10/12/2025
Sim, a misoginia é cultural.
Você pode ter aprendido isso muito cedo: na família, na igreja, na comunidade, em modelos de masculinidade que colocavam a mulher em um lugar menor.
Mas quando só você continua repetindo esse padrão, ele deixa de ser apenas cultural e passa a ser pessoal.
Todos nós carregamos impulsos agressivos — isso é humano.
A diferença está em como lidamos com eles.
Quando a agressividade vira ataque, desqualif**ação da mulher, deboche, humilhação ou controle, estamos diante de um funcionamento infantil e rígido, que precisa se sentir superior para não encarar a própria fragilidade.
É uma defesa antiga, que tenta proteger o ego, mas machuca o outro no processo.
Mas existe um caminho de evolução interna: a passagem para um lugar de responsabilidade emocional.
É quando o sujeito começa a perceber o impacto que causa no outro.
É quando entende que sua agressividade não é força, mas medo travestido de dureza.
E que reparar é sinal de maturidade, não de fraqueza.
Então, a pergunta que f**a é:
Você quer continuar repetindo o padrão cultural, ou quer assumir sua parte e crescer?
Porque você não vai deixar de ser homem ao abandonar a misoginia.
Não vai perder força nem identidade.
Pelo contrário: vai se tornar um homem mais responsável, mais inteiro e mais capaz de se relacionar com respeito.
Ser homem não é dominar.
É ter consciência.
É saber que repetir violência é escolha — e que escolher reparar é o início da maturidade emocional.