17/02/2022
Você já deve ter ouvidido a expressão "sangue nos olhos", normalmente referente à motivação ou raiva. Na área oftalmológica, essa é uma expressão popular para a hemorragia subconjuntival. Esse é o tipo de sangramento ocular mais frequente, podendo ser causado por tosse, espirros, esforço físico, trauma ocular, infecção e inflamação ocular, entre outras razões.
O sangramento ocorre quando vasos sanguíneos se rompem na conjuntiva, uma camada fina que reveste internamente a esclera, nome da parte branca dos olhos, e as pálpebras. A esclera é composta por vários vasos sanguíneos bastante frágeis. Quando ocorre um rompimento espontâneo ou um traumatismo, o sangue é rapidamente visto na parte externa.
A hemorragia subconjuntival pode ser acompanhada por alguns sinais e sintomas, como o ardor ou ardência nos olhos, a sensibilidade à luz (fotofobia), visão turva ou embaçada, dor nos olhos, secreção ocular, entre outros. Na maioria dos casos, além do “sangue no olho” ou vermelhidão, não ocorrem outros sintomas, porém, caso surjam, deve-se consultar um médico oftalmologista com urgência, pois existe o risco de surgirem danos irreversíveis na visão e, em último caso, conduzir à cegueira do olho afetado.
O tratamento depende da causa, da extensão e gravidade do derrame, se a mancha de sangue tem interferência ou não com a visão, entre outros fatores que devem ser avaliados pelo oftalmologista. Habitualmente, na maioria dos casos de hemorragia subconjuntival, não é necessário qualquer tratamento, uma vez que o sangue no olho desaparece entre uma a duas semanas. Este tipo de hemorragia mesmo nos casos mais extensos e que causam mais preocupação, evolui sem complicações.
Para se prevenir, é importante atentar-se à saúde ocular. Se ela estiver fragilizada, ou se hemorragias forem comuns, evite excesso de medicamentos, realizar esforços, lesões e alimentos que deixem o seu sangue mais fino. Para maior segurança, uma avaliação oftalmológica periódica é estritamente recomendada, evitando riscos de um diagnóstico tardio.