05/02/2026
Há frases que soam calmas, quase inofensivas, mas que silenciosamente nos mantêm presos.
“Sempre foi assim” é uma delas. Ela não grita, não confronta, apenas acomoda. E, nessa acomodação, vai empurrando para longe qualquer possibilidade de escolha, de mudança, de cuidado consigo.
Quando repetimos isso, muitas vezes estamos tentando sobreviver ao cansaço, à frustração ou à dor. É uma forma de dizer: “eu aguentei até aqui”. Mas, sem perceber, também pode virar um acordo silencioso com o que fere, com o que pesa, com o que já passou do limite.
Questionar esse “sempre” não é negar a própria história. É honrá-la. É reconhecer que o fato de algo ter durado muito tempo não o torna saudável, justo ou inevitável. Permanência não é sinônimo de verdade.