16/12/2025
Hoje venho compartilhar com você um pouco sobre a reorganização emocional que ocorre após uma experiência de perda.
Após profundas perdas, algo em nós começa a ser silenciosamente reorganizado. Na travessia do luto, não se perde apenas alguém, mas também futuros imaginados, papéis e versões de si.
Nesse caminhar a psique, para continuar existindo, cria novas formas de sentir às vezes mais silenciosas, às vezes mais rígidas.
Em determinados momentos dessa experiência podemos nos sentir mais rígidos. Esse aparente endurecimento não é frieza.
É adaptação.
Uma tentativa que a psique cria como mecanismo de proteção diante do que foi intenso demais.
Para uma melhor compreensão a neurociência mostra que o luto altera circuitos cerebrais ligados à dor e ao apego.
A psicologia nos lembra que a nossa identidade também se enluta.
E a psiquiatria aponta que esse estado pode ser transitório, saudável, desde que a dor encontre espaço para ser simbolizada e compartilhada.
Na travessia do luto, se torna muito importante abrir espaço para o compartilhamento do sentir com as nossas redes de apoio e ajuda especializada.
Lembre-se: Uma perda não nos endurece. Ela nos reconfigura.
Deixo esse recado com muito carinho para que possamos refletir sobre a importância de sentir, respeitar e acolher as nossas perdas, pois talvez, essa ainda seja a prova da nossa humanidade.
Psicóloga Aline Marília de Lima
CRP: 07/27975
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