06/02/2026
Os novos dados do Vigitel, divulgados pelo Ministério da Saúde, mostram um retrato direto: 62,6% dos adultos estão com excesso de peso e 25,7% já têm obesidade.
Para ter noção do tamanho da mudança: em 2006, quando o Vigitel começou, o excesso de peso era 42,6% e a obesidade 11,8%. Em menos de 20 anos, o “normal” virou estar acima do peso.
O levantamento também mostra outras condições caminhando na mesma direção. Diabetes chegou a 12,9% dos adultos em 2024, mais que o dobro do início da série.
Hipertensão foi para 29,7%. Não é só balança. É risco cardiometabólico batendo na porta.
Nem tudo piorou. Atividade física no tempo livre subiu para 42,3% em 2024, era 30% em 2006. Consumo regular de refrigerante e suco artificial caiu para 16,2%, era 30,9% em 2007.
Pela primeira vez, o Vigitel entrou em sono. 20,2% dizem dormir menos de 6 horas por noite e 31,7% relatam pelo menos um sintoma de insônia. Isso importa porque sono ruim é combustível para ganho de peso e piora metabólica.
O Brasil está vivendo uma contradição: mais gente se mexe e toma menos refrigerante, mas o peso e as doenças crônicas continuam subindo. A pergunta que f**a é: o problema é só “falta de força de vontade” ou o ambiente inteiro está empurrando a gente para isso?