14/12/2025
Existe uma expectativa silenciosa sobre todos nós, a de que a vida não seja só passagem, mas contribuição. Que a nossa história não termine em nós, que ela se desdobre em algo que permaneça quando a rotina acabar, quando o nome sair de cena, quando o tempo fizer o que sempre faz.
Por isso, ao longo da vida, vamos sendo chamados a construir mais do que momentos. A plantar algo que cresça sem a nossa presença, a escrever algo que fale quando a nossa voz já não estiver aqui, a organizar um caminho tão bem estruturado que outras pessoas consigam atravessar com menos dor, menos confusão, mais clareza.
E talvez seja isso que esperem de nós, não perfeição, nem fama, nem aplauso. Esperem coragem, profundidade e responsabilidade. A coragem de amadurecer, a profundidade de dar sentido ao que vivemos, a responsabilidade de não desperdiçar o que aprendemos.
Porque legado não é vaidade, é serviço. É olhar para o que você recebeu, para o que você sofreu, para o que você venceu, e transformar isso em algo que sustente, inspire e conduza. No fim, não é sobre deixar algo grande, é sobre deixar algo verdadeiro, e verdadeiro o suficiente para continuar frutificando.