28/03/2026
Nos últimos dias precisei me afastar.
Depois de muitas crises intensas de enxaqueca, duas semanas com dores terríveis, meu cérebro entrou em uma “cascata de crises” levando a aura neurológica importante e dor refratária - simplesmente obrigando o meu corpo a parar.
Para quem vive sempre em ritmo acelerado é muito difícil ficar em silêncio, descansar e recuperar.
Quem trabalha cuidando de pessoas sabe que existe uma entrega muito grande nesse caminho. Muitas vezes seguimos em frente mesmo cansados, mesmo com dor, porque sabemos que do outro lado sempre existe alguém precisando de nós.
Quando o trabalho envolve cuidar de vidas, ele acaba virando também uma parte do significado da própria vida.
Mas, nesses últimos dias, foi o meu próprio corpo que pediu cuidado.
Foram dias difíceis, de dor, de exames, de incerteza, de culpa e sensação de inutilidade por não estar na linha de frente; mas também me proporcionou muita reflexão.
Dias em que precisei aceitar algo que nem sempre é fácil para quem está acostumado a cuidar: também somos humanos, também precisamos parar e nos recompor.
Felizmente estou bem e me recuperando.
Ainda estou em ajustes de tratamento, e em processo de recuperação após toda essa tempestade neurológica.
Em breve retorno às minhas atividades, com o mesmo compromisso e o mesmo propósito que sempre me guiaram: cuidar das pessoas da melhor forma possível.
Obrigada a todos que compreenderam minha ausência e enviaram carinho nesse período.
Às vezes, cuidar de si também é parte do caminho para continuar cuidando dos outros.
✨✨✨