23/04/2026
· O tratamento para epelepsia aumenta expressivamente o risco de infertilidade, sendo este risco maior quanto maior o número de medicamentos em uso. (BLASZYK)
· A eficácia das medicações para convulsão pode ser alterada na gestação - por questões hormonais, alterações na metabolização. Na ligação às proteínas e pelo próprio aumento de peso observado na gravidez (BLASZYK). Com isso, há maior riscos de escapes de crises, caso a medicação não seja ajustada adequadamente.
· Há grande interação dos medicamentos utilizados para epelepsia com os anticoncepcionais, podendo resultar em uma gestação não planejada. É importante, portanto, adequar anticonvulsivante e o método contraceptivo, para evitar que a interação entre medicamentos comprometa a eficácia de ambos.
As gestações na população com epelepsia, portanto, devem ser cuidadosamente programadas. Alguns fármacos (em especial o valproato) podem afetar o desenvolvimento do bebê, principalmente quando há associação de vários medicamentos. Dessa forma, o médico poderá adequar o medicamento e otimizar o controle das crises, de maneira que o risco seja o menor possível.
Não é infrequente em nossa prática clínica ouvirmos que "assim que descobri estar grávida, suspendi imediatamente todas as minhas medicações até conseguir passar nessa consulta". Por mais que orientemos nossos pacientes, está situação ainda ocorre, devido ao desespero de uma gestação não planejada em vigência do uso de medicamentos potencialmente prejudiciais ao feto.
Reforçamos que a medicação jamais deve ser descontinuada sem orientação especializada. O descontrole de crises por retirada abrupta de medicações pode trazer complicações muito maiores para o feto.
Bom dia 🌻