PROCARDIO-UFV

PROCARDIO-UFV Informações para nos contatar, mapa e direções, formulário para nos contatar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de PROCARDIO-UFV, Medicina e saúde, Universidade Federal de Viçosa, Viçosa.

O PROCARDIO - Programa de Atenção à Saúde Cardiovascular - tem como objetivos principais: 1) Determinar com maior precisão a magnitude e distribuição dos fatores de risco para DCV nos servidores da UFV e seus dependentes, com a adequação e atualização de questionários e prontuários do PROCARDIO; 2) Alcançar uma melhora no quadro clínico e na qualidade de vida dos pacientes portadores ou com risco para DCV, por meio da intervenção nutricional terapêutica conjuntamente com atividades de educação nutricional (grupos de discussão e consultas telefônicas); 3) Integrar a família dos pacientes na geração de conhecimento sobre alimentação e estilo de vida saudável, inserindo-os nas atividades de educação nutricional do PROCARDIO; 4) Criar uma melhor interação do paciente com os alimentos e a prática culinária através de receituários atrativos e simples e oficinas dietéticas, estimulando-os ao tratamento nutricional, e, consequentemente, influenciando-os de maneira positiva sobre o mesmo.

ESTAMOS DE VOLTA‼️Nossos atendimentos online voltaram! Veja abaixo como participar! ⬇️⬇️⬇️➡️ Se você possui idade igual ...
26/08/2021

ESTAMOS DE VOLTA‼️
Nossos atendimentos online voltaram! Veja abaixo como participar! ⬇️⬇️⬇️

➡️ Se você possui idade igual ou superior a 21 anos, com excesso de peso acompanhado de, pelo menos, alguma das alterações a seguir:
✅ Colesterol elevado;
✅ Pressão alta;
✅ Glicose alta ou diabetes mellitus tipo 2;
✅ Histórico de infarto ou derrame.

➡️ Se você dispõe de algum equipamento eletrônico (computador, celular, tablet) com acesso à internet. 📲💻

✨Agende sua consulta:
➡️ Os agendamentos já podem ser realizados através do nosso WhatsApp (31) 3612-5195 ou através do link que está na nossa BIO do Instagram !
Para maiores informações e para esclarecimento de dúvidas entre em contato conosco através do nosso e-mail procardioufv@gmail.com, que também está na nossa BIO, ou nos mande uma mensagem pelo direct!

✨Esperamos por você! ✨

🔎 Você sabia que o PROCARDIO-UFV:📌 É um projeto de extensão da UFV, que oferece acompanhamento nutricional para pessoas ...
16/03/2021

🔎 Você sabia que o PROCARDIO-UFV:

📌 É um projeto de extensão da UFV, que oferece acompanhamento nutricional para pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e retornará seus atendimentos, agora de forma online.

✨ Quem pode participar?

➡️ Pessoas que possuam vínculo com a UFV (estudante ou servidor), com idade igual ou superior a 21 anos, com excesso de peso acompanhado de, pelo menos, alguma das alterações a seguir:

✅ Colesterol elevado;
✅ Pressão alta;
✅ Glicose alta ou diabetes mellitus tipo 2;
✅ Histórico de infarto ou derrame.

✨Para participar é importante:

➡️ Dispor de algum equipamento eletrônico (computador, celular, tablet) com acesso à internet. 📲💻

➡️ Demais orientações serão disponibilizadas após agendamento da consulta.

✨Agende sua consulta:

➡️ Os agendamentos já podem ser realizados através do nosso WhatsApp (31) 3612-5195.

‼️Para maiores informações e para esclarecimento de dúvidas entre em contato conosco através do nosso e-mail procardioufv@gmail.com ou nos mande um direct. ‼️

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Hoje, dia 31 de agosto, comemoramos o dia do Nutricionista.O nutricionista é um profissional de saúde que desenvolve açõ...
31/08/2020

Hoje, dia 31 de agosto, comemoramos o dia do Nutricionista.
O nutricionista é um profissional de saúde que desenvolve ações de promoção da saúde, cuidado e aconselhamento nutricional, com enfoque na educação alimentar e nutricional, dietética e segurança alimentar, destinadas a um indivíduo ou a um grupo populacional.
Devido ao seu conhecimento sobre os alimentos e seus efeitos na saúde humana, é responsável por nos orientar sobre a importância da alimentação adequada e saudável, além de nos ajudar no planejamento da nossa rotina alimentar.
As visitas ao nutricionista devem fazer parte do cotidiano de qualquer pessoa que se preocupe com a própria saúde.
Parabéns a todos os nutricionistas e muito obrigado por zelarem pela nossa alimentação, saúde e bem-estar.
Referências:
Fonte:
Conselho Federal de Nutricionistas – CFN
www.cfn.org.br
Conselho Regional de Nutricionistas da 9ª Região – MG
www.crn9.org.br/

No fim de 2019, o Novo Coronavírus foi nomeado como SARS-CoV-2, sendo o vírus causador da doença respiratória conhecida ...
01/07/2020

No fim de 2019, o Novo Coronavírus foi nomeado como SARS-CoV-2, sendo o vírus causador da doença respiratória conhecida como Covid-19 (1). A idade avançada e algumas doenças pré-existentes são condições clínicas de risco que aumentam a chance de complicações da Covid-19. (2).Portanto, pessoas que apresentem alguma destas condições são consideradas grupos de risco:
• Idade Avançada (principalmente, a partir dos 60 anos);
• Obesidade;
• Doenças Crônicas Não Transmissíveis, como: Diabetes, Câncer, Hipertensão Arterial;
• Asma e Problemas Pulmonares
• Demência e outros Problemas Neurológicos
Mas por quê? Em tais condições pode ocorrer o enfraquecimento do sistema imunológico, comprometimento do sistema cardiovascular, sensibilização do sistema pulmonar tornando-o propenso a diversas infecções, aumento da secreção respiratória e debilidade das funções motoras.
Então, quais os cuidados a serem tomados por pessoas que fazem parte dos grupos de risco? Primeiramente, os cuidados adotados devem ser redobrados em relação a higiene pessoal, limpeza de materiais, distanciamento e uso de máscaras social. Além disso, é importante que as pessoas incluídas nos grupos de risco continuem tomando seus medicamentos conforme, recomendação médica, e não cessem seus tratamentos (3).

(1) Ministério da Saúde. Protocolo de Manejo Clínico do Coronavírus (COVID-19) na Atenção Primária à Saúde. Brasília. Secretaria de Atenção Primária a Saúde. Brasília-DF. 2020
(2) Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico 7- COE Coronavírus - 06.abril. 2020. Secretaria de Vigilância em Saúde.
(3) Centro de Tecnologia Educacional (CTE) - UERJ. Boletim Informativo: Grupos de Risco: o que são e cuidados com pacientes com doenças crônicas. Rio de Janeiro. 2020

São inúmeras as dietas da moda disponíveis em sites e blogs não científicos, com diferentes nomes e abordagens. Mas elas...
23/06/2020

São inúmeras as dietas da moda disponíveis em sites e blogs não científicos, com diferentes nomes e abordagens. Mas elas têm em comum os fatos de serem altamente restritivas, não terem comprovação científica e não serem sustentáveis em longo prazo. No geral, essas dietas podem causar malefícios como:
• Distribuição inadequada dos macronutrientes (carboidratos, proteínas e lipídeos), com quantidades muito baixas de carboidratos;
• Aumentam o risco de deficiência de micronutrientes (vitaminas e minerais);
• Podem gerar sentimentos de fracasso e frustração elevando o risco de distúrbios alimentares como compulsão alimentar e anorexia nervosa, dentre outros;
• Podem levar ao aumento de peso por serem muito baixa em calorias, aumentando a concentração de hormônios do estresse que aumentam o apetite;
É essencial que todos os indivíduos que precisam perder peso procurem nutricionistas comprometidos com a ética e com a saúde de seus clientes. O PROCARDIO-UFV atua de forma responsável, priorizando a saúde e o bem-estar de seus pacientes, respeitando suas individualidades e, sobretudo, respeitando a Ciência da Nutrição.

A obesidade é uma doença caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal em um nível que compromete a saúde dos...
19/06/2020

A obesidade é uma doença caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal em um nível que compromete a saúde dos indivíduos, acarretando prejuízos tais como alterações metabólicas, dificuldades respiratórias e do aparelho locomotor, ademais daquelas relacionadas às doenças cardiometabólicas (diabetes, hipertensão, etc). 1
A tendência secular no aumento da obesidade parece ocorrer paralelamente à redução na prática de atividade física e aumento no sedentarismo. Além disso, uma redução natural no gasto energético é observada com a modernização, ou seja, transporte motorizado, equipamentos mecanizados que diminuem o esforço físico de homens e mulheres tanto no trabalho como em casa. 2
Dados do VIGITEL mostram que a prevalência de adultos ativos - brasileiros que praticam atividade física, como caminhada, natação e dança, regularmente, ou seja, mantém por semana mais de 150 minutos de atividade moderada ou por 75 minutos atividade vigorosa – aumentou durante a última década, mas ainda é de apenas 39%. 3
Deste modo, o sedentarismo, assim como os hábitos alimentares poucos saudáveis, com excesso de calorias e pobres em nutrientes representam importantes de risco no desenvolvimento da obesidade mundial. Por sua vez, logo, a prática regular da atividade física apresenta resultados benéficos importantes nos indivíduos acometidos com obesidade e as suas doenças associadas, independentemente do gênero, da idade e do nível de condicionamento físico. 2,4
A equipe PROCARDIO-UFV atua na prevenção e no tratamento da obesidade através de reeducação alimentar e aconselhamento nutricional a partir de planos alimentares individuais, respeitando as características bioquímicas e metabólicas de cada paciente. Além disso, a equipe sempre enfatiza nas consultas a importância da atividade física e de um profissional capacitado para a mesma.



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. WANDERLEY, Emanuela Nogueira; FERREIRA, Vanessa Alves. Obesidade: uma perspectiva plural. Ciência & Saúde Coletiva, v. 15, n. 1, p. 185-194, 2010.

2. PEREIRA, Luciana O.; FRANCISCHI, Rachel P. de; LANCHA JR, Antonio H. Obesidade: hábitos nutricionais, sedentarismo e resistência à insulina. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia, v. 47, n. 2, p. 111-127, 2003.

3. QUATRO EM CADA 10 BRASILEIROS PRATICA ATIVIDADES FISICAS REGULARMENTE. Disponível em: . Acesso em: 08 jun. 2020.

4. CIOLAC, Emmanuel Gomes; GUIMARÃES, Guilherme Veiga. Exercício físico e síndrome metabólica. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, v. 10, n. 4, p. 319-324, 2004.

Em uma pesquisa da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) do...
09/06/2020

Em uma pesquisa da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) do Ministério da Saúde, publicada em 2019 constata-se que mais da metade da população brasileira tem excesso de peso, e que esse dado teve um aumento de 30,8% quando comparado aos dados de 2006. Para o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira, o aumento da obesidade entre a população se deve ao aumento do consumo de alimentos ultraprocessados (1).
Dito isso, como o consumo de alimentos ultraprocessados se relacionam com a obesidade? Esta classe de alimentos, mais recentemente definida, pelo Ministério da Saúde, como formulações industriais fabricadas quase que exclusivamente a partir de substancias extraídas de alimentos (óleos e gorduras), ou derivados desses elementos (gorduras hidrogenada e amido modificado) ou sintetizadas em laboratório a partir de substancias orgânicas como petróleo e carvão(corantes, aromatizantes), são excessivas em açúcares, sódio, gorduras saturadas e hidrogenadas, e pobres em fibras, vitaminas, minerais em sua composição (2). O consumo desses alimentos pode levar, portanto, a um consumo excessivo de calorias e alterações no organismo que resultam no desenvolvimento de doenças crônicas, tais como obesidade, dislipidemias, hipertensão e síndrome metabólica (3).
Alguns alimentos que se enquadram na classificação de ultraprocessados são guloseimas em geral, cereais açucarados, temperos, macarrão e sopas instantâneas, refrescos, bebidas e iogurtes adoçados e aromatizados artificialmente, produtos pré-aquecidos como pizza, hamburguer, embutidos, dentre outros. Normalmente, possuem extensas listas de ingredientes, com nomes pouco conhecidos ou difíceis de entender (2).
A equipe do PROCARDIO-UFV em seu atendimento nutricional individual atua na promoção de uma alimentação adequada e saudável, incentivando o consumo de alimentos in natura e desestimulando a utilização dos alimentos ultraprocessados a fim de controlar as doenças crônicas mais prevalentes entre nossos pacientes com risco cardiovascular.


1. BRASIL. Ministério da saúde. Brasileiros atingem maior índice de obesidade nos últimos treze anos. 2019.

2. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Guia alimentar para a população brasileira / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – 2. ed., 1. reimpr. – Brasília: Ministério da Saúde, 2014.


3. SILVA MENEGUELLI, Talitha et al. Food consumption by degree of processing and cardiometabolic risk: A systematic review. International Journal of Food Sciences and Nutrition, p. 1-15, 2020.

A obesidade é uma doença de origem multifatorial, que se resume na interação de fatores dietéticos, ambientais e genétic...
02/06/2020

A obesidade é uma doença de origem multifatorial, que se resume na interação de fatores dietéticos, ambientais e genéticos.1 Dados do Ministério da Saúde apontam que entre 2006 e 2018 a obesidade aumentou 67,8% no Brasil, e, juntamente com ela, o excesso de peso, que aumentou 30,8%.2
O excesso de gordura corporal, característico da obesidade, é devido a um balanço energético positivo, consequente de um elevado fornecimento de energia e resistência à insulina. Este, por sua vez, está associado à mudança do perfil nutricional, com a introdução das refeições fora de casa, associadas a um alto consumo alimentos processados e ultraprocessados e baixo consumo de hortaliças e frutas, que contribuem para que o corpo entre em um estado inflamatório.3,4
Nesse contexto, é importante levar em consideração fatores ambientais, como a inatividade física. Hábitos de vida sedentários, atrelados a uma alimentação não saudável, contribuem para esse elevado fornecimento de energia. 5 Um estudo realizado com jovens adultos encontrou uma associação entre excesso de peso e horas de televisão assistida, mais a não prática de atividade física.6 Ademais, outros fatores como o tabagismo e o álcool também devem ser considerados de risco, não só para a obesidade, como para todas as doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs). 5
Os aspectos genéticos da obesidade estão relacionados a mutações em genes responsáveis pelo controle do apetite e do metabolismo. Os locais no genoma associados à obesidade, carregam genes envolvidos nas vias de regulação do apetite e da saciedade, da secreção e ação da insulina, do metabolismo energético e lipídico. Estes aspectos, juntamente com fatores ambientais, podem desencadear mudanças epigenéticas que vão intervir no fenótipo da obesidade e, consequentemente, na sua hereditariedade. 7
A equipe do PROCARDIO-UFV atua no tratamento da obesidade, através do aconselhamento nutricional, juntamente com ações e estratégias de caráter individual, baseadas em uma nutrição personalizada, sendo feitos os devidos ajustes de calorias e nutrientes de acordo com o diagnóstico, com o intuito de atingir os objetivos terapêuticos e do paciente, garantindo, assim, sua saúde.

1. RIBEIRO, G.; SANTOS, O.; SAMPAIO, D. Obesidade: um fenótipo de dependência. Revista Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo, vol 10, n. 2, p. 193-199, dec 2015.

2. BRASILEIROS ATINGEM MAIOR ÍNDICE DE OBESIDADE NOS ÚLTIMOS TREZE ANOS. Disponível em: . Acesso em: 24 abr. 2020.

3. TARDIDO, A. P.; FALCÃO, M. C. O impacto da modernização na transição nutricional e obesidade. Rev Bras Nutr Clin, 21(2), p.117-24, 2006.

4. SILVEIRA, B. K. S., DE NOVAES, J.F., REIS, N.A., LOURENÇO, L.P., CAPOBIANGO, A. H. M., VIEIRA, S.A., HERMSDORFF, H. H. M. "Traditional" and "Healthy" Dietary Patterns Are Associated with Low Cardiometabolic Risk in Brazilian Subjects. Cardiol Res Pract., Nov, 2018.

5. CUREAU, F. V. SPARRENBERGER, K.; BLOCH, K. V.; EKELUND, U.; SCHAAN, B. D. Associações de múltiplos comportamentos não saudáveis ao estilo de vida com sobrepeso/obesidade e obesidade abdominal em adolescentes brasileiros: uma pesquisa em todo país. Nutrição, Metabolismo e Doenças Cardiovasculares, vol. 28. ed. 7. p. 765-774. jul., 2018.

6. MARTINEZ-MOYA et al. Associação entre horas de TV assistidos, atividade física, sono e excesso de peso entre os jovens adultos. Diário Sanitário. Volume 28, Edição 3 , Maio - Junho de 2014, Páginas 203-208.

7. ROHDE et al. Genética e Epigenética na Obesidade. Metabolismo, vol. 92, p. 37-50, mar 2019

Dando continuidade à série Microbiota Intestinal, vamos abordar hoje sobre a influência da alimentação nesse contexto. A...
28/05/2020

Dando continuidade à série Microbiota Intestinal, vamos abordar hoje sobre a influência da alimentação nesse contexto. A composição da microbiota intestinal possui características diferentes para cada indivíduo e, mesmo quando essa chega na sua maturidade e apresente uma composição estável, ela pode ser alterada nos indivíduos por estímulos internos e externos (1). Como já vimos, a modulação da microbiota pode resultar em melhoria da saúde geral humana e nos fatores de inflamação que favorecem o agravamento ou aparecimento das doenças cardiometabólicas.
A alimentação é um desses fatores externos que tem uma relação com a composição e a modulação da microbiota, já que usam os nutrientes ingeridos para processos biológicos fundamentais. Dessa forma, mudanças nos padrões alimentares do hospedeiro alteram o metabolismo bacteriano e favorecem as espécies mais adequadas para o uso de fontes de combustível consumidas (1).
Vamos apresentar resultados científicos atuais sobre nutrientes e compostos bioativos da dieta, e como se relacionam com a microbiota:
Carboidratos (CHO):
• CHO simples causam uma alteração na microbiota e disfunção metabólica em estudos com animais, de maneira isolada ou quando combinado com uma dieta rica em gordura e estilo ocidental (2,3).
• CHO complexos se comportam de uma maneira diferente. Possuem fibras na sua composição e outas partes não digeríveis, como o amido resistente, as quais são partes indigestas para seres humanos, mas metabolizada, através de fermentação, por essas bactérias como fontes primárias de energia (1). Estudos apontam que a redução na ingestão de CHO complexos resulta em mudança na composição da microbiota, selecionando aquelas espécies que se alimentam de glicoproteínas da camada de muco intestinal como fonte de energia alternativa. Em longo prazo, isso compromete a integridade da barreira intestinal e aumenta a inflamação e a suscetibilidade a patógenos. Outra consequência é a baixa produção de ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), produtos da fermentação bacteriana, que fornecem energia diretamente aos colonócitos, regulam a expressão gênica, metabolismo energético, a homeostase intestinal e as respostas imunes (1). Esses CHO complexos, com fibras e componentes fermentáveis para as bactérias intestinais, são encontradas em cereais integrais, frutas, legumes, leguminosas, temperos (alho, cebola) entre outros (1,4).
Lipídeos: em estudos com animais, uma dieta gordurosa modifica a composição de bactérias com o aumento do nível do filo de Firmicutes e Proteobacteria e diminuição de Bacteroidetes, essa composição permite a extração de nutrientes com maior eficiência, levando a uma diminuição da perda energética pelas fezes e, assim, é mais um fator para contribuir com o balanço energético positivo(1,5). É importante destacar que o tipo de lipídeo ingerido também influencia nos efeitos metabólicos na microbiota. O alto consumo de gordura saturada provocou resistência a insulina, inflamação do tecido adiposo e reduções na diversidade filogenética, enquanto, o consumo de ômega-3 apresenta resultados como fator de proteção (1). Os alimentos que são ricos em ômega-3 são peixes de água fria e profunda (salmão, atum, sardinha), óleos vegetais, oleaginosas, sementes (chia, linhaça), enquanto a gordura saturada pode ser encontrada em alimentos de origem animal (gorduras da carne vermelha, pele de aves, bacon, leite integral, creme de leite, manteiga) e em alimentos ultraprocessados (biscoitos recheados, sorvetes, chocolates) que utilizam óleo de palma em sua composição. De fato, estudos têm mostrado que, além do óleo de palma estar associado com ganho de peso e ao acúmulo de gordura hepática, seria também capaz de induzir alterações na composição da microbiota intestinal (aumento da proporção de Firmicutes) e na expressão gênica da mucosa (6).
Aditivos alimentares: o impacto dessas substâncias na microbiota humana e no organismo é uma área que precisa ser mais estudada. Em estudos em animais com emulsificantes alimentares (polissorbato-80 e carboximetilcelulose), a obesidade, inflamação intestinal, e a disfunção metabólica foram induzidas na ausência de outras manipulações alimentares. Além disso, estudos com adoçantes tem se associado com alterações metabólicas, como a resistência à insulina (1). Sendo assim, é importante minimizar o consumo de alimentos processados e ultraprocessados e valorizar alimentos naturais e minimamente processados, de acordo com o Guia alimentar para a população brasileira (7).
O PROCARDIO-UFV, um programa de extensão com interface à pesquisa, atende indivíduos com risco ou doenças cardiometabólicas, realizando atendimento nutricional de forma minuciosa e específica para cada pessoa, levando em conta todos os fatores para tratamento. Por isso, procure nossa equipe para mudança de hábito alimentar e planejamento de uma alimentação saudável e adequada.

1- GENTILE, Christopher L.; WEIR, Tiffany L. The gut microbiota at the intersection of diet and human health. Science, v. 362, n. 6416, p. 776-780, 2018.

2- COLLINS, Kelsey H. et al. A high-fat high-sucrose diet rapidly alters muscle integrity, inflammation and gut microbiota in male rats. Scientific reports, v. 6, p. 37278, 2016.

3- MASTROCOLA, Raffaella et al. Fructose liquid and solid formulations differently affect gut integrity, microbiota composition and related liver toxicity: a comparative in vivo study. The Journal of nutritional biochemistry, v. 55, p. 185-199, 2018.

4- NUNES, Michely Lopes; GARRIDO, Marilene Porawski. A obesidade e a ação dos prebióticos, probióticos e simbióticos na microbiota intestinal. Nutrição Brasil, v. 17, n. 3, p. 189-196, 2019.

5- JUMPERTZ, Reiner et al. Energy-balance studies reveal associations between gut microbes, caloric load, and nutrient absorption in humans. The American journal of clinical nutrition, v. 94, n. 1, p. 58-65, 2011.

6- DE WIT, Nicole et al. Saturated fat stimulates obesity and hepatic steatosis and affects gut microbiota composition by an enhanced overflow of dietary fat to the distal intestine. American Journal of Physiology-Gastrointestinal and Liver Physiology, v. 303, n. 5, p. G589-G599, 2012.

7- BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Guia alimentar para a população brasileira. Ministério da Saúde, 2014.

A hipertensão arterial sistêmica (HAS), também conhecida como pressão arterial alta ou elevada (>140/90 mmHg ), é uma co...
17/05/2020

A hipertensão arterial sistêmica (HAS), também conhecida como pressão arterial alta ou elevada (>140/90 mmHg ), é uma condição na qual os vasos sanguíneos aumentam de maneira persintente sua pressão ( SBC, 2016; OMS, 2019). Atualmente, a HAS é considerado um problema de saúde pública, pois aumenta o risco de doenças cardiovasculares, cerebrais e renais, principais causas de morte em todo o mundo (OMS, 2019).
Vários fatores estão envolvidos na causa do desenvolvimento da HAS, incluindo os não modificáveis, como genética, idade, s**o e etnia, e os modicáveis, relacionados ao estilo de vida, como sedentarismo, etilismo, tabagismo e alimentação inadequada (CAREY, BOSWORTH, 2018). Dentre todos, vamos dar atenção à alimentação, pois um planejameto alimentar inadequado, caracterizado pelo consumo de alimentos com alto valor calórico e teores de açúcares, sódio e gordura, baixo valor nutritivo, pobre em fibras e micronutrientes, está associado à ocorrência de doenças crônicas como a HAS (BRASIL, 2014, SBC 2016).
Nesse sentido, as práticas alimentares que atualmente tem sido recomendada com efeitos cientificamente comprovados na redução da PA, além de ser uma boa alternativa na prevenção e tratamento da HAS são: a ingestão de frutas e hortaliças, azeite de oliva, produtos lácteos com baixo teor de gordura, peixe, nozes, cereais integrais, e menor consumo de carne vermelha, açúcares e doces (PIPER et al., 2012).
O controle no consumo do sal de cozinha também é muito importante. A Organização Mundial de Saúde (OMS), recomenda um consumo menor que cinco gramas (uma colher de chá) por dia, equivalente a 2.000 mg de sódio (OMS, 2007). Aliada a essas práticas, o controle do consumo de álcool também faz parte das medidas eficazes prevenção ou tratamento da doença (SBC, 2016).
Uma alimentação saúdavel baseada nas recomendações do guia alimentar da população Brasileira, caracterizada pelo consumo diário equilibrado de vários alimentos in natura e minimamente processados, como cerais, tubérculos, feijões, frutas, verduras, legumes e carnes, pode trazer beneficios na saúde e prevenir ao ocorrência de doenças crônicas assim como a HAS (BRASIL, 2014).
O sucesso do tratamento nutricional dos hipertensos não resulta apenas da adoção de padrão alimentar com o consumo diário de frutas, verduras, legumes e alimentos ricos em fibras (cereais integrais) e redução do consumo de alimentos ricos em gorduras, sal e açúcar, outros hábitos de vida saudáveis como prática regular de atividade física redução de consumo de álcool e realização do tratamento medicamentoso adequado devem ser levados em consideração.

BIBLIOGRAFIA
BRASIL. Guia Alimentar para a População Brasileira Guia Alimentar para a População Brasileira. 2a edição ed. Brasilia: 2014, 2014.

CAREY, BOSWORTH, W. Reprint of: Prevention and Control of Hypertension. , v. 72, n. 23, 2018.

OMS. Reducing Salt intake in Populations: Report of a Technical meeting WHO Forum and. Geneva; Switzerland: World Health Organization, 2007.

OMS. Organização Mundial de Saúde. , 2019. Geneva. Disponível em: . .
SBC, 7a DIRETRIZ BRASILEIRA DE HIPERTENSÃO ARTERIAL. Capítulo 1 - Conceituação, epidemiologia e prevenção primária. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 107, n. 3, p. 1–103, 2016.

A microbiota é constituída por fungos, bactérias e vírus, contém de 300 a 500 espécies diferentes de bactérias, variando...
14/05/2020

A microbiota é constituída por fungos, bactérias e vírus, contém de 300 a 500 espécies diferentes de bactérias, variando de indivíduo para indivíduo, gerando uma atividade metabólica intensa principalmente no intestino e no cólon, pois nesses órgãos são formados um ambiente mais favorável para as bactérias se proliferarem, melhorando assim, a digestão e absorção dos nutrientes (1). A microbiota intestinal tem várias funções que são significantes e bem estabelecidas, sendo importantes as de proteção anti-infecciosa que fornecem resistência à colonização por micro-organismos exógenos; a imuno-modulação, que possibilita uma ativação das defesas imunológicas e, por fim, a contribuição nutricional resultante das interações locais e dos metabólitos produzidos oferecendo fontes energéticas e de vitaminas (2).
​Muitas são as funções desempenhadas e estabelecidas pelo sistema gastrointestinal, a alta atividade metabólica e endócrina do tratogastrointestinal são importantes exemplos que têm influência sobre a saúde e o bem-estar do ser humano. As bactérias que colonizam o tratogastrointestinal são determinantes na manutenção da homeostase do hospedeiro (3). Uma ótima composição e função da microbiota intestinal pode repercutir nos processos digestórios, absorção de nutrientes, defesa contra enteropatógenos, desenvolvimento de uma boa resposta imune, saúde biopsicossocial, controle metabólico e prevenção das doenças crônicas não transmissíveis (4).​Evidências indicam que uma microbiota desequilibrada, ou seja, quando ocorre predomínio das bactérias patogênicas sobre as bactérias benéficas, pode contribuir para o desenvolvimento de diversas doenças tais como alergias alimentares, doenças inflamatórias, mudanças de humor, entre outras. Sendo assim, o cuidado com sistema gastrointestinal, melhora-se o sistema imunológico e, consequentemente, pode ser possível viver com mais disposição e saúde (5, 6, 7). Alguns fatores poderiam ser causas desta alteração da microbiota intestinal, o uso indiscriminado de antibióticos e anti-inflamatórios hormonais e não hormonais; o abuso de laxantes; o consumo excessivo de alimentos processados em detrimento de alimentos crus; a excessiva exposição a toxinas ambientais; as doenças consumptivas, como câncer e síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS); as disfunções hepatopancreáticas; a diverticulose, e o estresse (8).
​O PROCARDIO orienta seus pacientes a desenvolverem hábitos alimentares saudáveis, mediante plano alimentar pensado e desenvolvido de forma personalizada, de acordo com a necessidade individual de cada paciente. É sabido que uma alimentação mais saudável e equilibrada, rica em alimentos fonte de fibra tais como leguminosas, cereais integrais, frutas e hortaliças, é essencial para o bom funcionamento do intestino e manutenção de uma microbiota intestinal saudável, afetando diretamente na qualidade de vida. Além disso, para obter todos esses efeitos positivos à saúde, é importante buscar uma mudança não somente nos hábitos alimentares, mas também no estilo de vida, como no aumento na ingestão de líquidos e na prática regular de atividade física, para isso, procure sempre a orientação de um profissional capacitado.

Referências:
1. PRAKASH, S. et al. The Gut Microbiota and Human Health with an Emphasis on the Use of Microencapsulated Bacterial Cells. Journal of Biomedicine and Biotechnology, vol. 2011, p. 1-12. Jul. 2011.

2. PENNA, F.; NICOLI, J. Infl uence of colostrum on normal bacterial colonization of the neonatal gastrointestinal tract. Jornal de Pediatria, Porto Alegre, v. 77, n. 4, p. 251-252, jul./ago. 2001.

3. BERDANI, R.; ROSSI, E. Microbiota intestinal e probióticos: implicações sobre o câncer de cólon. Jornal Português de Gastrenterologia, Lisboa, v. 15, p. 19-28, jan./ fev. 2009.

4. FERNANDES, Tadeu Fernando. Impactos da microbiota intestinal na saúde do lactente e da criança em curto e longo prazo. International Journal of Nutrology, v. 10, n. S 01, p. S335-S342, 2017.

5. LEITE, L. et al. Papel da microbiota na manutenção da fisiologia gastrointestinal. Boletim Informativo Geum, v. 5, n. 2, p. 54-61, 2014.

6. SILVA LFG. Disbiose intestinal: conheça as causas e os tratamentos. 2001.

7. Povoa H. O cérebro desconhecido: como o sistema digestivo afeta nossas emoções, regula nossa imunidade e funciona como um órgão inteligente. Rio de Janeiro:Objetiva;2002. 222p.

8. ALMEIDA, L. B.; MARINHO, C. B.; SOUZA, C. S.; CHEIB, V. B. P. Disbiose intestinal. Revista Brasileira de Nutrição Clínica. São Paulo, v. 24, n. 1, p. 58-65, dez. 2009.

As doenças cardiometabólicas, tais como obesidade, hipertensão arterial, diabetes mellitus tipo 2, síndrome metabólica e...
08/05/2020

As doenças cardiometabólicas, tais como obesidade, hipertensão arterial, diabetes mellitus tipo 2, síndrome metabólica e doenças cardiovasculares apresentam um grande impacto para a qualidade de vida dos indivíduos e para a saúde pública de um país (1). Os fatores de risco clássicos para o desenvolvimento dessas doenças englobam alimentação inadequada, inatividade física, tabagismo e alcoolismo(2). Recentemente, a literatura também aponta a alteração da microbiota intestinal como um fator de risco para o desencadeamento ou progressão dessas doenças(3).
Em nosso intestino possuímos bactérias benéficas, chamadas de probióticas, mas também bactérias ruins, conhecidas como patogênicas. Alguns fatores como alimentação inadequada, falta de exercícios físicos, idade e uso prolongado de antibióticos podem fazer com que as bactérias patogênicas aumentem e as bactérias benéficas diminuam. A isso chamamos de disbiose(1).
Na disbiose ocorre uma alteração da permeabilidade da barreira intestinal e liberação de endotoxinas pelas bactérias patogênicas. Com a barreira intestinal alterada, essas endotoxinas caem na circulação sanguínea e se ligam à receptores nas células, estimulando a síntese de citocinas pró-inflamatórias como interleucina-6 (IL-6) e fator de necrose tumoral (TNF-α) que, por sua vez, podem gerar inflamação crônica de baixo grau e resistência à insulina. Essas condições favorecem o aparecimento e o agravamento das doenças cardiometabólicas(3,4,5,6).
Nesse sentido, a modulação da microbiota intestinal é considerada um alvo terapêutico promissor para o tratamento dessas doenças. Uma alimentação saudável rica em fibras, vitaminas, minerais e fitoquímicos exerce um papel crucial na proteção da saúde intestinal, já que permite aumentar a proporção de bactérias benéficas em relação às patogênicas.
O PROCARDIO, que é um programa especializado em atender indivíduos com doenças cardiometabólicas, atua de forma integrativa, dando atenção a todos os fatores de risco que podem contribuir para o agravo dessas doenças. Por isso, o cuidado com a saúde intestinal também faz parte das nossas condutas.
Fiquem ligados no próximo post, nele falaremos sobre como a alimentação pode melhorar a saúde do intestino.

Referências

1 - Warmbrunn MV, Herrema H, Aron-Wisnewsky J, Soeters MR, Van Raalte DH, Nieuwdorp M. Gut microbiota: a promising target against cardiometabolic diseases. Expert Rev Endocrinol Metab. 2020; 15(1):13-27.

2- Maury- Sintjago E, Parra-Flores J, Rodríguez-Fernández A. Coocorrência de fatores de risco para doenças cardiometabólicas: alimentação não saudável, tabaco, álcool, estilo de vida sedentário e aspectos socioeconômicos. Arq. Bras. Cardiol. 2019; 113(4).

3- Kappel BA, Federici M. Gut microbiome and cardiometabolic risk. Rev Endocr Metab Disord. 2019; 20(4): 399-406.

4 – Moreira APB. Influência da dieta na endotoxemia metabólica. HU Revista. 2013; 40(3 e 4): 203-208.

5 – Moraes ACF, Silva IT, Almeida-Pititto B, Ferreira SRG. Microbiota intestinal e risco cardiometabólico: mecanismos e modulação dietética. Arq Bras Endocrinol Metab. 2014; 58(4): 317-327.

6 - Fei N, Bernabé BP, Lie L, Baghdan D, Bedu-Addo K, Plange-Rhule J, et al. The human microbiota is associated with cardiometabolic risk across the epidemiologic transition. PLoS one. 2019; 14(7): 1-24.

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