05/12/2025
Quando alguém diz que “neurofeedback não funciona”, minha primeira pergunta é: você está falando de qual protocolo, em qual diagnóstico, com qual tipo de estudo?
Hoje, temos evidências como:
➡️ meta-análises mostrando efeitos médios a grandes em TDAH;
➡️estudos com redução de ansiedade e melhora de sono;
➡️revisões indicando benefícios em depressão, TEPT e desempenho cognitivo;
➡️mudanças objetivas em EEG e, em alguns casos, em fMRI.
Ao mesmo tempo, a própria comunidade científ**a vem elevando o padrão de qualidade dos estudos, com checklists como o CRED-nf (Ros et al., 2020), justamente para evitar exageros e promessas infundadas. Para mim, como neuropsicóloga, neurofeedback não é milagre. É uma ferramenta poderosa quando usada com responsabilidade, integrada à psicoterapia, à psiquiatria e às intervenções de estilo de vida.
Salva esse carrossel para ter argumentos na ponta da língua quando alguém disser que “neurofeedback é só placebo”.
**a
Van Doren, J., et al. (2019). Sustained effects of neurofeedback in ADHD: A systematic review and meta-analysis. Eur Child Adolesc Psychiatry, 28(3), 293–305.
Louthrenoo, O., et al. (2021). The effects of neurofeedback training on executive functioning in children with ADHD: A meta-analysis.
Hou, Y., et al. (2021). Neurofeedback training improves anxiety trait and depressive symptoms in GAD. Brain and Behavior, 11(3), e02024.
Schabus, M., et al. (2014). Enhancing sleep quality and memory in insomnia using SMR neurofeedback. Sleep Medicine, 15(1), 37–46.
Lambert-Beaudet, F., et al. (2021). Neurofeedback for insomnia: Current state of research. World Journal of Psychiatry.
Ros, T., et al. (2020). Consensus on reporting and design of neurofeedback studies. Brain.
Treves, I. N., et al. (2024). EEG and fMRI neurofeedback for clinical mental health: A systematic review. Imaging Neuroscience.