Lis Simões

Lis Simões Psicoterapeuta CRP 05/59978. Atendimento presencial e Online. Psicóloga UFF
Mestranda UFRJ

Acredito em uma psicologia plural e encontros que despertem para as várias possibilidades da relação ser-no-mundo.

Retrato de um dia em que o mundo se apresentou ao avesso.Porque tem dias que tudo parece um pouco assim, ao contrário, d...
13/11/2020

Retrato de um dia em que o mundo se apresentou ao avesso.

Porque tem dias que tudo parece um pouco assim, ao contrário, de ponta cabeça.

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Quem te ensinou a odiar a sua imagem ou aparência? Quem acabou com a possibilidade de amar a si a partir daquilo que pod...
29/10/2020

Quem te ensinou a odiar a sua imagem ou aparência? Quem acabou com a possibilidade de amar a si a partir daquilo que pode ser visto?
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Acredito que essas questões não podem ser respondidas no singular, como se existisse alguém ou algo, como uma coisa única. Toda construção negativa em cima da nossa imagem estética tem uma motivação sociopolítica e econômica. 
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Nãos estarmos satisfeitos com nosso corpo e a nossa aparência, faz com que a indústria da estética venda. 
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Já parou para pensar se sua insatisfação é sua mesmo? Se é algo que sempre te incomodou ou se é algo que foi dito para você que não estava bom? Se é algo que vc quer mudar por você ou pelo olhar do outro?
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A imposição de padrões de beleza e sua supervalorização tem sido motivo de adoecimento físico e psicológico e causado diversos transtornos alimentares e de imagem. É um assunto que merece atenção e cuidado e que atinge, principalmente, as mulheres.
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"Você quer o meu batom maior que a boca
Quer agulhas furando a minha pele
Você gosta de me ver com pouca roupa
Muda tudo em mim que ainda não te serve
Abre mais, mostra mais
Bota um pouco mais
Nunca é demais, sobe mais
Quem aqui tem paz
(...)Meu bem
Eu tô aqui pra envelhecer também
Se eu não sou aquilo que convém
A gente tem que se enxergar além
Do que um só corpo"

Música "Meu bem" de

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"O que as meninas aprendem desde cedo não é o desejo pelo outro, mas o desejo de ser desejada".Naomi Wolf em O mito da b...
29/10/2020

"O que as meninas aprendem desde cedo não é o desejo pelo outro, mas o desejo de ser desejada".

Naomi Wolf em O mito da beleza

As mulheres, por muito tempo, aprenderam sobre relacionamento amorosos e s**o dentro de uma perspectiva masculina, na qual ocupam o lugar de passividade, possuindo o papel de agradar.

Mulheres não são estimuladas a pensar sobre o que desejam, como sujeitos ativos. Por isso, é comum que pouco saibam sobre si, sobre suas vondades, seus gostos e seus afetos.

Não faz muito tempo que as revistas femininas estampavam em suas capas as mais diversas receitas para mulheres agradarem homens. Foram gerações aprendendo sobre quais as melhores formas de ser, agir e pensar para que fossem escolhidas para um casamento.

Aos poucos isso vem mudando, mas é sempre importante lembrar: você já parou para pensar sobre os seus desejos? Para pensar em você e no que quer? Nas suas vontades? 

"A receita cultural
Do marido, da família
Cuida, cuida da rotina
Só mesmo, rejeita
Bem conhecida receita
Quem não sem dores
Aceita que tudo deve mudar"
Francisco El Hombre
Triste louca ou má

Sobre produtividade, culpa e respiro.-Ontem estava conversando com uma amiga, falávamos da culpa de se sentir improdutiv...
15/10/2020

Sobre produtividade, culpa e respiro.
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Ontem estava conversando com uma amiga, falávamos da culpa de se sentir improdutivas. Quando não estamos trabalhando ou quando paramos para fazer aquilo que todo mundo costuma chamar de "NADA", a culpa logo vem. Falamos das cobranças, das pessoas ao redor, onde falas como "já fez isso?"ou "ué, mas você não está trabalhando?" estão sempre presentes.
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Mas de onde vem essa culpa? de onde vem essa cobrança? 
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Provavelmente, vem do nosso modo de vida atual que valoriza o capital, o dinheiro, e assim, a produtividade. Mas o que seria essa produtividade? O que signif**a ser produtivo? Não estou sendo produtivo fazendo o tal "NADA" se esse nada signif**a tirar um tempo para cuidar de mim?
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Liberdade é um valor muito importante para mim. Trilho meus caminhos buscando tê-la como companhia. Às vezes consigo...até que vem o incômodo.
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Esse incômodo f**a ali sem nome por um tempo. Quando me dou conta, ele está apontando para todas as tarefas que me atribui e para as tantas cobranças que acumulei.
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Vou para um lugar de culpa, por não estar cumprindo as tarefas que eu mesma me dei. Tudo isso em nome de uma tal produtividade.
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Me vejo abrindo mão da liberdade quando não me permito oscilações, quando não encontro o equilíbrio entre o produzir e o fazer "NADA". Quando não entendo que o "fazer nada" é também FAZER.
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"Fazer nada" é FAZER ALGO, fazer algo por mim, me dar tempo de respirar, me cuidar, me conectar de novo com a tal LIBERDADE...
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Eu sei que a vida é cíclica, e que meu próprio ritmo não é linear. Mas ele f**a bem mais tranquilo, quando desconecto a produtividade do trabalho, do dinheiro, e entendo que ser produtiva pode também ser liberdade. Ser produtiva pode signif**ar produzir algo para mim, e pode ser feito "fazendo nada".
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Refletindo sobre isso, percebo que a neutralidade nos é vendida como um ideal a ser alcançado. Precisamos ser isentos, p...
13/10/2020

Refletindo sobre isso, percebo que a neutralidade nos é vendida como um ideal a ser alcançado. Precisamos ser isentos, para que sejamos bons profissionais, precisamos nos limpar de quem somos para atender melhor o outro.Mas do que estamos querendo nos limpar? o que estamos querendo esconder?
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Mas o que isso signif**a exatamente? Será que devemos mesmo ser imparciais? E isso fará de nós profissionais melhores?
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Iniciamos como psicólogos escolhendo uma abordagem teórica, que nada mais é do que um modo, dentre outros possíveis, de enxergar o sujeito e o mundo. Essa escolha passa pelos valores pessoais e singulares que atravessam cada um, que se identif**a mais, ou menos, com determinado ponto de vista.
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Não acho que seja possível e nem desejável, nos despir de quem somos na nossa prática. A psicoterapia é uma relação entre pessoas! É por conta de quem eu sou e o outro é que ela vai acontecer de determinada forma com aquela pessoa que me procura. Que será totalmente diferente, se essa mesma pessoa procura um outro profissional.
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Como psicoterapeuta, devo estar o mais atenta possível aos meus valores e crenças para que eles não interfiram de forma limitadora no processo particular do outro. Mas, para estar atenta, eu não posso negar que eles existem.
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Ee entendo que se estamos acreditando que para sermos bons profissionais é preciso retirar de nos nossa humanidade, o que nós somos, para que sejamos neutros, então nós estamos fadados ao fracasso.
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Saúde mental está diretamente ligada a possibilidade de acesso à direitos. É poder desfrutar da vida com dignidade, com liberdade! Para isso, é necessário que nos coloquemos diante de alguns temas, que sejamos contrários a violências e discriminações, que nos posicionemos diante de injustiças, que sejamos, portanto, mais humanos! Mais nós mesmos!
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Sobre tempestades e gotinhas d’água   -O texto de hoje é inspirado no relato de uma conhecida, Ieda Terra. Que compartil...
05/10/2020

Sobre tempestades e gotinhas d’água   
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O texto de hoje é inspirado no relato de uma conhecida, Ieda Terra. Que compartilhou a sua experiência enquanto mãe, e a necessidade de escutar as "pequenas gotinhas" (silêncios) que transformaram a sua relação com a filha e com ela mesma.
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Dias de chuva sempre me remetem a uma certa limpeza, ou melhor, renovação. Me lembro daquela música do Marcelo Jeneci "Felicidade" que diz: "quando chover, deixar molhar, pra receber o sol quando voltar". A experiência de estar vivo, inevitavelmente carrega consigo muitas tempestades. A água e sua potência nos inunda, faz chorar, Mas nada impede que não possamos secar as lágrimas ao sol.
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No fim das contas, talvez, o que mais interessa nesse mundo é aprender a escutar as pequenas gotinhas diárias que acontecem constantemente em todos nós. Quantos silêncios nos atravessam e deixamos de escutar por estarmos imersos em nossos temporais?
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Estou falando da escuta do indizível! Saber ler nas entrelinhas dos próprios sentimentos. É difícil se ouvir, ouvir as ausências, os medos, as inseguranças, as dores, o corpo, as demandas da vida como um todo. Aprender a se escutar não é um processo simples, mas é importante. E como todo processo, envolve tempo, altos e baixos, momentos melhores e piores. Assim como as ondas no mar, que hora se formam e quebram com intensa força, e hora desaparecem em grande calmaria.
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Muitas vezes, todos esses sentimentos chegam e fazem casa em nós, mas como no movimento próprio das coisas, se despedem e dão lugar a outras múltiplas sensações e sentimentos.  As ondas passam, deixam suas espumas que se dissipam, e pouco a pouco a gente nem sabe mais o porquê de todas aquelas emoções.
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Sábio é Guimarães Rosa ao constatar que nossas vidas são travessias. Atravessar grandes águas é tarefa de estar vivo. E se há algum recurso sincero, feito canoa, para atravessar com um pouco mais de segurança, diria que são as escutas das nossas gotinhas d’água internas, das gotinhas d’água que atravessam nosso caminhar, tão pequenas e tão poderosas, que nos fazem aprender a ampliar nossa audição, nos transporta para outro âmbito sutil, que é aprender a escutar nossos silêncios.

O existencialismo é uma das teorias filosóf**as que teve importante papel para fundamentar a visão de homem da Gestalt-t...
04/10/2020

O existencialismo é uma das teorias filosóf**as que teve importante papel para fundamentar a visão de homem da Gestalt-terapia.
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"Na perspectiva existencial, o homem é concebido como um ser livre e responsável por construir a própria existência. (...) Para Sartre "a existência precede a essência". Isso signif**a que o homem surge no mundo como ser particular, sem a possibilidade de uma definição prévia, e somente depois poderá vir a ser. Portanto, ele não é uma semente que traz em si características imutáveis, não podendo ser nada além do que está determinado no cerne do seu ser. Ao contrario, ele é um ser livre para escolher a sua essência a cada instante (...). Ao fazê-lo torna-se o único responsável por sua existência. Nascemos como seres de possibilidades e escolhemos a todo instante, ao longo de toda a nossa existência, aquilo que queremos ser". (CARDOSO, p.60. 2013).
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Sobre a responsabilidade pelas nossas escolhas há uma boa e uma má noticia. A má é que tomar consciência da nossa responsabilidade nem sempre é um processo fácil, pois pode envolver o sentimento de culpa. A boa noticia é que sendo nossa responsabilidade, pode-se fazer algo a respeito. Quando algo não é nosso, é do outro, não temos controle sobre ele. Mas se é, temos a possibilidade de mudar, transformar, florescer!
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Responsabilizar-se em Gestalt-terapia é transformar a culpa em poder, em potência criativa.
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O trecho a cima é um dos primeiros contatos que tive com a Gestalt-terapia, ainda na graduação. Vez ou outra volto à ele. Hoje foi um desses dias.

É pelo ar que realizamos o nosso primeiro contato com o mundo. Inspiramos, recebemos o ar em nossos pulmões, expiramos, ...
04/10/2020

É pelo ar que realizamos o nosso primeiro contato com o mundo. Inspiramos, recebemos o ar em nossos pulmões, expiramos, e devolvemos o ar ao meio. Assim é feita nossa primeira troca. ESTAMOS VIVOS! A partir daí, nossa respiração continua de maneira ininterrupta e inevitável até o nosso último respiro.
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Podemos até tentar cessar essa troca, esse contato. Tapando boca e nariz. Mas existe uma força maior que busca novamente o ar, que nos é vital.
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Quando entendemos o ser humano enquanto totalidade e em relação com o mundo, podemos compreender que o seu modo de respirar, de estabelecer esse contato com o meio diz muito sobre ele, e sobre as suas relações. Sobre sua forma de se relacionar.
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Como está a sua respiração? Fluida? Interrompida? Acelerada? Tranquila? Pesada? Leve? De que maneira você está trocando e fazendo contato com o mundo? É importante que a gente crie consciência do nosso modo de respirar, nas diferentes situações que vivemos, porque pode dizer muito sobre a forma que estamos nos relacionando com as várias experiências e dimensões da nossa vida.
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A respiração é a maior metáfora que podemos ter sobre a inevitabilidade da relação ser e mundo. Ser com os outros.

Atualmente vivemos em um mundo que nos faz acreditar em um roteiro único que leva a felicidade. Nesse mundo se associa o...
25/09/2020

Atualmente vivemos em um mundo que nos faz acreditar em um roteiro único que leva a felicidade. Nesse mundo se associa o sucesso ao acúmulo de bens. Portanto, não podemos fracassar, errar ou nos frustrar por isso, para não perdemos tempo. Acreditamos estar sempre um passo atrás de onde já deveríamos estar e, assim, estamos  sempre atrasados.
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Mas o que não nos falam é que não existe uma única receita para ser feliz, mas com certeza, é muito mais difícil estando exaustos. Não nos falam que o sucesso não necessariamente é possuir coisas, mas sim, estar satisfeito com o que vamos nos tornando com o passar do tempo. Não nos falam que a vida também é feita de fracassos, erros e frustações, e que esses são fundamentais para os nossos processos de aprendizado e crescimento.
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Assim como Guimarães Rosa poetizou, “Viver é um rasgar-se e remendar-se”. A vida é feita de desconstruções e reconstruções e, ainda que nossos furos ou rasgos nos causem dor, outros arranjos serão possíveis no seu tempo. Dessa forma, jamais seremos os mesmos, mas isso também signif**a crescer. 
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Viver é dar novo sentido às nossas experiências, é reconhecer as diferentes possibilidades ao se fazer novas escolhas, é renunciar ao que não serve mais, é nos reinventar a partir de um erro, é poder mudar de norte a sul a direção da vida caso se sinta que é preciso.
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É possível ser feliz com aquilo que nos pertence, com a costura de retalhos que nos tornamos, com as pontas descosturadas e as novas emendas que compõem nosso tecido. As linhas soltas, desafios e surpresas de nosso fio vital são só nossos, e os remendos adquiridos no decorrer do tempo, também… 
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Nos cobramos demais, e esquecemos que o mundo já nos cobra bastante. A vida gira, vira do avesso, até chegar em um recomeço.

-se -se

No capítulo "Funções de contato" do livro Gestalt-terapia integrada os autores falam sobre contato:-"Nossa linguagem rec...
22/09/2020

No capítulo "Funções de contato" do livro Gestalt-terapia integrada os autores falam sobre contato:
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"Nossa linguagem reconhece que o toque é o protótipo do contato.Nós fazemos "contato" com alguém; vemos ou ouvimos algo tão comovente que f**amos "tocados" com isso. Para nós o contato quase sempre signif**a toque. As experiências de contato, mesmo que possam centrar-se em um dos outros quatro sentidos, ainda envolvem ser tocado. Ver, por exemplo, é ser tocado por ondas de luz. Ouvir é ser tocado, na membrana basilar, por ondas de som; cheirar e provar o gosto é ser tocado por substâncias químicas, gasosas ou dissolvidas. Apesar disso, as oportunidades de alcançar as pessoas através do espaço, como ao conversar, ver e ouvir, estão certamente mais disponíveis de forma mais abundante que o toque. A descoberta de que uma palavra bem colocada pode ser tão tocante quanto um afago físico expande o brilho das comunicações cotidianas. Mas essas são influências sutis, que exigem que a pessoa sintonize com maior atenção suas próprias sensações. Além desses 5 modos básicos de contato, existem mais 2: Falar e movimentar-se. Esses sete processos são as funções de contato. É por essas funções que o contato pode ser conseguido, e é pela perturbação dessas funções que o contato pode ser bloqueado ou evitado".
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Atualmente temos vivido de forma agitada, corrida, dessensibilizada e cada vez mais individualista. Pensar e o agir se tornam protagonistas em detrimento do sentir.

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Nos acostumamos e normalizamos o que antes já no chocou. Deixamos de lado o que, em algum momento, já nos foi importante e agora parece que já não faz mais falta.
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Quando que deixamos de olhar nos olhos para olhar para telas?Quando que passamos a comer com pressa porque estamos sempre atrasados? Porque passamos a caminhar pelas cidades desviando o olhar da miséria? Porque deixamos de ouvir por falta de paciência?
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Será sempre necessário algo drástico como um vírus que nos trancou em casa, nos privou do toque, do contato e que, nos sintomas, nos priva de 2 de nossos sentidos para a gente perceber o quanto isso nos faz falta? O quanto precisamos do contato e da experiência sensível no mundo?

TEMPOMesmo que exista um tempo cronológico, medido pelos ponteiros do relógio, pensado pelo movimento da Terra ao redor ...
20/09/2020

TEMPO

Mesmo que exista um tempo cronológico, medido pelos ponteiros do relógio, pensado pelo movimento da Terra ao redor do sol, e percebido de acordo com o raiar de um novo dia e o cair de mais uma noite. Existe o tempo subjetivo, e esse é próprio para cada existência, e para cada relação que se estabelece no nosso ser-no-mundo.

Os segundos parecem eternos quando experienciamos alguma dor, e os nossos momentos mais felizes podem passar em um piscar de olhos.

O mundo existe na medida em que ele é percebido. A forma de cada um perceber, modif**a aquilo que é percebido. Isso acontece com todas as coisas, inclusive com o TEMPO. Por isso, existem sempre relatos diferentes de um mesmo fenômeno.

O que você viveu que te afetou, te tocou de forma tão profunda, que parece ter f**ado eternizado no tempo? Nas suas lembranças de um jeito só seu? O meu tempo nunca será igual ao tempo do outro. O meu mundo também não.

Vamos falar de LIVROS?-Estaria mentindo se dissesse que sempre gostei de ler. Mas é verdade que sempre me dei melhor com...
20/09/2020

Vamos falar de LIVROS?
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Estaria mentindo se dissesse que sempre gostei de ler. Mas é verdade que sempre me dei melhor com palavras do que com números.
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Hoje a leitura se tornou uma das minhas atividades favoritas e principais. Mas não foi sempre assim. Passei a gostar mais de ler a ponto deste se tornar um dos meus passatempos prediletos quando eu parei de associar a leitura a uma obrigação e criei uma nova maneira de me relacionar com os livros.
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Comecei a ler coisas que gostava e me interessava intercalando com conteúdo de escola e, depois, de faculdade que eu tinha maior dificuldade de ler. Comecei com romances e quadrinhos e, aos poucos, a leitura foi se tornando mais presente, foi, também, se tornando mais fácil. Precisei me reencontrar com os livros que eu gostava para reinventar e mudar a minha relação com as leituras que eu não gostava, ou que tinha maior dificuldade.
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Acredito que os livros são poderosos, saímos transformados e com algum conhecimento a mais a cada linha que se encerra, página que se vira e história que chega ao fim. Mais do que isso, encaro os livros como uma possibilidade de me teletransportar para outros tempos, outras histórias, outra forma de existir, onde outros mundo são possíveis! Tenho lido muito sobre realidades diferentes da minha, sobre a dor do outro. Me aproximado muito do meu lugar de escuta, onde o meu silêncio para ler e entender o outro se faz necessário. Tudo isso me encanta!
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Foi assim que o meu olhar para os livros se tornou prazeroso, de conhecimento e de transformação de mim mesma. De tal forma que não me vejo mais sem eles.
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Endereço

Avenida Paulo De Frontim, 590, Sala 1103/Aterrado
Volta Redonda, RJ

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Terça-feira 08:00 - 19:00
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