01/04/2026
Hoje sinto necessidade de deixar uma reflexão.
Talvez seja uma dor que trago comigo desde que a minha mãe partiu…
Não consigo compreender por que motivo, em alguns lares, existem tantas restrições às visitas marcações, limitações de pessoas, horários rígidos…
Sim, houve o COVID… mas não podemos continuar a viver assim. As pessoas precisam de carinho, de companhia, de sentir que não estão sozinhas.
Estamos a falar de seres humanos.
Conheço várias instituições, em Lisboa, na Margem Sul e até em Espanha onde o meu pai podia estar todo o dia com a minha madrasta onde as visitas acontecem com naturalidade, dentro dos horários normais, sem burocracias.
As pessoas entram, visitam, acompanham. Como deve ser.
Mas também conheço o contrário…
E pergunto: porquê?
Por que razão uma visita tem de ser “autorizada”, como se fosse um favor, quando é uma necessidade básica?
Quem está num lar não está ali por escolha está porque precisa.
E exatamente por isso, precisa ainda mais de presença, de afeto, de família.
Mas também sei reconhecer quando as coisas são bem feitas.
Parabéns ao serviço continuado de Castro Daire, pela organização, pela liberdade que dão às famílias e pelo ambiente humano que se sente. Fico tranquila por saber que o meu irmão está bem entregue.
Parabéns também ao centro de dia de Aguiar da Beira, onde sempre senti respeito, abertura e naturalidade nas visitas.
Um agradecimento especial à doutora Sónia de Castro Daire e à doutora Sónia de Aguiar da Beira, e a todas as equipas pessoas que fazem realmente a diferença.
Deixo esta reflexão com respeito… mas também com verdade:
ninguém deveria sentir-se condicionado a visitar quem ama.
Um beijinho e uma Santa e Feliz Páscoa para todos