11/04/2026
Quando alcançamos um novo nível de consciência sobre a nossa própria jornada no exterior, percebemos o quão rasa é a compreensão de muitas pessoas sobre as complexidades de uma vida entre mundos.
Depois de tanto tempo experienciando essa jornada, percebo que muitos desses clichês sobre expatriação são, muitas vezes, formas de silenciar isso.
Eu escolhi não participar mais dessas conversas porque elas não levam a lugar nenhum. Elas apenas geram culpa, solidão e a sensação de que não somos compreendidas. Decidi me embasar naquilo que a Psicologia Intercultural nos ensina, não em achismos ou crenças sem fundamento.
Nela encontramos a compreensão de que a saudade e a gratidão podem (e devem) coexistir; de que sua carreira não morreu na alfândega; de que seus filhos, por mais adaptados que pareçam, também precisam que o luto deles seja validado.
A jornada de morar fora é profunda demais para ser reduzida a frases de efeito que só aumentam o peso da nossa bagagem. Se você também cansou de tentar caber em respostas simples para uma vida que é múltipla, saiba que a sua história merece mais do que um clichê.
De qual conversa você também decidiu não participar mais?
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