem às pressas, muitas vezes na rua e sob calor intenso. O resultado aparece rápido e, para muita gente, vem em forma de azia, dor de estômago, náuseas ou diarreia.
De acordo com o gastroenterologista Dr. Marcelo Noronha, que também é diretor do hospital SerPiero, o excesso de álcool é um dos principais vilões nessa época do ano. “A bebida irrita o estômago e interfere no funcionamento do intestino. Quando isso se soma a frituras, alimentação pesada e longos períodos em jejum, o organismo sente”, explica.
Outro cuidado importante está nos alimentos consumidos durante a folia. Com altas temperaturas, a chance de contaminação aumenta, principalmente quando a comida não é bem armazenada. Isso ajuda a explicar o crescimento dos casos de intoxicação alimentar durante e após o Carnaval. Ainda assim, muita gente prefere se automedicar, o que pode aliviar momentaneamente os sintomas, mas não resolve o problema.
Para evitar que a festa termine em mal-estar, o especialista recomenda atitudes simples: beber água ao longo do dia, moderar no álcool, não ficar muitas horas sem comer e observar os sinais do corpo. Se dor abdominal, vômitos ou diarreia persistirem, a orientação é procurar atendimento médico.
“Com pequenos cuidados, dá para aproveitar o Carnaval sem transformar a folia em dor de cabeça — ou de estômago”, resume Dr. Marcelo Noronha.
Assessoria