Bruna Leoneli

Bruna Leoneli Informações sobre Psicologia; Psicoterapia; Avaliação Psicológica Atualmente é Psicóloga Clínica, com consultório próprio, localizado na cidade de Santos/SP.

Psicóloga formada pela Universidade Paulista - UNIP, aceita pelo programa de Pós-Graduação do Instituto Albert Einstein, no curso de Psicanálise e Saúde. Atuou como Psicóloga em Instituições com diferentes demandas, entre elas: Sessão Lar Abrigo (SELAB), atendendo ás necessidades de pacientes psicóticos; Casa da Vó Benedita, envolvida com elaboração e aplicação de oficinas de criatividade e grupos terapêuticos; E Centro de Referência de Assistência á Vítima (CRAVI), participando ativamente de grupos de discussões com equipes multidisciplinares e atendimentos clínicos.

Fevereiro do jeito que eu amo 💛✨
04/03/2026

Fevereiro do jeito que eu amo 💛✨

28/02/2026

E por aí, qual frase equivale a um ‘eu te amo’? 🥰

Eu sou (…)Um tanto de coisas, ela dizia.A voz que ressoava não era a dela.Era de um outro, que mesmo quando usava roupag...
27/02/2026

Eu sou (…)
Um tanto de coisas, ela dizia.

A voz que ressoava não era a dela.
Era de um outro, que mesmo quando usava roupagens diferentes, ainda era aquela que a sentenciou um dia.

Você é (…)
E ela acedia. Eu sou (…).

Mas não era.

Nas vivências simples,
nos encontros que aqueciam,
nas escolhas em que se sentia viva,
ela não era aquilo que a marcou.

Uma nova voz ecoou,
fazendo questionar se aquilo que
sempre foi um “eu sou”
não era, na verdade, um
“eu acho que você é”.

Às vezes dá medo de se despir das palavras
que usamos para dizer quem somos.
É ficar de alma nua.

Ou, talvez,
só tirar uma armadura.

Ela, que se dizia ser aquilo que tanto a incomodava,
um dia se ouviu de outro lugar.

Ela não era.
Ela estava.

E nem sempre para todos,
mas justamente para aquela voz que insistia
em dizer quem ela era.

A confusão é essa:

separar as vozes que nos atravessam
daquilo que, aos poucos,
começa a soar como próprio.

Separar essas vozes não é se perder.
É, talvez, começar a se encontrar.

26/02/2026

E tem a minha preferida ✨eu resolvo pra você✨ e essa escuto sempreee do meu maridooo 🫣 chega dá arrepio hahahaha

E a sua preferida, qual é?

Uma das coisas mais lindas que já li é que nós, psicanalistas, não deixamos que nada perturbe nossa inabalável esperança...
25/02/2026

Uma das coisas mais lindas que já li é que nós, psicanalistas, não deixamos que nada perturbe nossa inabalável esperança nos poderes ✨curativos da fala✨

E esse combo é justamente sobre isso ❤️‍🩹

Dessa vez, a escolha da leitura passou por um livro nada óbvio: Meias Verdades, de Thomas Ogden. Eu nunca havia ouvido n...
19/02/2026

Dessa vez, a escolha da leitura passou por um livro nada óbvio: Meias Verdades, de Thomas Ogden. Eu nunca havia ouvido ninguém comentar sobre ele — o que, quase dando spoiler, é um pecado.

O romance de Thomas Ogden — que vale mencionar de antemão, é psicanalista — conta a história de uma família, com esposa, marido e dois filhos. E, no meio deles, a irmã de Marta, personagem principal da história.

Durante a leitura, vemos a arte como representante da vida e dos conflitos cotidianos. Lemos, por meio das palavras do escritor-poeta-artista, o desenrolar e as consequências duras de sujeitos que se perdem de si mesmos. Que se enclausuram no silêncio e colecionam gritos nunca autorizados a terem som.

Nessa história, todos são afetados pelos traumas de Marta, que sucumbiu aos ataques mortíferos dos pais. Que, diante da falta de investimento, não pôde investir. Da mulher que, ao longo da vida, morreu aos poucos. Em torno de si.

Todo silêncio, visto como amargura, denunciava o estado de horror ao qual ela estava presa e assujeitada.

Sua vida se tornou tragédia, que derramou sobre os seus — mas de forma diferente em cada um deles — tons de abandono, desamor, angústia e impossibilidades.

Ao longo da exposição da vida de cada personagem, vamos permeando conceitos e compreendendo muito mais cada um deles. Pelo viés de cada perspectiva, apreendemos algo novo.

O que ressoou mais forte por aqui foi como uma rede de apoio amorosa, um olhar atento e uma entrega genuína podem salvar um sujeito — às vezes até de si mesmo. Mas que isso não é tudo e nem sempre é suficiente.

A falta de olhar, de cuidado e de investimento no início da vida é, sim, um fator de suma importância.

Sinto que seja importante dizer também que esse livro pode gerar gatilho (trata sobre ideação $u!cid@)).

Livro excelente, pela história e mais ainda pela possibilidade de estudos. Amei 💛 — e terminei com lágrimas nos olhos.

O que fazemos quando fazemos análise?— essa foi uma pergunta feita por Lacan. E penso que muitos psicanalistas já se deb...
13/02/2026

O que fazemos quando fazemos análise?
— essa foi uma pergunta feita por Lacan. E penso que muitos psicanalistas já se debruçaram sobre ela.

É uma questão inquietante.
Fico pensando nas possíveis respostas: apoiadas em teoria, em casos clínicos, ou ainda na própria experiência de análise.

Há inúmeras possibilidades de recorte para tentar desenhar uma resposta.

Penso que, ao fazer análise, tanto faz a posição ocupada — poltrona ou divã; analista ou analisando. O que fazemos é nos haver com o que nos compõe: aquilo que somos, aquilo que nos atravessa e o que fazemos com isso.

A análise, ao meu ver, é um percurso que nos leva do destino em que estamos perdidos ao destino criado.

É o que possibilita nomear o que antes era indizível, traduzir o que era intraduzível porque nem sequer reconhecíamos o idioma.

É contornar experiências.
É sair de um estado paralisado — onde há excesso de um passado que não passou — e se colocar em movimento.

É tanta coisa…
E talvez por isso, na ânsia de dar conta de tudo, só reste brincar de metaforizar, lançar palavras que tentam tocar a complexidade da coisa toda.

Aí, eu respiro.

Em vez de ficar apenas nas minhas palavras, recorro a Freud.

Em um de seus textos mais potentes, ele afirma que o psicanalista “raramente se sente estimulado a investigações estéticas”, porque não é pela doutrina do belo que orientamos nossa escuta.

Não buscamos sentimentos bonitos, positivos ou bem-ajustados.

Buscamos o sentir — aquilo que toca, paralisa ou movimenta alguém, independentemente da forma que isso assuma.

Não nos assustamos diante da ambivalência que todos nós somos.

Talvez, se fosse preciso responder de modo muito breve, eu diria: numa análise, o que não fazemos é normatizar sujeitos.

Num espaço de análise, não há lugar reservado para alta performance nem para o apagamento de si.

Porque a aposta é sempre na expansão — nunca na redução de alguém até que caiba numa caixinha com a etiqueta “tem que…”.

Por aqui, não temos que nada.

Talvez seja isso que, de algum modo, fazemos quando fazemos análise: sustentar um espaço onde não é preciso se diminuir para ocupar.

Um pack sobre poder das ✨palavras✨
12/02/2026

Um pack sobre poder das ✨palavras✨

Fim.Espaço.Nem sempre é abismo.Dessa vez,esse buraco não afunda.Não há queda.Há caminho.Alguns vazios não acolhem.Outros...
05/02/2026

Fim.

Espaço.

Nem sempre é abismo.

Dessa vez,
esse buraco não afunda.

Não há queda.
Há caminho.

Alguns vazios não acolhem.
Outros, sustentam.

São campos que não nos engolem,
mas possibilitam criação.

Em alguns vazios,
cabe
a imensidão.

Recomeço .

Fazia tempo que um livro não me despertava tanta urgência de leitura. Fui devorando Fique comigo dia após dia, até final...
03/02/2026

Fazia tempo que um livro não me despertava tanta urgência de leitura. Fui devorando Fique comigo dia após dia, até finalizar em uma ou duas semanas.

O livro acompanha a história de um casal e o desenvolvimento da relação entre eles. A partir desse vínculo, somos conduzidos às marcas das histórias familiares individuais e à forma como essas heranças — muitas vezes silenciosas — participam da construção de uma nova família.

No entremeio de tudo isso, algo que toca o real: a ambiguidade dos sujeitos.

Não é simples sustentar essa ambivalência no cotidiano, especialmente em uma sociedade que insiste em nos organizar em polos — ou bons, ou maus; ou certos, ou errados. A narrativa de Fique comigo caminha na contramão disso.

Aqui, não há heróis, vilões ou mocinhas. Há personagens densos, muito bem construídos, que encarnam algo do que somos: sujeitos tentando ser e oferecer o melhor de si diante do que, por vezes, escolhem — e, em outras, do que lhes é imposto. Pessoas que, mesmo desejando acertar, acabam usando meios que nem sempre justificam os fins.

Essa complexidade convoca o leitor a se perguntar sobre si: quem somos, como conduzimos nossas escolhas e de que maneira lidamos com aquilo que nos atravessa de forma mais íntima.

Temas como maternidade, luto, adoecimento, silenciamento, traições e amor percorrem a narrativa de forma sensível e profunda, sem respostas fáceis ou soluções reconfortantes.

Um dos aspectos que mais me tocou foi a dificuldade de comunicação do casal principal — algo tão comum e, ao mesmo tempo, tão adoecedor nas relações. De silêncio em silêncio, constroem-se abismos.

O único ponto que me deixou com uma pontinha de “aaaah” foi o motivo que leva o personagem principal a fazer tudo o que fez. Senti falta de um maior aprofundamento, mas talvez esse vazio também diga algo: ele ecoa a própria impossibilidade de dizer que atravessa a história.

Foi o terceiro livro do ano. Super indico. Amei — e terminei chorando, emocionada! 🥹

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