12/02/2026
🪞Quando a imagem criada no celular começa a parecer mais aceitável que o reflexo no espelho, algo precisa ser repensado.
Com a popularização de filtros com inteligência artificial, criamos versões de nós mesmos que não existem: rostos mais simétricos, peles sem textura, traços irreais. A princípio, pode parecer só um “ajuste estético”, mas a longo prazo, esse hábito impacta diretamente a forma como nos percebemos.
Essa discrepância entre a autoimagem digital e a real pode aumentar sintomas de baixa autoestima, dismorfia corporal e até quadros de ansiedade e depressão — principalmente entre adolescentes e jovens adultos.
📱 A tecnologia pode ser uma ferramenta incrível, mas quando ela começa a ditar o que é beleza e a minar a autopercepção, é preciso fazer uma pausa e olhar com mais cuidado para isso.
Se o espelho se tornou desconfortável, talvez o problema não seja seu rosto — e sim o padrão distorcido que te ensinaram a perseguir.
Dr. Gregory Lawrence Pinto
CRM-SP 145000 | RQE 80371