10/01/2026
Vivemos num mundo de estímulos rápidos, e as crianças sentem isso no corpo e na mente. Quanto mais tempo nas telas, mais difícil f**a sustentar o foco, aprofundar a leitura e guardar o que foi aprendido. Não é algo que acontece de uma vez — é um desgaste silencioso, quase imperceptível, como um traço que vai perdendo força no papel.
Estudos recentes mostram que até poucas horas diárias nas redes já impactam leitura, vocabulário e memória. O cérebro aprende com o que repete: vídeos curtos treinam o olhar para o fragmento; a leitura, a escrita e o estudo pedem pausa, presença e calma.
Não se trata de demonizar a tecnologia, mas de criar refúgios. Espaços de tédio produtivo, de atenção verdadeira, de silêncio interno. Blocos pequenos e constantes de concentração constroem algo muito maior com o tempo.
A atenção é uma forma de arte — e, como toda arte, pode ser reaprendida. Traço por traço. Palavra por palavra. Com método, paciência e intenção. 🤍
(Reflexão inspirada em estudo liderado por Jason Nagata, Universidade da Califórnia)