16/12/2025
Um estudo recente com 1.005 crianças de 6 a 8 anos em Hong Kong sugere que sim: o que elas comem pode ter papel importante no desenvolvimento da miopia.
🔹 Ômega-3 poli-insaturado: crianças com maior ingestão desses ácidos graxos — encontrados em peixes gordos, sementes e oleaginosas — mostraram olhos com comprimento axial menor (medida que indica menor progressão da miopia) e menos erro refrativo míope.
🔹 Gorduras saturadas: ao contrário, maior consumo de gorduras saturadas (como manteiga, óleo de palma, carne vermelha) esteve associado a comprimento axial mais longo e grau de miopia maior.
🔹 Outros fatores foram controlados: tempo ao ar livre, tempo de tela ou de leitura/atividades próximas, índice de massa corporal (IMC), histórico familiar de miopia. Mesmo assim, a dieta manteve sua associação.
O importante: não se trata de dizer que dieta sozinha previne ou cura, mas que pode ser parte de uma estratégia de prevenção. Combinar alimentação saudável com bons hábitos visuais pode fazer diferença.
Na rotina corrida de plantões e atendimentos, vale lembrar: orientar famílias/pais sobre alimentação não é “luxo”, pode entrar no protocolo de saúde ocular.
📌 Fontes: Metrópoles | Correio Braziliense | .cc
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