Bruna Leoneli

Bruna Leoneli Informações sobre Psicologia; Psicoterapia; Avaliação Psicológica Atualmente é Psicóloga Clínica, com consultório próprio, localizado na cidade de Santos/SP.

Psicóloga formada pela Universidade Paulista - UNIP, aceita pelo programa de Pós-Graduação do Instituto Albert Einstein, no curso de Psicanálise e Saúde. Atuou como Psicóloga em Instituições com diferentes demandas, entre elas: Sessão Lar Abrigo (SELAB), atendendo ás necessidades de pacientes psicóticos; Casa da Vó Benedita, envolvida com elaboração e aplicação de oficinas de criatividade e grupos terapêuticos; E Centro de Referência de Assistência á Vítima (CRAVI), participando ativamente de grupos de discussões com equipes multidisciplinares e atendimentos clínicos.

Fazia tempo que um livro não me despertava tanta urgência de leitura. Fui devorando Fique comigo dia após dia, até final...
03/02/2026

Fazia tempo que um livro não me despertava tanta urgência de leitura. Fui devorando Fique comigo dia após dia, até finalizar em uma ou duas semanas.

O livro acompanha a história de um casal e o desenvolvimento da relação entre eles. A partir desse vínculo, somos conduzidos às marcas das histórias familiares individuais e à forma como essas heranças — muitas vezes silenciosas — participam da construção de uma nova família.

No entremeio de tudo isso, algo que toca o real: a ambiguidade dos sujeitos.

Não é simples sustentar essa ambivalência no cotidiano, especialmente em uma sociedade que insiste em nos organizar em polos — ou bons, ou maus; ou certos, ou errados. A narrativa de Fique comigo caminha na contramão disso.

Aqui, não há heróis, vilões ou mocinhas. Há personagens densos, muito bem construídos, que encarnam algo do que somos: sujeitos tentando ser e oferecer o melhor de si diante do que, por vezes, escolhem — e, em outras, do que lhes é imposto. Pessoas que, mesmo desejando acertar, acabam usando meios que nem sempre justificam os fins.

Essa complexidade convoca o leitor a se perguntar sobre si: quem somos, como conduzimos nossas escolhas e de que maneira lidamos com aquilo que nos atravessa de forma mais íntima.

Temas como maternidade, luto, adoecimento, silenciamento, traições e amor percorrem a narrativa de forma sensível e profunda, sem respostas fáceis ou soluções reconfortantes.

Um dos aspectos que mais me tocou foi a dificuldade de comunicação do casal principal — algo tão comum e, ao mesmo tempo, tão adoecedor nas relações. De silêncio em silêncio, constroem-se abismos.

O único ponto que me deixou com uma pontinha de “aaaah” foi o motivo que leva o personagem principal a fazer tudo o que fez. Senti falta de um maior aprofundamento, mas talvez esse vazio também diga algo: ele ecoa a própria impossibilidade de dizer que atravessa a história.

Foi o terceiro livro do ano. Super indico. Amei — e terminei chorando, emocionada! 🥹

Lá em 2015, decidi começar uma pós-graduação em Psicanálise. Ainda era muito crua e não sabia direito o que estava busca...
02/02/2026

Lá em 2015, decidi começar uma pós-graduação em Psicanálise. Ainda era muito crua e não sabia direito o que estava buscando.

Lembro de ter sido acordada pelo celular tocando. No susto, fiz a entrevista e, dias depois, fiquei sabendo da aprovação. Nesse mesmo dia, descobri também o viés lacaniano do curso.

Durante as 420 horas de aula, eu pensava: “esse cara é maluco”. Mas via alguma graça nas suas maluquices e, mais do que isso, via sentido.

Já em 2021, numa busca por mudança e recomeço, iniciei uma nova análise — dessa vez com uma psicanalista lacaniana. E, embora inúmeras vezes eu pense “e eu ainda pago pra isso”, tantas outras eu sinto que sim: pago, e pago com gosto!

A psicanálise tem dessas coisas: uma vez que a gente experimenta, entregue a ela, a mudança acontece — literalmente, na pele.

Todo o nosso corpo e toda a nossa vida passam a ser marcados pela transformação significativa que vivemos.

Durante esses anos, eu ficava pensando: “vou estudar a teoria desse cara”. Mas sempre adiava. Ler, eu lia; participar de eventos, eu participava; me inserir aqui e ali, fazer análise pra valer — tudo isso eu fazia. Mas a autorização… essa ainda não tinha vindo.

Até que o desejo de me autorizar como estudante real e oficial chegou e, com ele, a escuta de uma frase que tem ecoado muito em mim.

Ouvi do Dunker que Lacan gostava de ser decifrado, entendido aos poucos, e que considerava isso essencial em um psicanalista. Caso contrário, como sustentar um processo de análise diante de um analisando?

E, de fato, se a gente não se propõe, com afinco, a decifrar os enigmas da teoria que estuda, como então suportar decifrar os enigmas do outro a quem escutamos?

Em paralelo a isso, logo no início do Seminário 1, ele mesmo — Lacan — diz esperar que quem estude com ele se mostre interessado, que veja sentido, que permaneça engajado. Só assim seria possível fabricar respostas, numa construção conjunta.

A partir desta sexta-feira, inicio um novo percurso, sustentado por toda essa jornada já trilhada. E quis deixar isso registrado aqui, porque coisas boas precisam ser sentidas — e eu sinto ainda mais enquanto escrevo.

Pra deixar registrado os recortes do que me fez feliz em janeiro:viagem, família, amigos, natureza, aniversário dos piti...
01/02/2026

Pra deixar registrado os recortes do que me fez feliz em janeiro:

viagem, família, amigos, natureza, aniversário dos piticos, a constância e o resultado da acad, um cabelo bem cortado, desafios e conquistas da clínica, e por fim, organização para o início da rotina de 2026.

✨✨✨

Odeio meus pais! e outros ateliês foi o segundo livro que li este ano. Mais uma vez, Marion nos presenteia com uma escri...
22/01/2026

Odeio meus pais! e outros ateliês foi o segundo livro que li este ano. Mais uma vez, Marion nos presenteia com uma escrita simples e, ao mesmo tempo, profunda.

A partir da apresentação de três casos clínicos e das discussões que os acompanham, a autora realiza uma articulação teórico-clínica bastante útil para os casos que escutamos em nossas clínicas.

Considero muito frutífero quando ela propõe estratégias de intervenções — geralmente os livros que leio dela, são todos marcados a lápis com às criações de intervenções que faço, à medida que a leitura viva me faz ter insights.

Nesse livro ela demonstra também o valor que tais intervenções carregam. Cada uma das que decidimos fazer, representam apostas. Algumas, ganhamos, em outras, perdemos — mas em quase todas elas, aprendemos. E essa é psicanalise que acredito: ética, profunda, com espaço para criar, avançar, retroceder, errar ou acertar.

Mais uma vez, indico um livro dessa série. Tenho certeza de que é uma leitura valiosa para o nosso fazer clínico.

O trauma não precisa ser uma prisão.Pode ser lugar de atravessamento.Nem tudo que dói precisa ser carregado sozinho.Há h...
19/01/2026

O trauma não precisa ser uma prisão.
Pode ser lugar de atravessamento.

Nem tudo que dói precisa ser carregado sozinho.
Há histórias que pedem tempo, escuta e um espaço seguro para serem elaboradas.

✨ ENTRE NÓS ✨Talvez você já tenha sentido isso:o desejo de estudar Lacan…e, junto dele, a sensação de que é demais, de q...
16/01/2026

✨ ENTRE NÓS ✨

Talvez você já tenha sentido isso:
o desejo de estudar Lacan…
e, junto dele, a sensação de que é demais, de que você ainda não sabe o suficiente, de que falta algo para começar.

O Entre Nós nasce justamente aí.
Não como um curso.
Não como um lugar de respostas prontas.

Mas como um grupo.
Um espaço de leitura compartilhada, escuta, troca e permanência.
Onde é possível não entender tudo, voltar ao texto, errar, perguntar — e seguir junto.

Aqui, o estudo não acontece na solidão.
A palavra circula.
O tempo é respeitado.
E a teoria vai sendo construída entre pessoas, encontros e afetos.

Se você é psicóloga,
se está iniciando seu percurso na teoria lacaniana,
se busca orientação sem rigidez e companhia sem exigência,

talvez esse lugar também seja seu.

Mais do que compreender Lacan,
o Entre Nós é um convite a habitar o estudo — com cuidado, desejo e laço.

👉 Quer caminhar com a gente?
Acesse o link na bio para entrar na lista de interesse e receber informações antecipadas 👀

Você não precisa chegar pronta.
Por aqui, começamos juntas 🤝💛✨

Estudar psicanálise exige tempo, constância e sustentação. E isso não se faz bem no isolamento.O Conectadas VIII é um gr...
15/01/2026

Estudar psicanálise exige tempo, constância e sustentação. E isso não se faz bem no isolamento.

O Conectadas VIII é um grupo de estudos em Psicanálise, criado para aprofundar a base teórica freudiana com método, direção e troca.

Neste módulo, vamos ler e discutir integralmente os textos O Infamiliar e As pulsões e seus destinos (Editora Autêntica).

A proposta inclui encontros semanais, fichamentos de cada texto, materiais de apoio, curadoria de referências e uma oficina criativa, pensados para favorecer a compreensão da teoria e sua articulação com a clínica.

🗓 Terças-feiras, às 10h
• Encontros semanais ao vivo
• Gravações disponíveis até o final do módulo
• Grupo exclusivo no WhatsApp

Mais do que um espaço de estudo, o Conectadas é um lugar de apoio, acolhimento, conexão e crescimento, voltado a quem deseja sustentar os estudos psicanalíticos e se sentir mais segura na prática clínica.

💻 Investimento
20 encontros online (fevereiro a junho)
R$799,00 | em até 10x sem juros

📌 Inscrições abertas de 26/01 a 01/02/2025
Link disponível na bio.
As vagas são limitadas.

Um grupo elaborado por mim,
mas pensado para todas nós.
🤝💛✨

Aqui é um espaço de construção em laço.Aqui convivem a clínica, o estudo e os grupos,como partes de um mesmo percurso.É ...
12/01/2026

Aqui é um espaço de construção em laço.

Aqui convivem a clínica, o estudo e os grupos,
como partes de um mesmo percurso.

É um trabalho elaborado por mim,
mas pensado para todas nós.

A psicanálise que me interessa
não se faz sozinha.

Ela se constrói entre nós.


Onde nos encontramos este ano? 🤝✨

Por aqui, o ano só começa a partir do aniversário das crianças. Desde o final do ano anterior, com o início das festas, ...
08/01/2026

Por aqui, o ano só começa a partir do aniversário das crianças. Desde o final do ano anterior, com o início das festas, até a primeira semana do ano seguinte, vivemos esse atravessamento que tem um tanto de realidade — e outro tanto de simbolização.

Quando engravidei, não pensei muito em todas as mudanças que isso geraria na minha carreira. Eu só fui.

Com o nascimento deles, fui me adaptando e encontrando possibilidades.

Todos os anos, me readapto. Eles mudam turnos na escola, entram ou saem de esportes e cursos extras, inauguram novas necessidades e interesses — e lá vamos nós, em busca de uma rotina que atenda a todos na família.

É até engraçado: eu não gosto meu aniversário, mas o deles é o meu dia preferido no ano. Talvez por isso eu estenda tanto a comemoração. Começa com o recesso, com os dias da “mamain agarradinha 24h”, e segue com a organização dos preparativos — da véspera, do dia, da festa.

Penso e cuido de cada detalhe, desejando que tudo traduza meus sentimentos e essa ideia que quero que eles levem com eles: a vida vale a pena ser comemorada, vocês são amados e são a minha prioridade.

É um fôlego entre o fim de um ciclo e o início de outro. E sempre dizemos: que bom começar um novo ano com uma nova idade.

Outra frase que também se repete é:
“Mamain, essa foi a minha melhor festa.”

Todos os anos eu ouço isso. E me encho de alegria e motivação para começar tudo de novo — mas com coisas novas.

Cá estamos: 8 de janeiro. Eles, com 8 anos recém-completados. E eu, com dois novos projetos sendo gestados.

Quase prontos para nascer — mas que pareciam esperar que os filhos mais velhos abrissem espaço para que todos pudessem coexistir.

E agora sim: eles estão chegando! 🫣✨

Uma das minhas metas para 2026 é ler (ainda) mais — e ir compartilhando isso com vocês.Então, vamos começar.No dia 31/12...
05/01/2026

Uma das minhas metas para 2026 é ler (ainda) mais — e ir compartilhando isso com vocês.

Então, vamos começar.

No dia 31/12 iniciei Uma delicada coleção de ausências, da Aline Bei. Ganhei o livro de presente na confraternização do Conectadas, meu grupo de estudos da teoria freudiana.

Eu já havia sido capturada pela escrita da autora em Pequena Coreografia do Adeus — um dos meus livros preferidos da vida. Sendo assim, minhas expectativas para este novo título eram altas.

A escrita segue impecável. Poética, ela transforma o cotidiano em algo bonito, mesmo quando é dolorido. Há algo de profundamente inspirador na forma como Aline constrói suas palavras.

A história é pesada — e muito real. Terminei a leitura dois dias depois, impactada, com lágrimas nos olhos. Passei os dias seguintes refletindo sobre seus temas centrais: trauma, transgeracionalidade (a transmissão inconsciente de padrões e sofrimentos entre gerações), ambivalência, mecanismos de defesa — e tantos outros aspectos que encontramos diariamente na clínica.

Freud, em O mal-estar na cultura, já nos alertava sobre a condição humana e sua ambivalência. Aline, com sua maestria na escrita, constrói um arranjo que posso tentar resumir assim: há bondade e maldade em cada sujeito, e jamais podemos esquecer disso. Ninguém — absolutamente ninguém — é uma coisa só. É preciso estar atento aos sinais e às permissões.

Por fim, a leitura também me convocou a uma reflexão, a partir do que o livro mobiliza. Ciclos de abuso só podem ser interrompidos quando ganham voz. Em alto e bom som. Especialmente para nós, mulheres, é preciso reconhecer que se indignar, gritar, lutar e reivindicar pode ser um caminho possível para romper silêncios históricos e transformar um mundo ainda tão duro e cruel no que diz respeito aos abusos cometidos contra nós.

O livro é nota 10. Mas é importante saber: pode gerar gatilhos.

O dia mais especial do ano chegou, dia em que comemoramos mais um ano de vida de vocês. Me lembro de cada segundo do nos...
03/01/2026

O dia mais especial do ano chegou, dia em que comemoramos mais um ano de vida de vocês. Me lembro de cada segundo do nosso primeiro encontro e, todos os dias, quando olho para vocês, sinto que novamente sou tomada pela sensação de viver um milagre.

São 8 anos de descobertas, de primeiras vezes, de entrega, de amor, de histórias e memórias construídas. De marcas que nunca se apagarão!

Eu sinto por vocês um amor e um orgulho que as palavras não alcançam descrever.

Minha menina corajosa, inteligente, determinada, engraçada, autêntica, valente e dedicada. T**a qualquer desafio e faz tudo com foco e garra.

Meu menino carinhoso, inteligente, focado, gentil, companheiro, curioso e justo. Leva a vida com empenho e determinação.

Vocês são dois presentes na minha vida. Minhas crianças!!!

Que seja o início de mais um ciclo repleto de dias ensolarados, com muita saúde, brincadeiras, lugares e experiências novas!

Obrigada por serem exatamente quem vocês são.

Amo vocês, mais do que até a lua, ida e volta, mais do que tudo!

Meus piticos gêmeos 🥹

Herança Emocional, da Galit Atlas, com toda certeza foi um presente nessa reta final de 2025.Vencedora do Prêmio Gradiva...
30/12/2025

Herança Emocional, da Galit Atlas, com toda certeza foi um presente nessa reta final de 2025.

Vencedora do Prêmio Gradiva, ela entrega aqui um livro potente, sensível e extremamente bem escrito — daqueles que a gente termina com a sensação de que foi mesmo um presente.

Ao escrever sobre casos clínicos e também sobre sua própria vida, ela se aproxima da teoria de forma sutil, coesa e profunda. É possível ler e, mentalmente, ir fazendo “ticks” nos textos freudianos. Me deparei com Recordar, repetir e perlaborar, o infamiliar, Inibição, sintoma e angústia, Luto e melancolia, A interpretação dos sonhos, e vários outros.

É um livro para quem busca pensar a clínica, o manejo e, principalmente, estudar sobre o trauma transgeracional — dores e padrões não resolvidos que atravessam gerações e se repetem em nossas vidas, muitas vezes sem que tenhamos consciência.

Para mim, um dos pontos fortes é a escrita acessível, sem aquele discurso permeado por palavras difíceis, de quem parece não querer se fazer entender.

Eu amo quem transmite de maneira fluida, com exemplos cotidianos e apontamentos que nos levam a expandir nosso saber.

Eu não sei por que razão esse livro ficou tanto tempo na minha estante. Ele é do tipo: compre e leia agora!

Leiam e me agradeçam depois hahaha 😜

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