29/01/2026
Estar presente no dia do nascimento de um bebê é, para mim, um privilégio imenso. É um momento único, carregado de significado, em que uma nova vida chega ao mundo e uma família começa a se transformar.
Mas esse instante tão emocionante também é um dos mais delicados da vida humana. A transição do útero para o mundo externo exige adaptações complexas — especialmente respiratórias e circulatórias — e nem sempre elas acontecem de forma imediata. Dados mostram que cerca de 2 em cada 10 recém-nascidos não respiram ou não choram ao nascer, e aproximadamente 1 em cada 10 precisa de algum tipo de auxílio para iniciar a respiração. Em situações mais raras, mas possíveis, são necessárias intervenções avançadas, que precisam ser feitas com rapidez, técnica e precisão.
Por isso, desde o momento em que chego à maternidade, meu cuidado já começa. Estou ali para acompanhar esse bebê nos seus primeiros minutos de vida, observando atentamente como ele chega, como respira, como se organiza fora do útero. Avalio a respiração, o tônus, a temperatura, os reflexos, a circulação — cada detalhe importa.
Ao mesmo tempo, meu olhar também se volta para a família. Explico, tranquilizo, respondo perguntas e ofereço segurança. Muitos pais não sabem exatamente o que acontece nos primeiros minutos após o nascimento, e ter um profissional presente, atento e preparado permite que esse encontro tão esperado seja vivido com mais serenidade.
O cuidado não termina na sala de parto. Ele continua na maternidade, acompanhando a adaptação do recém-nascido, prevenindo complicações, orientando a família. E segue depois da alta, nos primeiros dias em casa, nas dúvidas, nas inseguranças e nas descobertas que fazem parte do começo da vida.
É assim que enxergo meu papel como pediatra e neonatologista: unir ciência, preparo técnico e presença humana para cuidar do bebê e de toda a família desde o primeiro instante.
Conte comigo. Sempre.
👩🏻⚕️ Dra. Tanise Ferraz
Pediatra e Neonatologista
CRM 10316-MT | RQE 4739 / 4740